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Balanço 2011 - «Dívida a zero e dinheiro em caixa»
27 Dezembro 2011
O término de mais um ano implica fazer "contas à vida" e refletir sobre o que foi feito. 2011 foi, em termos nacionais, «um desastre», lamenta Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre. No concelho barrosão, acrescenta, «talvez as incidências não sejam tão negativas». A nível autárquico, «apesar de não ter sido um ano bom, também não foi um desastre», garante. Fechar o ano «sem dívidas» e com «saldo positivo» são premissas de orgulho para o número um da edilidade.
O balanço do ano é inevitável nesta época. Fernando Rodrigues, presidente da autarquia de Montalegre, define 2011 como «um desastre», a nível nacional. Ciente da maioria dos problemas, assegura que «o povo também não esperaria muito mais». Em recuo no tempo, lembra que «houve a ilusão que com a mudança de governo» e uma «maioria estável» as coisas «pudessem correr de outra forma». Esse facto «não se verificou» e «se as coisas correram de outra maneira», foi «ainda pior».
«MUITAS OU MUITÍSSIMAS?»
Para o presidente da Câmara de Montalegre o problema maior «não reside em 2011 ser um ano mau». A questão fulcral prende-se «na possibilidade de 2012 ser um ano ainda pior», teme. É essa contenda que o preocupa, associada à «incerteza das dificuldades que estão para vir». Vão «ser muitas ou muitíssimas?», questiona o autarca. Na mesma linha, comenta que «se nós soubéssemos que vamos ter estas ou aquelas dificuldades», durante «um, dois ou três anos» e depois «tínhamos esta questão resolvida»… teríamos «outro ânimo e força para continuar», assevera.
«ESPÍRITO DE AJUDA
E COESÃO FAMILIAR»
Em Montalegre «talvez não tenhamos tido incidências tão negativas como no país», em termos de emprego, a nível económico e social, refere Fernando Rodrigues. Por outro lado, há nesta terra e gente «um espírito de ajuda e coesão familiar maior do que nos grandes centros», continua. Dessa forma, «não se sentem os problemas de uma forma tão dramática». É certo que «os problemas também aqui se fazem sentir», mas são atenuados «com o facto de haver a família para ajudar», «porcos para aumentar à receita familiar» e de «haver sustento da casa agrícola» para diminuir as dificuldades.
«NÃO FOI UMA DESGRAÇA»
Em termos autárquicos «não tendo sido um ano bom, também não foi uma desgraça», partilha o político. Apesar de tudo «nós conseguimos aumentar as nossas receitas». Fomos «muito austeros e severos nas nossas despesas», ao dar prioridade a alguns investimentos e deixar outros «ficar para traz». Sem se deter, afiança que no fim das contas «o saldo é positivo». Ato contínuo, enumera que «foi feita muita obra, apoiámos os estágios profissionais e a educação».
«SEM DEVER NADA A NINGUÉM»
Apesar de tudo o que foi feito, foi possível «encerrar as contas sem dever nada a ninguém», salienta o entrevistado. Completa que, «pela primeira vez na história das contas da autarquia» vamos passar o ano «com a dívida a zero» e «dinheiro em caixa». Este facto deixa o autarca «mais tranquilo», para enfrentar o novo ano. Para conseguir este feito, Fernando Rodrigues recorda que «nunca vivemos de euforias» e «tivemos sempre os pés no chão». Neste longo percurso no poder, «sempre soubemos que o dinheiro não era muito» e, portanto, nesta altura de crise, «mais preparados ficamos» e «melhor resistimos».
«SITUAÇÃO FINANCEIRA SAUDÁVEL»
A «situação financeira» da Câmara Municipal de Montalegre é «extremamente saudável», abona Fernando Rodrigues. Esse acontecimento permite que «no próximo ano tenhamos melhor aproveitamento dos fundos comunitários» e assim «realizar as pequenas obras pelas 135 aldeias do concelho». A resposta «aos problemas sociais» e o «contínuo investimento na cultura» também não são esquecidos.
«É AÍ QUE PRECISAMOS INVESTIR!»
Continuar a investir na «cultura, na promoção e apoio ao desenvolvimento local» são imperativos para o Presidente da Câmara: «É aí que precisamos investir!», profere. Na mesma linha, adianta que «podemos ter muitas obras», todavia «se não tivermos quem as utilize» só servem para «gastar dinheiro». Outro aspeto fundamental é «transformar a cultura, natureza e ambiente» em atividade económica, que «gere riqueza e emprego».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44