Alguns curiosos marcaram presença no workshop fotográfico, promovido pelo Ecomuseu de Barroso, em Montalegre, onde esteve presente o conhecido fotógrafo Georges Dussaud. Uma palestra onde foram exibidas fotos do Barroso que eternizam a região desde inícios de 1980.
Realizou-se no núcleo sede do Ecomuseu de Barroso, em Montalegre, um workshop (é uma reunião de grupos de trabalho interessados em determinado projecto ou actividade para discussão e/ou apresentação prática do referido projecto ou actividade) fotográfico de Georges Dussaud.
FASCÍNIO CONTINUA
Uma troca de saberes e experiências entre o fotógrafo e alguns curiosos que não perderam a ocasião para ouvirem um relato extraordinário de um artista que apareceu no Barroso por acaso mas que desde logo se apaixonou pela terra: «posso dizer que o fascínio por Barroso continua. Pelo carácter rude e autêntico da região. Há mudanças, claro, mas o carácter do barrosão continua muito forte». Georges Dussaud destacou ainda o comunitarismo: «a solidariedade entre as pessoas ainda continua apesar de algumas diferenças com o passado. Por exemplo, a ideia do Ecomuseu de Barroso foi excelente. Faz com que o passado não seja esquecido. Nele podemos ver como a prática comunitária é bem viva numa região única».
MEMÓRIA DO BARROSO
EM FOTOS
Interrogado sob a forma como caracteriza as fotos sobre o Barroso, o fotógrafo reconhece o alto valor cultural que representam para a região: «olho para as minhas fotos como algo interessante. Ajudam para a criação da memória desta terra. Nelas podemos observar a luminosidade, a arquitectura das casas, entre tantas coisas...». Por fim, Dussaud confessou que as pessoas não ficam indiferentes ao trabalho produzido por um estrangeiro: «penso que o facto de ser estrangeiro, faz com que as pessoas fiquem ainda mais sensíveis. Ficam mesmo emocionadas...são muito carinhosas para comigo».