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Morte de cães em Montalegre

Publicada a 26 de Julho de 2010

Cães de Montalegre têm sido cobardemente envenenados Nos últimos dias apareceram dezenas de cães mortos em Montalegre. Um facto que tem indignado a população por esta onda de envenenamento. O Presidente da Câmara, Fernando Rodrigues, está a par do ocorrido e nega qualquer envolvimento de funcionários da autarquia do sector da caça. Pede respeito «pelas pessoas inocentes sobre quem recai, injustamente, esta suspeita» ao mesmo tempo que garante que tudo fará para descobrir os verdadeiros responsáveis.

Nos últimos dias, algumas aldeias do concelho de Montalegre têm sido fustigadas por uma série de envenenamentos de cães.
Domingos Moura, veterinário municipal, observou o ocorrido e descreve o que viu como «envenenamentos premeditados e organizados» com recurso a estricnina, um veneno fulminante cuja venda em Portugal, sublinhe-se, é expressamente proibida.
Neste sentido, Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, está indignado com a situação. O autarca recebeu uma reclamação, via e-mail, a denunciar o ocorrido mas confessa que nunca imaginava «a dimensão da brutalidade». Nesse e-mail as suspeitas recaem sobre os funcionários da Câmara Municipal do sector da caça. Fernando Rodrigues respondeu prontamente que «não era possível que o sector da caça fizesse uma coisa destas».
 
«NINGUÉM DA CÂMARA
É RESPONSÁVEL»
 
Depois de verificar o número elevado de pessoas a reclamar pela morte dos animais, o edil volta a declarar: «ninguém da Câmara é responsável desta mortandade, muito menos o pessoal da caça. O Eng. Rui Cruz (responsável do sector) nunca permitiria uma coisa destas porque é claramente e frontalmente contra qualquer atitude deste género».
Sem se deter, o responsável máximo pelos destinos do concelho, reconhece que apesar de ninguém da autarquia estar envolvido não invalida que a imagem da equipa da caça seja prejudicada: «este tipo de acontecimentos prejudica a imagem de quem trabalha neste sector e cria atritos com os caçadores. Ora quem não quer atritos com os caçadores que possam por em causa a Zona de Caça Municipal são os trabalhadores da Câmara. Portanto, é injustificável e é injusta esta acusação. Compreendo que é difícil apontar outros responsáveis, por isso gostava que se descobrissem os seus responsáveis».
 
«PEÇO RESPEITO!»
 
A reforçar a argumentação, Fernando Rodrigues acentua factos: «a brigada de caça adquiriu "ratoeiras/armadilhas" para as raposas. Ora, se tivessem material para matar os cães com mais facilidade o aplicariam às raposas, mas, nem num caso nem no outro o fazem. Também quero dizer que há tempos me chegaram noticias que morreram vários cães em Pondras e aí não havia acusações contra os funcionários da Câmara».
A finalizar, o presidente da Câmara de Montalegre quis voltar a reforçar a convicção que possui: «em qualquer caso deve-se apurar os responsáveis e quero assegurar que nenhum funcionário da Câmara é responsável desta vergonha e peço respeito pelas pessoas inocentes, sobre quem recai, injustamente, esta suspeita».

.. Morte de cães em Montalegre.. Notícia publicada a 26 de Julho de 2010. .. Nos últimos dias apareceram dezenas de cães mortos em Montalegre. Um facto que tem indignado a população por esta onda de envenenamento. O Presidente da Câmara, Fernando Rodrigues, está a par do ocorrido e nega qualquer envolvimento de funcionários da autarquia do sector da caça. Pede respeito «pelas pessoas inocentes sobre quem recai, injustamente, esta suspeita» ao mesmo tempo que garante que tudo fará para descobrir os verdadeiros responsáveis.. .. Nos últimos dias, algumas aldeias do concelho de Montalegre têm sido fustigadas por uma série de envenenamentos de cães. Domingos Moura, veterinário municipal, observou o ocorrido e descreve o que viu como «envenenamentos premeditados e organizados» com recurso a estricnina, um veneno fulminante cuja venda em Portugal, sublinhe-se, é expressamente proibida. Neste sentido, Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, está indignado com a situação. O autarca recebeu uma reclamação, via e-mail, a denunciar o ocorrido mas confessa que nunca imaginava «a dimensão da brutalidade». Nesse e-mail as suspeitas recaem sobre os funcionários da Câmara Municipal do sector da caça. Fernando Rodrigues respondeu prontamente que «não era possível que o sector da caça fizesse uma coisa destas».   «NINGUÉM DA CÂMARA É RESPONSÁVEL»   Depois de verificar o número elevado de pessoas a reclamar pela morte dos animais, o edil volta a declarar: «ninguém da Câmara é responsável desta mortandade, muito menos o pessoal da caça. O Eng. Rui Cruz (responsável do sector) nunca permitiria uma coisa destas porque é claramente e frontalmente contra qualquer atitude deste género». Sem se deter, o responsável máximo pelos destinos do concelho, reconhece que apesar de ninguém da autarquia estar envolvido não invalida que a imagem da equipa da caça seja prejudicada: «este tipo de acontecimentos prejudica a imagem de quem trabalha neste sector e cria atritos com os caçadores. Ora quem não quer atritos com os caçadores que possam por em causa a Zona de Caça Municipal são os trabalhadores da Câmara. Portanto, é injustificável e é injusta esta acusação. Compreendo que é difícil apontar outros responsáveis, por isso gostava que se descobrissem os seus responsáveis».   «PEÇO RESPEITO!»   A reforçar a argumentação, Fernando Rodrigues acentua factos: «a brigada de caça adquiriu "ratoeiras/armadilhas" para as raposas. Ora, se tivessem material para matar os cães com mais facilidade o aplicariam às raposas, mas, nem num caso nem no outro o fazem. Também quero dizer que há tempos me chegaram noticias que morreram vários cães em Pondras e aí não havia acusações contra os funcionários da Câmara». A finalizar, o presidente da Câmara de Montalegre quis voltar a reforçar a convicção que possui: «em qualquer caso deve-se apurar os responsáveis e quero assegurar que nenhum funcionário da Câmara é responsável desta vergonha e peço respeito pelas pessoas inocentes, sobre quem recai, injustamente, esta suspeita»..
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