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50 hectares de castanheiro no concelho de Montalegre
21 Junho 2012
A Câmara Municipal de Montalegre e o INORDE (Instituto Ourensán de Desenvolvemento Económico) avançam para um projeto conjunto ao Interreg de onde vai sair, numa primeira fase, uma mega plantação de 50 hectares de castanheiro no concelho de Montalegre. Um «esforço financeiro» da autarquia que vai exigir entre 120 a 150 mil euros. Esta decisão foi comunicada num seminário, promovido pela ADRAT (Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega), realizado na sede do Ecomuseu de Barroso.
O seminário subordinado ao tema "BUSINESS TO NATURE - Abordagem Inter-Regional às PME e empreendedorismo em áreas naturais", promovido pela ADRAT (Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega), divulgou algumas boas noticias para o concelho de Montalegre. Entre outras, o destaque vai para o anúncio, comunicado por Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, de que a autarquia vai avançar para um projeto de plantação de castanheiros em algumas zonas do território concelhio. Um desejo há muito sentido pelo município e que agora vê, finalmente, a luz ao fundo do túnel. Falamos de um produto, a castanha, que tem sido muito mal aproveitado, em termos económicos, mas que pode, a partir de agora, ter outro impulso. Isto porque a edilidade barrosã vai abraçar um projeto em conjunto com o INORDE (Instituto Ourensán de Desenvolvemento Económico) como faz questão de explicar Fernando Rodrigues: «este projeto nasce de uma necessidade que há muito sentia porque há um potencial na região que não está a ser aproveitado. Surgiu agora esta oportunidade depois de um contacto que estabeleci com o INORDE que abriu a possibilidade de apresentarmos um projeto conjunto ao Interreg para fazer uma grande experiência de investigação e de plantação do castanheiro. Temos áreas que são consideradas prioritárias em termos tradicionais. Vamos fazer análises à terra, ao clima, à temperatura, à humidade, para escolhermos os melhores terrenos».
50 HECTARES DE CASTANHEIRO
Empolgado com esta aposta, o presidente da Câmara Municipal de Montalegre descreveu a área onde vai ser aplicado este investimento: «o INORDE tem experiência suficiente para encontrar a melhor solução da qualidade das plantas para fazermos uma plantação no concelho de Montalegre, nesta primeira fase, de 50 hectares. As freguesias tradicionais são Vilar de Perdizes, Solveira, Santo André, Gralhas e Meixide, embora esta última não tenha uma grande área de baldio. Há também aquela zona de Sarraquinhos até Morgade e talvez Cervos possa entrar. Há ainda uma pequena área em Morgade, Tourém e Seara».
FINANCIAMENTO A 75%
Sem se deter, Fernando Rodrigues continuou com as suas explicações: «para além do tratamento do terreno e da plantação, vai haver a manutenção das árvores no tempo necessário para produzir. Vamos fazer um acordo com as freguesias para que haja uma amortização deste investimento que a Câmara de Montalegre vai fazer. Falamos de um projeto financiado a 75%. Os outros 25% vão ser pagos ou pelos Conselhos Diretivos ou pelas juntas de freguesia. Se for este o caso, o projeto é na totalidade das populações. Ou então a Câmara Municipal assume a responsabilidade da comparticipação nacional e terá uma participação na exploração futura do castanheiro. Isto tudo vai exigir, nesta primeira fase, um investimento de 120 a 150 mil euros».
VIVEIRO NA QUINTA DA VEIGA
Associado a este investimento, a autarquia de Montalegre vai erguer «um viveiro de cinco hectares na Quinta da Veiga para que este projeto evolua em termos científicos e termos aqui castanheiros para no futuro disponibilizar à iniciativa privada que queira massificar o castanheiro nestas regiões», narra Fernando Rodrigues. Trata-se de mais uma alternativa para assegurar o futuro dos vindouros numa região assolada pela desertificação.
ECOMUSEU - UM BOM EXEMPLO!
Recorde-se que estamos a falar de um projeto constituído por 11 instituições de nove países europeus (Bulgária, Eslovénia, Espanha, França, Itália, Portugal, Polónia, Reino Unido e Suécia) tendo como objetivo «contribuir para o desenvolvimento económico sustentável de regiões europeias, demonstrando e promovendo boas práticas empresariais em áreas naturais». Neste propósito, Montalvão Machado, secretário geral da ADRAT, explicou no seminário que foram feitas visitas a estas regiões «que têm problemas com a desertificação e com falta de capacidade empresarial». Nessa linha «fizemos a constituição de uma parceria entre instituições dessas regiões no sentido de observar e estudar aqueles projetos de sucesso que cada uma das regiões podia ter». No caso português, «apontamos o Ecomuseu de Barroso que tem criado uma boa dinâmica a nível local», sustentou o representante da ADRAT. Com efeito, no âmbito deste projeto, têm sido visitados e analisados inúmeros casos de iniciativas privadas e público-privadas nos vários países parceiros, sendo o Ecomuseu do Barroso o exemplo apresentado no Alto Tâmega e selecionado pela parceria como uma "Boa Prática". No final do projeto será editado um documento que junta os exemplos mais relevantes, com recomendações diversas para as autoridades locais, regionais e nacionais dos países parceiros, de modo a que localmente se possam tomar medidas de melhoria das atividades económicas em áreas rurais e naturais.
Seminário no Ecomuseu de Barroso - Reportagem TV BARROSO
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44