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Montalegre | Ação de Capacitação (TROCO2)

11 Outubro 2019
Projeto troco2  acao de capacitacao   9  1 1024 2500

Realizou-se na sede do Ecomuseu de Barroso, Montalegre, uma ação de capacitação, no âmbito do projeto Troco2 (Mercado Transfronteiriço de Intercâmbio de Carbono), com vista à otimização da gestão florestal e sumidouros de carbono dirigida a técnicos/operadores florestais. Por outras palavras, visa melhorar o aproveitamento económico das florestas, com uma série de atividades que favoreçam a exploração comercial das florestas no âmbito das oportunidades que oferecem os mercados de carbono.


O projeto TROCO2 visa criar uma bolsa de intercambio de CO2, através da qual as trocas de carbono (compensação) podem ser realizadas entre sumidouros de carbono e empresas no setor de transportes. Neste sentido, o objetivo deste projeto passa por «aumentar a eficiência das montanhas do espaço transfronteiriço Galiza – Norte de Portugal na mitigação da mudança climática, através do desenvolvimento e gestão da sua capacidade de sequestro de CO2, utilizando o impulso da economia baixa em carbono no sector dos transportes». Para que isto seja alcançado, é necessário contribuir para a adequada gestão e uso da montanha, implementando uma gestão que obtenha receitas nos mercados de carbono, sob o conceito "uma montanha bem gerida e que produz valor, não arde"; estimular a implantação de estratégias de RSC no sector dos transportes, através da gestão da pegada de carbono e fomentar modelos de desenvolvimento duradouros e compatíveis com o meio ambiente, através da compensação de CO2.

TEM A PALAVRA

Orlando Alves | Presidente da Câmara de Montalegre
«Foi uma sessão importantíssima que versa os comportamentos que cada um de nós tem que ter diariamente para podermos dar o nosso contributo para o planeta Terra. A maior parte das pessoas não estão preparadas para isto. Os períodos de seca, as inclemências do clima e os desastres climáticos que atravessamos e acontecem por tudo o Mundo, são o resultado da ação humana. Todo o tempo é importante para se iniciar. Foram apresentados um conjunto de maus comportamentos diários que são reflexos negativos da relação que o homem tem que ter com a natureza. Levo muitos ensinamentos para o meu dia-a-dia e para aplicar nas políticas autárquicas que devem ser um exemplo a iniciar nesse aspeto».

Sara Pires | Universidade de Aveiro - Coordenadora científica do projeto "Pegada Ecológica dos Municípios Portugueses"
«Este projeto é uma forma muito simples de transmitirmos à população e, sobretudo às crianças, o impacto do nosso estilo de vida no planeta Terra e nos recursos naturais. É uma forma de alertar a população para este desígnio que precisa de uma mobilização. Temos que mudar os comportamentos que muitas vezes assumimos como não sendo impactantes. Falo da forma como nos alimentamos e do desperdício alimentar. Temos divulgado este projeto em diversos contextos, nomeadamente no contexto escolar. As calculadoras estão disponíveis nas plataformas de internet para que possamos ter uma maior perceção das causas dos nossos maus hábitos. Entendemos ser importante calcular a pegada ecológica dos municípios e a bio capacidade. Por um lado, a pressão que exercemos nos recursos naturais com as nossas atividades de consumo. Por outro lado, o que é que o município tem de bio capacidade de produção desses mesmos recursos naturais. É um cálculo de forma a percebermos se estamos equilibrados naquilo que consumimos e no que dispomos. Os resultados mostram que a balança está claramente desequilibrada».

Iván Méndez | Responsável pela ferramenta para o cálculo de Sumidouro de Carbono em Espaços Florestais Transfronteiriços da Galiza e Norte de Portugal
«É uma ferramenta muito interessante, desenvolvida especificamente para a zona da Galiza e Alto Tâmega. Só é necessário preencher os pontos. Está desenvolvida apenas para plantações após 2012. O sistema pede os dados da parcela, por exemplo a superfície ou as espécies plantadas. 30 anos é o período mínimo de permanência da massa na área».

PARCEIROS

- Câmara de Comércio de Vigo (promotor)
- Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega (ADRAT)
- Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT)
- Conselleria de Medio Rural da Xunta da Galiza
- Asociación de Empresarios de Transporte Discrecional de Mercancías de Pontevedra (ASETRANSPO)

MONTALEGRE - TROCO 2 (Sessão de Capacitação - 11 de outubro)

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