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Câmara aposta na retoma da 'batata de semente'
06 Fevereiro 2014
O executivo municipal de Montalegre acaba de lançar um comunicado onde refere que o município, em cooperação com algumas associações, irá dar início ao processo de retoma da produção de batata de semente. O presidente da Câmara, Orlando Alves, apela a que todos os interessados se inscrevam «no Gabinete de Apoio ao Investidor e de Dinamização da Economia Local por forma a constituir-se, tão cedo quanto possível, a base de aderentes e a desenharem-se os apoios necessários» à implementação desta medida. A ideia é recuperar, afiança o autarca, «o estandarte de Montalegre».
Foi uma das bandeiras que levou Orlando Alves à presidência da Câmara Municipal de Montalegre: recuperar um dos maiores emblemas do concelho. Falamos da produção de batata de semente, outrora imagem de marca de uma terra caraterizada pelo amanho da terra. Desta forma, o município de Montalegre, em cooperação com a Associação dos Criadores de Gado de Raça Barrosã (AATBAT), a Associação de Desenvolvimento Rural, Mútua de Seguros e Multi-Serviços e a Associação Mutualista, arrancam para «um processo de retoma da produção de batata de semente, verdadeiro emblema da região de Barroso e que fez de Montalegre capital nacional».
No comunicado assinado pelo autarca, pode ainda ler-se que «todos os interessados em aderir a esta dinâmica» devem «inscreverem-se no Gabinete de Apoio ao Investidor e de Dinamização da Economia Local por forma a construir-se, tão cedo quanto possível, a base de aderentes e a desenharem-se os apoios necessários à implementação de todo este audacioso processo e que passam no imediato, pela recolha e análise laboratorial da terra de cultivo, condição indispensável e necessária à observância de todas as vias e normas legais».
«QUEREMOS RECUPERAR
O EMBLEMA DE MONTALEGRE»
Orlando Alves esclarece que esta aposta tem em mente «recuperar um pedaço do património do concelho que o tempo esbateu mas que não foi suficiente para esbater, na mente das pessoas, o verdadeiro estigma e o verdadeiro emblema que Montalegre ainda possui». A ideia passa por «envolver um maior número possível de produtores nesta dinâmica da retoma da produção da batata de semente». Com isto, sublinha o edil, «queremos recuperar o estigma, o emblema, o estandarte de Montalegre, para o exibirmos país fora». Ultrapassada a fase de divulgação, que termina em princípios de Abril, o próximo passo é a recolha da terra para análise nos laboratórios do INORDE (Instituto Ourensán de Desenvolvemento Económico) e tentar «agarrar este desígnio que lamentavelmente se perdeu e que não deixa de ser uma triste consequência da nossa adesão ao espaço da União Europeia», lamenta Orlando Alves.
TERRA DA BATATA
O presidente do município afiança que «ao recuperarmos e valorizarmos este emblema, queremos que Montalegre volte a ser a terra da batata e que crie uma atividade comercial à volta dela». A terra, desta forma, «volta a ter a pujança económica» do passado, reforça. O autarca lembra que «Montalegre fervilhava de gente e havia dinheiro na carteira de toda a gente». A ter sucesso, falamos de uma aposta que valoriza o território e que irá «entrar no mercado com um produto credível e economicamente rentável».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44