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A História e a Cultura ao serviço do Turismo e da Economia
18 Julho 2013
Montalegre, através do Ecomuseu de Barroso, em parceria com outras associações, celebrou um protocolo cujo fim passa por dinamizar o turismo do Alto Tâmega. Com esta decisão, é possível «mobilizar esforços para se organizar a oferta comum e encontrar recursos que permitam reforçar a promoção e a oferta de um produto organizado em pacotes, fora da região e no estrangeiro». Na calha está a venda na Califórnia (EUA) desta ideia: "Ir ver onde nasceu Cabrilho".
Foi assinado recentemente, na vila de Vidago, enquadrado no seminário - Alto Tâmega 2020: Desafios e Oportunidades, um protocolo de cooperação para a dinamização turística do Alto Tâmega. O Ecomuseu de Barroso faz parte do lote de associações que decidiram unir esforços, do qual também faz parte o Hotel Casino Chaves, Pena Aventura Park, VitAguiar E.M. e VMPS - Águas e Turismo S.A. Daqui resultou a criação da Associação de Desenvolvimento Turístico do Alto Tâmega (ADTAT).
Este "casamento" a várias vozes acontece com o objetivo de «mobilizar esforços para se organizar a oferta comum e encontrar recursos que permitam reforçar a promoção e a oferta de um produto organizado em pacotes, fora da região e no estrangeiro», refere Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre.
«IR VER ONDE NASCEU CABRILHO»
Neste sentido, estamos perante um núcleo que pode organizar e impulsionar o turismo na região nas áreas termal, natureza, gastronomia e produtos regionais. Fazer do Alto Tâmega «um destino turístico, a nível nacional e internacional, e criar as condições necessárias para que os turistas cheguem e possam fruir de uma região ao longo de uma ou duas semanas», explicou uma das empresas protocoladas.
Montalegre já desvendou um pouco do muito que se pode fazer. Fernando Rodrigues acredita no sucesso desta parceria a ponto de referir, na última Assembleia Municipal, que este projeto pode vender, por exemplo no estado americano de Califórnia, a ideia "Ir ver onde nasceu Cabrilho".
Referir que João Rodrigues Cabrilho foi um navegador português que ao serviço do Rei de Espanha descobriu a Costa da Califórnia. Natural de Lapela, aldeia da freguesia de Cabril, concelho de Montalegre, o explorador português do século XVI levou a cabo explorações marítimas no Oceano Pacífico (costa Oeste dos EUA) e também em operações terrestres na América do Norte. Em 1521, João Rodrigues Cabrilho participou na conquista da Capital Azteca de Tenochtitlan, ao lado do espanhol Hernán Cortés. E ao lado de outros europeus esteve, por outro lado, na conquista dos territórios que compreendem hoje as Honduras, Guatemala e São Salvador, entre 1523 e 1535.
Cabrilho foi ainda o primeiro europeu a desembarcar no território onde está atualmente localizado o estado da Califórnia. Ao serviço da coroa espanhola, em 1542, partiu de Navidade, no México, em direção ao norte, demorando três meses a chegar à Baia de San Diego.
Apesar de ser chamado também de Juan Rodríguez Cabrillo, a nacionalidade portuguesa de João Rodrigues não oferece dúvidas. O cronista e Chefe das Índias Espanholas, D. António Herrera y Tordesillas, na "Historia General de los hechos de los Castellanos en lás Islas y tierra firme del Mar Oceano", confirma a nacionalidade do português: «Juan Rodriguez Cabrillo Português, persona muy platica en las cosas de la mar», desmentindo a teoria de alguns historiadores que concedem nacionalidade espanhola a Cabrilho.
No concelho de Montalegre, na freguesia de Cabril - daqui a origem de "Cabrilho" - existe a Casa do Galego, onde o navegador terá nascido. Morreu a 3 de janeiro de 1543, no atual estado da Califórnia, desconhecendo-se o local da sua sepultura.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44