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Ecomuseu | I Encontro para Salvaguarda do PCI

25 Novembro 2022
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O Ecomuseu de Barroso participa, no próximo sábado, no I Encontro Nacional para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, iniciativa que surge na continuidade de várias outras, nomeadamente do ciclo «O Património Cultural Imaterial em Portugal» e das «Jornadas Regionais» que envolveram o Médio Tejo, a Região Norte, o Alentejo, a Beira Interior e a Região do Algarve. Uma ação organizada pela Associação Portuguesa para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial. O técnico Pedro Araújo - tendo como "pano de fundo" os 36 anos do Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes - irá explicar o impacto da figura do padre Fontes «para a salvaguarda do Património Cultural Imaterial Português.» A gare marítima de Alcântara (Lisboa) é o palco deste evento estendido ao longo do fim de semana.


Portugal possui um rico e diversificado Património Cultural Imaterial (PCI) que urge conhecer melhor, salvaguardar e valorizar. Muitas são assim as expressões culturais imateriais que importa «descobrir» e estimar – tanto mais quanto algumas delas se encontram em sério risco de sobrevivência ou foram mesmo já consideradas extintas.

OBJETIVOS

Contribuir para a salvaguarda, promoção e uma mais ampla perceção da realidade atual do Património Cultural Imaterial (Continente e Ilhas).

DESTINATÁRIOS

Todos quantos se interessam pelo PCI, designadamente comunidades, grupos e indivíduos, sem esquecer instituições, investigadores, docentes, técnicos autárquicos, membros de confrarias e de associações de defesa do património cultural, etc., que queiram, não só compreender mais objetivamente o conceito, mas também agir de acordo com a legislação portuguesa e a própria Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO, aprovada em 2003.


TEM A PALAVRA

Pedro Araújo | Ecomuseu de Barroso
«Em território de Barroso, até há bem poucas décadas longínquo e inacessível, o sagrado e o profano imiscuem-se e confundem-se através de práticas ancestrais onde o elo entre o Homem e a Elemento Natural constitui uma força vital para o equilíbrio dos ecossistemas. Neste território de brumas, ainda muito jovem, na década de 1940, António Fontes sentava-se na soleira da porta ou num banquinho na cozinha de sua mãe, em Cambezes do Rio, a escutar estórias dos mais velhos.
Décadas após esse exercício de registo, já ordenado pároco, António Fontes encontra-se na génese do Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes. O objetivo era simples: mobilizar a comunidade local para a salvaguarda de uma prática ancestral em acelerada erosão que incluía, para além dos processos curativos, a seleção, recolha e tratamento de plantas medicinais. Por outro lado, na linha da sua ação progressista/provocadora, António Fontes pretendia colocar em diálogo dois mundos aparentemente antagónicos: o da medicina popular e o da medicina dita “científica”.
O impacto do Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes é imediato. A singularidade do evento, aliada ao magnetismo natural da figura do Padre Fontes, catapultaram o Congresso para a esfera mediática que hoje conhecemos. Desde a sua primeira edição, em 1983, médicos e endireitas, ervanários e antropólogos, bruxos, charlatões, enfermeiros e investigadores de vária ordem convivem num espaço onde as práticas medicinais associadas à etnobotânica são o foco principal do evento. A própria "Sexta 13 – Noite das Bruxas", realizada em Montalegre, tem o seu despertar nas atividades desenvolvidas no Congresso.
Em 2022 o Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes conta com 36 edições, sempre com a presença do Padre Fontes, o padre-etnógrafo, o indiscutível fiel jardineiro da memória coletiva dos povos de Barroso.»


I ENCONTRO NACIONAL PARA A SALVAGUARDA DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL (PROGRAMA)