A sede do Ecomuseu de Barroso, em Montalegre, foi palco da apresentação do livro "Colégio de Montalegre". A obra, que mostra memórias e testemunhos da "Universidade do Barroso", foi tornada pública perante uma plateia atenta e saudosa. A colorir o serão e com o castelo de fundo, música ao vivo. Orlando Alves, vice presidente da Câmara Municipal, definiu a ação como um «testemunho de gratidão».
O livro "Colégio de Montalegre" foi tornado público, na sede do Ecomuseu de Barroso, Montalegre. Ao convite aberto à população, foram muitos os que responderam afirmativamente. No serão foram reavivadas memórias, de uma instituição que marcou gerações e que agora estão transcritas em papel. Irene Silva, coordenadora do projeto, explicou que «a ideia inicial partiu de uma forma muito simples», após o «registo de testemunhos num encontro». Define o livro como «uma obra singela, com reflexões de vários alunos, que contribuíram com alma e coração».
«FABRICOU CÉREBROS»
Orlando Alves, vice presidente da Câmara Municipal de Montalegre, acredita que «este conjunto de depoimentos merece estar transcrito». Trata-se, assim, de um «testemunho de gratidão, do reconhecimento e da importância que a instituição teve na terra, na região e na vida de cada um daqueles que por lá passou». Ato contínuo, reforçou que «o colégio fabricou cérebros que hoje estão ao serviço da nação». Por sua vez, David Teixeira, diretor do Ecomuseu de Barroso, afirmou que a obra «mostra um pouco da história da educação no concelho». O colégio de Montalegre «marcou uma geração e uma era de libertação, de pensamento e de convicções». Com noção que «o aparecimento da instituição possibilitou, na época, o acesso ao ensino», o diretor do “museu vivo” referiu que «foi mais uma noite cultural, que promoveu o convívio e as conversas sobre a nossa história».