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'As Ripadas do Padre Domingos Barroso'
09 Junho 2016
Integrado no programa de celebração do "Dia do Município", foi tornado público o livro "As Ripadas do Padre Domingos Barroso". Uma compilação de textos, sinalizados por Dias Vieira, que dá luz à obra deste famoso pároco, natural de Sanguinhedo, Venda Nova, concelho de Montalegre. Para o líder do município, Orlando Alves, estamos perante «um homem que não podia continuar na penumbra da nossa história».
TEM A PALAVRA
Orlando Alves | Presidente da Câmara Municipal de Montalegre
«É um livro que acrescenta valor à cultura barrosã. É um daqueles livros que será um sacrilégio se houver algum barrosão, residente ou não no nosso território, que não tenha a curiosidade de o ler. É daqueles livros que fica bem na mesa de cabeceira de cada um de nós. Este livro dá categoria e honra ao município de Montalegre. Está aqui um "caldo" bem feito, comestível e saboroso. É um "caldo" que me surpreendeu. Foi um padre que sabia usar a espingarda como ninguém para matar as perdizes, sabia usar a pena como ninguém para fazer boa literatura e sabia, com muitos anos de antecedência, que a genética pode ser determinante para o apuramento das raças. Produziu trabalhos magníficos sobre o cão perdigueiro português. Tem muitos admiradores por Portugal abaixo. É um homem que não podia continuar na penumbra da nossa história. Salta agora para a ribalta, pela mestria e pelo engenho da compilação de textos a cargo de Dias Vieira».
Dias Vieira | Autor
«O título "ripadas" foi extraído de um texto do padre Domingos Barroso. Curiosamente, esse texto não está neste livro. Se escolhesse "farpas" podia ser considerado plágio (referindo-se a Ramalho Ortigão), então decidi escolher este termo engraçado. Os textos é estar a dar sempre "ripada" às pessoas a quem ele dirigiu os artigos. Destaco os dirigidos ao Montalvão Machado e ao Ferreira de Castro. Diversas autoridades, algumas concelhias, também levavam "ripadas". Há muitos textos em jornais que deviam ser compilados. É uma pena esse trabalho não ser realizado. Há muita coisa que se perde nos jornais. Ninguém imagina as horas que passei no jornal "A Voz de Trás-os-Montes" para colher estes textos. Há quatro ou cinco anos que iniciei este trabalho».
Barroso Magalhães | Apresentador
«O livro é dividido em três partes. Na primeira parte, as "ripadas" zurzem sobre coisas de Barroso. São 33 artigos, publicados entre 1948 e 1951. Na segunda parte, com 14 textos ao de leve, publicados em 1952, muda o título mas mantém o estilo e os temas de crítica social e de ataque cerrado aos falsos amigos de Barroso, sejam escritores ou autoridades. Manifesta-se preocupado com o marasmo das populações e das famílias; a falta de apoios para o desenvolvimento regional, na criação de gado e na conservação e aprimoramento da raça barrosã; na agricultura, na floresta, na caça e pesca e na reduzida rede de comunicações. Na terceira parte, não menos acutilante e cáustica, aparecem 32 poesias, publicadas entre 1950 e 1952. Em suma, são um enlevo os escritos de Domingos Barroso. São um poço de sabedoria, transmitidos com graça e ironia».
Barroso da Fonte | Editor
«Tive a felicidade, como editor, de dar o meu contributo a esta obra. Infelizmente, nunca conheci o padre Domingos Barroso. Contudo, já escrevi muita coisa sobre ele. Estamos perante um autor da cultura portuguesa. É uma justiça que se faz falar deste homem. É um magnífico livro. Honro-me com o facto de estar associado a esta obra».
Gorete Afonso | Responsável pela Biblioteca Municipal
«É mais um livro da identidade barrosã. É uma delícia poder ter uma obra destas. Quero agradecer ao autor por esta feliz iniciativa. Trazer à ribalta textos tão bem escritos pelo padre Domingos Barroso, é muito bom. Retrata muito bem a cultura peculiar do Barroso. Em nome dos leitores do Barroso, quero deixar o nosso agradecimento. O apresentador da obra, filho da terra, - Barroso Magalhães - deu-nos uma verdadeira aula de antropologia cultural. Foi um grande momento de cultura e saber».
Padre Fontes
«É um livro que pode interessar a todo o país. Digo isto porque já li o livro. Leio e releio. O bispo de Vila Real, à época, leu o livro do perdigueiro português. Ficou encantado com o impacto da obra. Parabéns a quem fez esta compilação de textos».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44