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Banda de Parafita em Concurso Internacional (este sábado)
20 Novembro 2014
Pela primeira vez, a Banda Musical de Parafita vai defender as cores do concelho num concurso internacional de bandas. Acontece este sábado, pelas 15 horas, no Europarque de Santa Maria da Feira. O evento é organizado pela Academia Portuguesa de Banda em parceria com a empresa Cardoso & Conceição.
Entrevista - Maestro da Banda de Parafita
(Fernando Moreira)
Que pensam dos concursos de Bandas?
São momentos de revelação e transcendência para as bandas de música. São a oportunidade de mostrar o trabalho realizado com estes grupos ao longo do tempo. Claro que os prémios também têm a sua importância e a competição é sempre um bom momento de avaliação e aferição dos grupos.
Do seu/vosso ponto de vista que mais valia acrescentam às Bandas?
A maior valia em termos musicais é a evolução da banda, pois obriga a um trabalho mais intenso, retirando do grupo o que este, de melhor, tem para oferecer. Faz também crescer o grupo em termos de trabalho, empenho e motivação e acima de tudo musicalmente.
O que vos motivou a participar no concurso Filarmonia D'ouro, no Europarque a 22 de Novembro?
O desafio, o facto de a Banda nunca ter participado em concursos, mostrar que mesmo numa aldeia pequenina de Montalegre se faz Música de forma séria e honesta.
Que objetivos tem definidos para evento?
Participar e, como já disse, mostrar o trabalho de uma forma honesta e aberta… o que vier a mais é lucro!
Que esperam em termos de classificação?
A classificação não é o nosso objetivo principal, no entanto, como qualquer banda, gostaríamos de obter a melhor pontuação possível.
Concordam com o sistema de classificação que foi instituido?
Sim, penso que o sistema de classificação é claro e beneficiará de serem públicas as classificações do júri.
Que opinião tem quanto à competência artística dos elementos que compõe o Juri, incluindo o presidente e diretor do concurso Maestro Paulo Martins?
Penso que o facto de contarmos com um júri internacional demonstra uma mais-valia para este concurso, conferindo-lhe ainda mais prestígio. Em relação ao Presidente do Júri é um Maestro com várias provas dadas a nível nacional e internacional. Penso que qualquer um deles não deixa margem de dúvida em relação à sua isenção e idoneidade.
Caso a classificação da Banda fique aquém da expectativa como irão reagir?
Da mesma forma se ficarmos em primeiro lugar. Ou seja, continuar a trabalhar. Neste caso concreto analisaremos o que poderá ter corrido menos bem, e voltamos a tentar em novo concurso, seja este ou outro.
Se atingirem os vossos objetivos em que medida isso beneficiará a Banda?
A questão é que mesmo sem ainda termos participado, a Banda já está a beneficiar por tudo aquilo que já disse… trabalhamos mais, mais intensamente, o grau de exigência sobe, a motivação sobe… tudo isto sem ainda termos tocado uma única nota no Europarque.
Já alguma vez participaram em algum concurso? Se sim quando e em que concurso?
Já respondi atrás, aliás esse é um dos desafios da Banda… participar pela primeira vez num concurso.
Conhecem a APB (Academia Portuguesa de Banda) organizadora deste Concurso?
Sim, uma vez que sou aluno do curso de maestros da APB.
Entrevista - Presidente da Direção da Associação Cultural de Parafita
(Avelino Gonçalves)
Que pensam dos concursos de Bandas?
Para além de uma aparente prova de vida, os concursos de Bandas, desde mantidos em patamares não tanto de conquista mas mais de convívio e troca de experiências e vivências artístico-sociais, serão sempre muito benéficos e, por isso mesmo, a manter e a incentivar.
Do seu/vosso ponto de vista que mais-valias acrescentam às Bandas?
As Bandas, por mais bem estruturadas que sejam, terão sempre uma oportunidade para autocrítica e autoavaliação, podendo decorrer desse processo melhorias substanciais.
Não só no capítulo puramente técnico mas também organizacional. Olhando para o lado podemos seguir osa bons exemplos e evitar as práticas menos adequadas, crescendo sempre.
O que vos motivou a participar no concurso Filarmonia D'Ouro, no Europarque a 22 de Novembro?
Quisemos submeter-nos à prova e conhecemo-nos melhor, cotejando o nosso mundo de horizontes estritamente regionais com outras realidades geograficamente mais favorecidas e com outras perspetivas vivenciais no panorama filarmónico.
Que objetivos têm definidos para evento?
Pretendemos, sobretudo, dar-nos a conhecer e dizer das nossas dificuldades como a Banda de aldeia num Barroso distante de tudo e bastante pobre em valores culturais, “máxime” musicais.
Queremos saber se estamos no bom caminho e se vale a pena continuar a fazer enormes sacrifícios e um trabalho árduo, enquadrado numa juventude que, apesar de responsável e dadivosa, ao que não será estranho, por certo, o seu elevado patamar académico, é preciso subtrair ao ócio vicioso.
Que esperam em termos de classificação?
Esperamos que, trazido á liça todo o contexto regional e de isolamento em que vivemos, vejamos reconhecido o trabalho meritoso do nosso maestro e de toda a nossa juventude.
Estarmos presentes e dizer que também existimos já será uma recompensa e mesmo um incentivo a continuarmos.
Tudo o mais virá por acréscimo e será sempre bem-vindo.
Concordam com o sistema de classificação que foi instituído?
Sem conhecimento direto do sistema implementado, apenas poderemos deitar a mão da nossa experiência profissional, ora em repouso de guerreiro, para dizer que os critérios são abstractamente fixados e as "declarações de voto" devidamente possibilitadas e justificadas, serão sempre garantes da imparcialidade, da objectividade e da justeza das deliberações.
Que opinião tem quanto à competência artística dos elementos que compõe o Júri, incluindo o presidente e diretor do concurso Maestro Paulo Martins?
Não tenho suporte cognitivo para me abalançar num juízo de valor na matéria sob instância.
Mas, se o testemunho de ouvir e dizer suspende a sua precaridade, direi que o júri do concurso está apropriadamente constituído quer em sede de mérito artístico quer na excelência de carácter dos seus membros, onde se destaca o seu diretor, maestro dispensado do ónus de prova dos seus elevados merecimentos técnico-profissionais.
Caso a classificação da Banda fique aquém da expectativa como irão reagir?
Com mais trabalho e dedicação para, no futuro, podermos obter outro merecimento.
Saberemos ler os resultados com distanciamento crítico e isenção.
Procederemos a auto-avaliação para sabermos o que temos de alterar, se quisermos ser maiores e contradizer o velho aforismo de que “terras pequenas não dão homens grandes.”.
Se atingirem os vossos objetivos em que medida isso beneficiará a Banda?
Os benefícios, ou pelo menos parte deles, já foram alcançados – a participação, a “prova de vida”, o convívio e o conhecimento de gentes, de valor, do meio artístico em que nos inserimos.
Já alguma vez participaram em algum concurso? Se sim quando e em que concurso?
Não. Só concorremos connosco próprios. E temos sido muito exigentes e críticos.
Queremos “continuar a sonhar” e a “procurar tocar as estrelas”.
Conhecem a APB (Academia Portuguesa de Banda) organizadora deste Concurso?
Não. Sei que existe. Mas conhecer implicará mais alguma coisa. Sabemos que o nosso maestro tem lugar cativo nas carteiras das salas de aulas. Para bem dele e proveito nosso.
PROGRAMA
SECÇÃO ACADÉMICA – Sessão da manhã
09:30 Banda Vaguense
10:10 Orquestra da Fundação ALord
10:50 Orquestra de Sopros da Academia D`artes de Cinfães
10:10 Orquestra da Fundação ALord
10:50 Orquestra de Sopros da Academia D`artes de Cinfães
11:30 Intervalo
11:45 Orquestra de Sopros da Escola Profissional de Arte da Beira Interior
12:35 Orquestra de Sopros da Academia de Arte de Chaves
12:35 Orquestra de Sopros da Academia de Arte de Chaves
2ª SECÇÃO – Sessão da tarde
14:30 Banda de Música de Cete
15:10 Banda Musical de Parafita
15:45 Banda União Musical Paramense
16:25 Banda Musical de Avintes
15:10 Banda Musical de Parafita
15:45 Banda União Musical Paramense
16:25 Banda Musical de Avintes
17:05 Intervalo
17:30 Sociedade Filarmónica de Crestuma
18:10 Banda Musical S. Martinho de Mancelos
18:50 Banda de Alcobaça
18:10 Banda Musical S. Martinho de Mancelos
18:50 Banda de Alcobaça
1ª SECÇÃO – Sessão da noite
21:30 Grupo Recreativo e Musical – Banda Famalicão
22:15 Banda Musical de Melres
21:30 Grupo Recreativo e Musical – Banda Famalicão
22:15 Banda Musical de Melres
Cerimónia Final
23:00 Concerto pela Banda Militar do Porto
24:00 Entrega de Prémios
23:00 Concerto pela Banda Militar do Porto
24:00 Entrega de Prémios
Outras informações:
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44