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Pitões das Junias | "Anonymous Art Project"

30 Junho 2019
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Pitões das Júnias recebeu a primeira edição do Anonymous Art Project, evento inserido na Land Art, um tipo de arte em que o terreno natural, em vez de promover o ambiente para uma obra de arte, é ele próprio trabalhado de modo a integrar-se à obra. As obras estiveram espalhadas por esta turística freguesia do concelho de Montalegre. O interesse dos trabalhos de arte (feitos por oito artistas, sul-americanos e locais) motivou o município a avançar para a catalogação de um espaço lateral à aldeia como de interesse municipal. A garantia saiu da boca do vice-presidente, David Teixeira, profundamente sensibilizado com o que observou.


Médico de profissão, Rui Guimarães colocou pela primeira vez os olhos no Barroso há 35 anos. Foi amor à primeira vista. Minhoto, 57 anos, este homem, que já deu várias voltas ao Mundo, encontra em Pitões das Júnias o melhor repouso da mente. O ano um do Anonymous Art Project promete ter continuidade. Pelo menos, durante 10 anos. É este o timing projetado para uma ideia singular que rompe com o convencional.

LAND ART

O horizonte que abraça este projeto é arrebatador. É o palpitar do Gerês que testemunha, num paralelo da aldeia de Pitões das Júnias, um conjunto de sinais cuja protagonista é a mãe natureza. A pedra, sob várias formas, trabalhada por homens com olhos diferentes, exibe sinais que irão ser perpetuados pelo tempo. É o conceito Land Art (em inglês Earth Art ou Earthwork), movimento artístico pautado na fusão da natureza com a arte, surgido na década de 60 nos Estados Unidos e na Europa. É uma espécie de "arte da terra", cuja principal caraterística é a utilização de recursos provenientes da própria natureza para o desenvolvimento do produto artístico. Os artistas dedicados a essa estética, buscam na natureza a reflexão sobre o fazer artístico. Utilizam, entre outros materiais, folhas, madeira, galhos, areia, rocha...sal. O fim é apelar para a grandiosidade da natureza como local central de experimentação artística, bem como para a ocorrência da efemeridade dessa arte.

INTERESSE MUNICIPAL

O vice-presidente da Câmara de Montalegre quis ver, de perto, o trabalho exposto. Observou e ouviu. Sem pressa. David Teixeira elogia a coragem de quem liderou esta ideia: «encontramos aqui uma boa forma de valorizarmos o que temos. Por vezes necessitamos de um olhar externo. Estamos perante um desafio interessante, deixar marcas, fazer caminho. Perceber uma época, um estado de alma». O autarca projeta o espaço como de «interesse municipal» a ponto da própria autarquia ter intenção de avançar com um estudo a fim de catalogar o espaço de interesse municipal.