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Câmara Municipal de Montalegre
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Primeiro Ministro visitou Feira do Fumeiro

23 Janeiro 2015
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O segundo dia da XXIV Feira do Fumeiro de Montalegre ficou marcado pela visita do Primeiro Ministro português. Pedro Passos Coelho declarou que a fama do certame «é muito justificada» dado que «só encontrei aqui pessoas motivadas, com belíssimos produtos e, sobretudo, muita gente que vem de fora para procurar a excelência dos produtos de Montalegre».


A visita do Primeiro Ministro a Montalegre marcou o segundo dia da XXIV Feira do Fumeiro. Depois das cerimónias protocolares, efetuadas no exterior do pavilhão multiusos, a comitiva dirigiu-se para o auditório municipal onde foram feitos os discursos. O primeiro a usar da palavra foi o presidente da Câmara de Montalegre que começou por fazer não só o diagnóstico do concelho como enumerar as iniciativas que estão a ser levadas para o terreno no combate às dificuldades: «retomámos o processo de produção de batata de semente que foi quem deu nome a Montalegre e a tornou respeitada e conhecida por esse Portugal abaixo; estamos a apoiar e incentivar os jovens da nossa terra a investir na produção dos pequenos ruminantes aproveitando o imenso baldio que no seu todo representa 80% do território o que faz com que a pastorícia seja uma atividade onde não há custos de produção a inflacionar-lhe o preço; estamos ao lado dos nossos agricultores, os jardineiros de Barroso, que o mesmo é dizer do lado da atividade económica e fomento do emprego quando o município apoia e suporta os custos da sanidade animal, incentiva a atividade pastoril no ramo da produção caprina, promove a carne barrosã e o fumeiro, incentiva e estimula o movimento cooperativo, patrocina o surgimento e expansão dos Agrupamentos de Produtores de modo a enfrentarem-se as exigências do comércio global, e envolve os jovens do país Barrosão em dinâmicas de empreendedorismo como aquela que de seguida iremos ter oportunidade de constatar atribuindo um prémio pecuniário aos três melhores projetos estruturados e desenvolvidos em parceria com a EDP que financia, a UM que desenvolve todo o processo de transformação de uma ideia em negócio, e o município que tal fomenta e proporciona».
 
"PONTE DA MALVADEZ"
 
Orlando Alves abordou no discurso vários temas que correm as preocupações do executivo. Alguns já têm anos de espera e desânimo como é o caso da EN 103 que entronca, por outra via, com a "Ponte da Assureira", erguida entre Montalegre e Chaves, que apresenta como "drama" o facto de não ter estrada. Uma situação que tem tanto de caricato como desesperante. O autarca falou nestes termos sobre este dossier: «há 5 anos atrás, e depois de anos a fio a lutarmos pelo melhoramento da estrada dos nossos sonhos, a Estrada Nacional 103, de Braga a Chaves, e que consideramos absolutamente vital para a nossa sobrevivência porquanto é dali que vêm as mais de 80 mil pessoas que esperamos nesta feira, há cinco anos, dizia, avançaram as Câmaras de Montalegre e Chaves com uma candidatura conjunta para a construção de uma estrada que fizesse a ligação rápida de Montalegre àquela cidade que como polo sub-regional de grande atratividade que é a ela estamos histórica, comercial e culturalmente muito ligados. A dita estrada desenvolver-se-ia em várias etapas. E de acordo com o planeado iniciou-se o desenvolvimento deste importantíssimo projeto com a edificação de uma ponte situada no limite dos dois territórios e a poucos metros da fronteira galega. A ponte do nada, ou da malvadez como já tantos lhe chamaram foi construída com os fundos comunitários e a ela estava subjacente ou implícito ter continuidade. Constata-se agora não haver no acordo de parceria assinado entre o Estado português e a Comissão Europeia um cêntimo para estradas. Concordo que assim seja. Mas a circunstância de haver agora no meio do monte uma ponte sem encaixe de qualquer via, sobre um ribeiro transfronteiriço quase sem água, é motivo de desespero e inconformismo para nós que sentimos necessidade absoluta de uma acessibilidade rápida e fácil à A24. E é pretexto de chacota fronteiriça de quem nos olha como um povo que não sabe governar-se».
 
QUARTEL DA VENDA NOVA, UCC E...QUINTA DA VEIGA!
 
A reboque destas palavras desabrocharam outras que foram ao encontro de novos pedidos. O presidente da Câmara Municipal de Montalegre começou por apontar baterias a um tema relacionado com «o único posto da GNR sediado na sede do concelho» que «não está em condições de garantir face a tão grande extensão territorial». O edil reforçou: «havia no Baixo Barroso um outro aquartelamento que por falta de condições foi há três anos desativado. O município assumiu com o comando da GNR o compromisso de suportar os custos de edificação de um novo quartel desde que o Ministério se comprometa a reinstalar os efetivos correspondentes». De seguida, Orlando Alves falou em inquietude relativa à «UCC, que praticamente concluída, não se vislumbre, contudo, uma data de entrada em funcionamento». A fechar, tal como afirmou no dia que abriu o certame, Orlando Alves voltou a falar do impasse que gira em redor da Quinta da Veiga utilizando os mesmos termos no sentido de uma rápida solução sob pena do local ficar em marasmo eterno.
 
«SEI QUE ESTA TERRA ESTÁ HABITUADA A ENFRENTAR DIFICULDADES»
 
Foi de improviso que o Primeiro Ministro discursou perante um lotado auditório municipal. Pedro Passos Coelho iniciou a palestra com este apanhado de frases: «tenho um gosto muito especial em fazer esta primeira visita oficial a Montalegre. Sou de Vila Real e, por isso, conheço muito bem o meu distrito. Sei que esta é uma terra que está habituada a enfrentar dificuldades e a vencê-las. Isso dá a todos aqueles que aqui vivem uma resiliência muito grande que não deve ser confundida com qualquer conformismo». O chefe do governo estimulou os presentes com palavras de ânimo: «temos que olhar para todas as infraestruturas de contexto que nos permitiram atrair mais investimento e desenvolver-nos mais. Temos que ter investimentos racionais, não podemos construir infraestruturas sobredimensionadas. Equipamentos desses deveriam ser decididos, não ao nível de cada município, com poucos recursos, mas sim ao nível de vários municípios. Montalegre está entre os municípios da comunidade intermunicipal do Alto Tâmega onde está a decorrer uma experiência piloto do programa "Aproximar" que deverá responder à necessidade que temos de modernizar a nossa administração e não fechar serviços de atendimento público».
 
«ESTRADAS E CIMENTO...ACABOU!»
 
Pedro Passos Coelho apelou ao rigor dos gastos: «a disciplina de poupar ajuda ao crescimento. Não há uma resposta igual para o crescimento em todo o Mundo. Dentro de cada país o que serve ao Alentejo não serve a Trás-os-Montes e o que serve à Beira Interior não serve à Estremadura. Procuraremos que nas politicas de desenvolvimento regional ninguém venha dizer que é por falta de infraestruturas de desenvolvimento que não se atrai investimento. O Estado, para ter autoridade e ser pessoa de bem, tem de ser visto com isenção». Estava, desta forma, lançado o mote para este anúncio: «vamos ter, para os próximos sete anos, menos dinheiro que nos últimos sete mas as regiões menos desenvolvidas vão ser reforçadas acima dos 20%. O Estado concordou com a Comissão Europeia em que o ciclo das infraestruturas está terminado. Estradas e cimento, isso acabou! Agora é preciso investir nas pessoas, na ciência, na preservação do meio ambiente, na economia e nas pequenas e medias empresas». Sem se deter, o Primeiro Ministro continuou: «é para aí que o dinheiro tem que ir. Está também nas vossas mãos apresentarem boas ideias. Vamos ter meios importantes para investir. O que vocês pretendem é que não haja tanto tempo de espera e esse é também o meu desespero e o dos ministros».
 
RECONHECIMENTO AO PAÍS
 
A terminar o discurso, o Primeiro Ministro deixou uma mensagem de reconhecimento aos portugueses pelo que têm vivido ao longo dos últimos anos: «o meu grande reconhecimento por terem permanecido com as mangas arregaçadas para trabalhar e para não se renderem às dificuldades. O ciclo da pobreza vence-se com trabalho, com inteligência, com vontade e isso, felizmente, não falta nesta zona».
Finda a cerimónia, realizada no auditório municipal, Pedro Passos Coelho deixou umas breves palavras sobre o impacto da Feira do Fumeiro de Montalegre: «pareceu-me que a fama que lhe é conhecida é muito justificada porque só encontrei aqui pessoas motivadas, com belíssimos produtos e, sobretudo, muita gente que vem de fora para procurar a excelência dos produtos de Montalegre».
CÂMARA DE MONTALEGRE DÁ 15 MIL EUROS AOS 3 PROJETOS
MAIS RELEVANTES DO PROGRAMA "(CO) EMPREENDE"

- "Cabril Eco Rural" (turismo de natureza) - 5.000€
- "Único no Momento" (têxtil, confeção em burel) - 5.000€
- "Padre Fontes" (comercialização de produtos regionais de Montalegre com a marca do padre Fontes) - 5.000€
 
CÂMARA DE MONTALEGRE PREMEIA
PRODUTORES DE PEQUENOS RUMINANTES (prémio à primeira instalação)

- Filipe Fernando da Cunha Fernandes
(Pomar da Rainha, Salto) - 4.750,00€
- Manuel José Gonçalves Ribas
(São Lourenço, Cabril) - 5.250,00€
TEM A PALAVRA
 
Padre Fontes
«É uma surpresa para estes visitantes, uns que repetem a vinda e outros que aparecem pela primeira vez e que admiram a nossa organização. Vejo muita gente que vai passando pelos stands, enchendo os olhos e abrindo o apetite».
 
Alberto Machado (Presidente da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar)
«O Senhor Primeiro Ministro tem-se mostrado bastante preocupado com o desenvolvimento da economia local. Um ciclo económico muito virado para a criação de riqueza, trabalho e exportação. Esta é uma feira de referência a nível nacional no que diz respeito ao setor agroalimentar. Neste meio rural justifica-se plenamente a visita do Senhor Primeiro Ministro».
 
Rogério Rodrigues (Diretor do Instituto de Conservação da Natureza Norte)
«Feiras como esta são oportunidades únicas no contexto rural destas economias do interior, onde aqui se potencializam todos os recursos naturais que estão associados ao território e que esta feira sabe valorizar e internacionalizar, valorizando e protegendo as áreas onde se produzem».
 
Luís Pedro Pimentel (Deputado PSD na Assembleia da Republica)
«Esta é uma das feiras mais conhecidas no país e é importante que uma figura como o Primeiro Ministro possa também estar presente. É uma ótima promoção destes produtos e do Barroso».
 
Manuela Tender (Deputada PSD na Assembleia da Republica)
«A visita do Senhor Primeiro Ministro é sinal de que ele reconhece o trabalho que é feito em Montalegre, a excelência dos produtos e o trabalho desta gente que luta pela sobrevivência e para levar mais longe os seus produtos e o nome de Montalegre».
 
Luís Ramos (Deputado PSD na Assembleia da Republica)
«Esta feira é um bom exemplo para a região e para o país de como é possível a partir de recursos e competências locais criar riqueza e emprego. O facto de o Primeiro Ministro se associar a este evento é um sinal de apoio às pessoas que, no interior, continuam a lutar diariamente para manterem as suas vidas por cá e estes territórios vivos. Estamos muito contentes com a presença do Senhor Primeiro Ministro em Montalegre».

 
VISITA DO PRIMEIRO MINISTRO, PEDRO PASSOS COELHO, A MONTALEGRE
 
 
VISITA DO PRIMEIRO MINISTRO, PEDRO PASSOS COELHO, A MONTALEGRE
(Discursos do Presidente da Câmara de Montalegre e do Primeiro Ministro)
 
 
Primeiro Ministro visitou Feira do Fumeiro
Primeiro Ministro visitou Feira do Fumeiro
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