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FAO | Barroso caminha para território UNESCO

16 Fevereiro 2018
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Na sequência de uma candidatura realizada ao programa GIAHS, em 2016, uma delegação da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) esteve, por estes dias, de visita à região do Barroso. A comitiva observou vários pontos do concelho: a sede do Ecomuseu de Barroso, o polo da Casa do Capitão (Salto) e algumas explorações pecuárias. Os elementos da organização estiveram, ainda, em contacto com a paisagem e acompanharam a realização de atividades tradicionais comunitárias na aldeia de Pitões das Júnias. Trata-se da reta final de um processo que deverá estar concluído em março e que poderá atribuir à região o título de sistema agrícola de importância global da FAO de que fazem parte apenas 40 regiões em todo o Mundo. No final, o sentimento é de confiança para a decisão que terá luz verde já em março.

A fim de salvaguardar e apoiar os sistemas mundiais do património agrícola, em 2002 a FAO iniciou o programa Globally Important Agricultural Heritage systems (GIAHS) - A importância mundial do património agrícola. O território foi candidato tendo em conta, sistemas e paisagens agrícolas específicos que foram criados, moldados e mantidos ao longo de várias gerações de agricultores e pastores com base nos diversos recursos naturais e utilizando práticas locais. Nesse sentido, o processo de candidatura da região de Barroso ao programa, desenvolvido pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) e que envolve os concelhos de Montalegre e Boticas, conheceu estes dias mais um capítulo. De lembrar, que desde 2016, que técnicos da organização têm marcado presença no nosso território a fim de aferirem sobre o impacto que representa o nosso chão barrosão nesta candidatura. Recorde-se também que a cultura, a paisagem e a gastronomia locais são a base de um processo que envolve várias entidades: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Universidade do Minho (UM), Associação de Desenvolvimento do Alto Tâmega (ADRAT) e Direção Regional de Agricultura (DRA).
 
TEM A PALAVRA

Orlando Alves | Presidente da Câmara de Montalegre
«Foi uma visita importantíssima. Tivemos entre nós dois elementos da FAO que vieram fazer uma avaliação do território para emitirem um parecer sobre a candidatura que realizamos para que possamos ser considerados território da Unesco. Não tenho dúvida nenhuma que seremos bem sucedidos. E vamos ser o primeiro território do país a ter esta classificação. Trata-se de um território que já é dominado pela nossa monumentalidade, qualidade arquitetónica, preservação da natureza e espécies e que é reserva da biosfera. Esta classificação poderá ser uma âncora para o desenvolvimento da região, sobretudo para o turismo de natureza que tem que ser a vertente maior da nossa afirmação turística. Não vamos competir com a massificação de território nenhum, do país ou do Mundo. Queremos preservar a nossa identidade. Para isso, esta classificação é importante porque trará maior visibilidade ao nosso território, tão relevante para a nossa sobrevivência e sustentabilidade».

David Teixeira | Vice-presidente da Câmara de Montalegre
«É a sequência da candidatura que foi feita pelo território de Barroso. A análise passa, também, por esta vistoria. Por um lado, para que quem vai decidir possa perceber a veracidade da nossa argumentação e, sobretudo, retirar dúvidas sobre a especificidade deste território único que soube preservar, até hoje, uma identidade muito específica. Queremos que a organização perceba o compromisso que esta região assume para os próximos 10 ou 20 anos. Se tudo correr da melhor forma, vamos elaborar um conjunto de objetivos mensuráveis a atingir para a preservação desta identidade e deste modo de vida. Queremos ser o primeiro território GIAHS de língua portuguesa. Apesar da chuva, que não facilitou a melhor visualização, correu muito bem. As pessoas envolvidas no processo estiveram em contacto com a realidade e com a população local. São as nossas gentes, que vivem neste território, desta forma, que estão a ser avaliadas. Estou convencido que é o último passo antes da grande decisão que acreditamos que vai ditar o primeiro território de língua portuguesa classificado pela FAO».

Patrícia Goulart Bustamante | Membro do Comité Cientifico do programa da FAO (GIAHS)
«Conseguimos responder plenamente às questões do comité científico da organização. Ao mesmo tempo, estivemos no terreno a vivenciar a simpatia, a maneira afável como os barrosões nos receberam. Vou com a plena confiança nesta candidatura. Barroso merece receber esta distinção. Vou muito confiante para a reunião final que vai decorrer nos dias oito e nove de março. O comunitarismo foi muito revelador. Percebemos isso perfeitamente na questão dos baldios. A solidariedade é muito clara nesta comunidade. Parabéns por manterem esta tradição e saberem respeitar os agricultores e atividades muito nobres. Barroso merece esta distinção».

Francisco Sarmento | Representante da FAO em Portugal
«É um reconhecimento público de uma região diferente. Isso expressa-se no tipo de sistemas agrários, paisagens, hábitos alimentares e sociais. Por vezes é preciso que alguém de fora venha dar valor ao que temos. Este reconhecimento acrescentará valor à região e aos seus produtos. Esperamos que esse valor adicional seja distribuído pela região, favorecendo em particular os agricultores familiares. Sem eles, este património não continuará a existir da forma como todos queremos».

António Montalvão Machado | Secretário-Geral da ADRAT (Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega)
«Esta visita permite-nos dar o passo final para conseguirmos a certificação para o Barroso. Foi um processo que começou há cerca de um ano e meio e deverá ficar concluído em março. Foi mais uma etapa para que o território ganhe mais competência e novas valências mas, também, adquire uma maior responsabilidade para todos. Estará classificado no âmbito de numa rede mundial que engloba apenas 40 regiões».

António Cerca Miguel | Adjunto do Ministro da Agricultura
«Foi uma visita muito útil. Proporcionou, aos elementos que estão a gerir o processo, o contacto com a realidade deste território. O Barroso, com toda a sua naturalidade, tem todas as condições para esta distinção. Não basta ver a argumentação e descrição no papel, é fundamental conhecer e esclarecer questões no terreno».

Albano Álvares | Presidente da Cooperativa Agrícola de Boticas
«Esta candidatura vai marcar uma viragem na maneira de podermos intervir no território. Vai ser uma honra, mas vai, também, trazer muita responsabilidade a quem aqui vive. Além do prémio, será uma mais-valia para esta região».
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