Com as obras iniciadas em Janeiro do ano passado, o reforço de potência da barragem da Venda Nova, com um investimento superior a 300 milhões de euros, vai torná-la «na central com maior capacidade instalada em Portugal», devendo começar a produzir energia para a rede em 2015. Este investimento cria dois mil postos de trabalho, directos e indirectos.
A central, denominada Venda Nova III, passará a ser, segundo a eléctrica nacional, a maior central hidroeléctrica em Portugal em termos de potência instalada. Esta unidade, que tira partido de duas albufeiras na zona de Vieira do Minho, é constituída por uma central subterrânea em caverna, um circuito hidráulico em túnel, diversos poços e túneis auxiliares e de acesso. Para além disto, apresenta dois grupos reversíveis com potência total de 736MW. Estima-se que terá, em média, uma produção bruta de electricidade de 1.273 GWh/ano, dos quais 17 GWh/ano líquidos de bombagem.
Por outras palavras, o projecto, localizado na margem esquerda do rio Rabagão, consiste em turbinar a água da albufeira da Venda Nova para a de Salamonde e, alternadamente, a bombagem, em sentido oposto, aproveitando os preços mais baixos da energia nas horas de vazio. Com isto, torna-se a primeira a funcionar como central de bombagem pura, isto é, produz energia turbinando em horas de ponta, e bombeará, consumindo energia, em horas de vazio, pelo que, ao nível do gasto energético, o balanço será quase nulo.
A entrada em operação da central, cujo investimento total ascende a 349 milhões de euros, está planeada para o primeiro semestre de 2015.
EDP CONTRAI EMPRÉSTIMO
DE 300 MILHÕES
Sobre esta matéria, foi noticia recente o comunicado da EDP onde anuncia que contraiu um empréstimo, a 15 anos, no valor de 300 milhões de euros, junto do Banco Europeu de Investimento (BEI), que «irá servir para o financiamento de dois reforços de potência das centrais hidroeléctricas de Alqueva e de Venda Nova ambas equipadas com o sistema de bombagem».
A eléctrica liderada por António Mexia refere ainda que os projectos «enquadram-se na estratégia nacional para as energias renováveis definida pelo Governo português em 2007 e integra-se no plano de investimentos hídrico da EDP para a próxima década, quer ao nível de reforços de potência, quer na construção de novas centrais».