Com entrada livre, subiu ao palco do auditório do pavilhão multiusos de Montalegre a peça "Bosque Vermelho". A interpretação nasceu a partir de dois contos populares, "Robin dos Bosques" e "Capuchinho Vermelho", e teve como encenador Daniel Alves, natural de Montalegre. David Teixeira, vice-presidente da Câmara Municipal, classificou o momento como «a oportunidade de colocar a plateia a pensar na quinta essência».
"A criação do Bosque Vermelho é a metamorfose que nasce a partir de dois populares contos, “Robin dos Bosques” e “Capuchinho Vermelho”. No desenrolar destas histórias, algumas questões foram levantadas: E se o bem fosse considerado o mal? Será que o Lobo não era um herói em vez do vilão? Por que será que nesta história a Capuchinho Vermelho escolheu sempre o caminho mais longo para ir a casa da sua avozinha? Uma avó, segundo a boca do povo, é duas vezes mãe, então o que levará a avozinha a ser é impotente perante os acontecimentos? E a mãe? Também ela entra nesta história".
O teatro regressou ao concelho de Montalegre. A peça "Bosque Vermelho", combinação e adaptação de "Robin dos Bosques" e "Capuchinho Vermelho, aqueceu culturalmente mais uma noite fria de inverno. Para David Teixeira, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, foi «um cruzar de histórias interessante», que permitiu «colocar a plateia, maioria jovem, a pensar na quinta essência». Por sua vez, Fátima Fernandes, vereadora da educação da autarquia, mostrou-se «surpresa com a fantástica atuação» e acredita que «estão reunidos os pressuposto para o sucesso da carreira deste artista de Barroso». Entusiasmada, referiu que «foi sublime terminar com Alberto Caeiro».
«VOLTAR É SEMPRE BOM»
Durante cerca de hora e meia o auditório do pavilhão multiusos de Montalegre ganhou vida com "Bosque Vermelho". Com encenação e interpretação de Daniel Alves, natural de Montalegre, o jovem partilhou que «é sempre muito bom voltar a Montalegre, principalmente com este desafio em mãos». Acompanhado em palco por Pii Costa, afirmou que «é uma experiência gratificante trazer para cá, para a minha terra, um pouco da minha experiência, conhecimento e vivências exteriores».