-
Início
-
Transparência
-
Imprensa
-
Notícias da Autarquia
- Câmara aposta forte na reflorestação do concelho
Câmara aposta forte na reflorestação do concelho
09 Abril 2014
Na última reunião do executivo municipal foi aprovado o regulamento municipal sobre silvicultura preventiva de áreas públicas e privadas. Uma decisão que incentiva o investimento na terra. Para o vice-presidente da Câmara de Montalegre, chegou a hora de inverter o estado de abandono das terras e procurar outras fontes de rendimento. David Teixeira desafia os agricultores a assinarem com a autarquia um protocolo a 10 anos para que as gerações do futuro possam ter uma alternativa válida e decidam escolher o concelho para viver.
É com coragem de voltar à terra que a Câmara Municipal de Montalegre aprovou, por estes dias, em reunião do executivo municipal, o regulamento municipal sobre silvicultura preventiva de áreas públicas e privadas. Com esta "luz verde", a autarquia quer desenvolver «o património florestal no concelho pelo apoio que pode vir a proporcionar aos produtores que pretendam investir nesta área e pelo caminho que aponta na gestão do território e na valorização deste recurso endógeno». Entende o executivo que «os apoios agora propostos podem e devem servir de âncora a projetos que visem o ordenamento da área florestal e promovam o fomento do valor natural inerente ao nosso território». A Câmara de Montalegre acredita que é possível «inverter a tendência de diminuição da área florestal com a beneficiação dos povoamentos existentes e arborização de algumas áreas com potencial evitando, com uma atitude proactiva, que os incêndios florestais tenham um impacto tão profundo quanto têm tido».
«TEMOS QUE SABER USAR
O NOSSO MONTE»
O atual vice-presidente do município lamenta o estado preocupante a que chegou o território florestal: «até hoje os montes têm vindo a perder o seu uso e sobretudo os barrosões têm perdido formas de rentabilizar este nosso território». David Teixeira continua: «sabemos que a parte agrícola está definida mas não lhe damos utilidade. Temos que saber usar o nosso monte para que no verão o flagelo dos incêndios não continue a ser uma praga. É possível conciliar o uso do nosso baldio, das nossas terras, para que os nossos projetos florestais sejam financiados pelos fundos comunitários».
PROTOCOLO A 10 ANOS
David Teixeira esclarece o caminho que tem sido traçado pelo executivo nesta matéria: «o que esta autarquia tem vindo a desenvolver, com as associações locais, é um plano de utilização de baldios e um plano de gestão desses mesmos baldios para que seja possível conviver pastorícia e reflorestação». Um "casamento" que tem tudo para dar certo, garante o autarca: «esta proposta que foi aprovada em reunião de Câmara visa uma coisa muito simples, isto é, vamos apoiar a reflorestação do nosso concelho e vamos começar por fazer este trabalho com os privados. Vamos fazer com que terrenos que já foram cultivados e que hoje estão de pousio, não sejam mais alimento de incêndios e se transformem em investimento para as novas gerações. Não fazemos questão que a plantação das árvores autóctones seja para fruto ou para produção de madeira. O que fazemos questão é que haja empenho dos nossos agricultores e que assinem connosco um protocolo de pelo menos 10 anos de preocupação pela manutenção deste território».
«NÃO QUEREMOS BRINCAR
COM OS NOSSOS AGRICULTORES»
Agastado com o que ouviu na reunião camarária, por parte da oposição, David Teixeira foi firme na defesa desta aposta autárquica: «o que nós queremos que os nossos agricultores saibam é uma coisa: esta Câmara apoia a reflorestação do concelho, apoia a produção, de preferência, de castanha e apoia a análise das terras. É a análise das terras que vai ditar se uma terra é boa ou não. Não é um qualquer vereador que agora vai ter opinião sobre reflorestação. As regras que parte da oposição queria impor neste regulamento seria fácil de contornar, isto é, se eu queria plantar uma terra que já tinha produção agrícola, deixava de a cultivar e nos anos seguintes já a podia reflorestar». A rematar, disse: «não queremos brincar com os nossos agricultores!».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44