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'Amor e Sofrimento' no Ecomuseu
10 Dezembro 2012
A sede do Ecomuseu de Barroso, em Montalegre, foi palco da apresentação pública da primeira obra literária de Pedro Roque Neto, intitulada "Amor e Sofrimento". A apresentação ficou a cargo do historiador Barroso da Fonte com cerca de trinta pessoas como testemunha da jornada. Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, definiu a obra como «trabalho de grande qualidade, que nos permite refletir sobre muitas coisas».
Natural do concelho de Vila Flor e radicado em Montalegre há mais de 40 anos, Pedro Roque Neto, pseudónimo utilizado pelo autor em homenagem ao avô paterno, lançou ao público, na sede do Ecomuseu de Barroso, o primeiro livro da sua autoria com o título "Amor e Sofrimento". A obra, escrita em poesia, foi apresentada por Barroso da Fonte, nome escolhido pelo autor para assinar o prefácio. Durante a sessão foram declamadas alguns poemas, acompanhados à viola por Francisco Pedreira.
«ETERNAMENTE GRATO»
Pedro Roque Neto agradeceu ao público presente «a paciência» e reconheceu que «não merecia o esforço de, numa noite de frio, virem assistir ao lançamento do meu livro». Aproveitou o momento para endereçar reconhecimento a Barroso da Fonte e definiu-o com «um parteiro cultural». A verdade é que «este homem de letras já fez dar à luz muitos iniciados na escrita», a verificar pela «quantidade de prefácios e palavras de incentivo à escrita criativa». Ato contínuo, e ciente de que «devia ser de uma forma mais protocolar», endereçou palavras a Fernando Rodrigues, «não como presidente da autarquia, mas como pessoa». Recordou o momento em que pisou solo barrosão pela primeira vez e as pessoas que o acarinharam. Entre elas, invocou a memória do progenitor de Fernando Rodrigues e qualidades como «altruísmo e alteridade, raros nos tempos que correm», que, acredita, o autarca ter herdado do pai. Nessa linha, reforçou que apreciou «muito o apoio dado ao projeto «Amor e Sofrimento» ficando «eternamente grato».
«GRANDE ARCABOIÇO CULTURAL»
Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, agradeceu ao autor do livro o «facto de ter invocado a memória do meu pai». Lembrou que «eram amigos e que tinha muita consideração pelo professor Roque». Existe, portanto, uma «relação de muita consideração e respeito». Tendo em conta a obra, felicitou-o e deixou «os parabéns por este trabalho». Sendo uma «obra poética, o pensamento é mais denso» e a «expressão e comunicação mais fortes». Isso só é «acessível a quem tem um grande arcaboiço cultural». Dirigindo-se ao mais recente escritor, sublinhou que «é uma pessoa de craveira cultural e intelectual». Ao colocar “Amor e Sofrimento” disponível à comunidade, realiza um trabalho «de partilha que origina ideias e saber».
«CRIAMOS AS NOSSAS
PRÓPRIAS MÁSCARAS»
PRÓPRIAS MÁSCARAS»
As pessoas «e os livros têm uma semelhança», afirmou Pedro Roque Neto. Em primeiro lugar, «pessoas e livros, têm que ser construídas». Quem «cria os textos parte de um todo e de um processo de construção». Pouco a pouco «foram adaptadas palavras, construídas frases, fazendo paragens para adaptar ideias e torná-las percetíveis ao autor». O homem é a sua «circunstância» e «não fiz mais do que vestir personagens, colocando as máscaras que me convinham e criando seres convenientes». Referiu que «retirei material de um projeto que já tinha desenhado e construi». Estes textos «têm muitas semelhanças com o que fazemos na vida», pois «criamos as nossas próprias máscaras e usamo-las de forma mais conveniente». A sociedade «exige, cada vez mais, este tipo de mutações temporárias».
«COMO É POSSÍVEL
TER TANTA INSPIRAÇÃO?»
TER TANTA INSPIRAÇÃO?»
Barroso da Fonte, autor do prefácio, partilhou que «é uma honra apresentar um autor transmontano» e foi com «muita satisfação que a minha editora deu forma a este livro». Explicou que no prefácio procurou «explicar o que é a poesia e o que a distingue da prosa». Como diretor de um jornal de poesia, «estou habituado a isto». Na poesia «tudo conta» e «a data em que os poemas foram escritos também». Este homem «é um prodígio», pois «conseguiu escrever quase tudo no mês de Outubro». Houve «um dia em que foram produzidos onze poemas, quase todos sonetos, mais difíceis de trabalhar». É uma coisa «inimaginável» e conduz-nos à questão: «como é que é possível um poeta ter tanta inspiração?».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44