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Assembleia Municipal unida contra encerramento do 'internamento'
26 Fevereiro 2013
A uma só voz, todos os partidos políticos que compõem a Assembleia Municipal de Montalegre (PS, PSD e CDS/PP) disseram um claro não à decisão do governo em acabar com o serviço de internamento no Centro de Saúde. A proposta partiu do deputado do PS, João Soares, que recolheu unanimidade das bancadas. Segue agora para os responsáveis do Ministério da Saúde com o intuito de revogar a decisão e reabrir os serviços de internamento. Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal, saúda esta união e espera uma decisão ponderada e satisfatória. Todavia, afirma que «tudo pode acontecer se não houver respeito pelos barrosões por parte do senhor diretor do ACES, Filipe Nascimento».
Na última Assembleia Municipal de Montalegre saiu uma moção que recolheu unanimidade de todos os elementos. Uma tomada de posição contra o governo em ter encerrado o serviço de internamento no Centro de Saúde de Montalegre, noticia que oportunamente divulgamos.
«CENTRO DE SAÚDE
ESTÁ DOENTE»
A proposta (consultar anexo) partiu do PS, pela voz do deputado João Soares que afirmou, entre outros considerandos, que o Centro de Saúde «está doente». A reboque sustentou: «há algum tempo que se vem debatendo com falta de medicamentos e outro material. E, como se isso não bastasse, lançaram restrições ao funcionamento, e outras virão a caminho». Na mesma linha de raciocínio, reforçou: «há dias, depois de assumir perante o senhor Presidente da Câmara que ia diligenciar junto da Segurança Social e da Misericórdia de Montalegre para encontrar uma solução para o internamento, o senhor diretor do ACES do Alto Tâmega decidiu "por os doentes a andar" e encerrou o serviço de internamento do Centro de Saúde de Montalegre».
PEDIDO DE REABERTURA
DO SERVIÇO
Indignado, o deputado, em nome da Assembleia Municipal, expôs: «achamos ainda mais incompreensível este encerramento porque em Julho estará concluída a Unidade de Cuidados Continuados da Misericórdia. Porque é que não se esperava até lá? Então o Estado vai assumir o funcionamento da Unidade de Cuidados Continuados para 40 utentes e manda fechar este serviço que atendia em média 10 utentes?». A interrogação ganhou mais força com este conjunto de frases: «este encerramento não representa qualquer racionalização dos serviços: havia instalações, equipamentos e pessoal. As despesas de refeições, servidas por um centro social, não podem ser argumento até porque, ao que sabemos, a Câmara estaria e está disposta a suportar esse encargo. A Assembleia Municipal de Montalegre manifesta o seu protesto por esta medida precipitada e pede a reabertura do serviço, ao mesmo tempo que contesta a intenção de encerramento de mais serviços no Centro de Saúde de Montalegre, declarando todo o apoio às Juntas de Freguesia e às populações espalhadas pelo concelho».
«TUDO PODE ACONTECER!»
Recorde-se que o presidente da Câmara de Montalegre reuniu com Filipe Nascimento, presidente do Agrupamento de Centros de Saúde do Alto Tâmega e Barroso (ACES), onde este, poucos dias depois decidiu acabar com o internamento no Centro de Saúde de Montalegre. A par desta decisão, fala-se de um possível encerramento das extensões nas aldeias (Salto, Ferral, Cabril, Viade, Venda Nova, Covelães, Tourém, Solveira e Vilar de Perdizes) e teme-se que, agora uma, depois outra, feche a maioria das extensões e se crie a aceitação para outras decisões mais drásticas. Face a este quadro, Fernando Rodrigues declara que «tudo pode acontecer se não houver respeito pelos barrosões por parte do senhor diretor do ACES», daí que «o internamento tenha que reabrir rapidamente», conclui.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44