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Câmara de Montalegre entrega subsídio aos agricultores
14 Março 2012
A autarquia de Montalegre começou a entregar aos agricultores do concelho o dinheiro da sanidade animal. Apesar de não haver OPP (Organização de Produtores Pecuários) no concelho, há três associações que fazem esse trabalho. Os agricultores afetos à Associação Nacional de Criadores de Raça Barrosã foram os primeiros a receber. Ao todo são 175 mil euros.
Na sequência de anos anteriores, a Câmara Municipal de Montalegre volta a investir nos agricultores do concelho. São 175 mil euros destinados a ações de profilaxia e sanitária. Das três associações concelhias candidatas a receber dinheiro da autarquia, a primeira a ser contemplada foi a Associação Nacional dos Criadores de Gado de Raça Barrosã, sediada em Salto. Sem ter uma OPP (Organização de Produtores Pecuários) em Montalegre, a edilidade distribui a verba por três instituições barrosãs que possuem a missão de fazer o trabalho. Orlando Alves, vice-presidente do município, falou desta forma sobre esta matéria: «estivemos a fazer a primeira reunião com os produtores de gado bovino e pequenos ruminantes para fazer o pagamento do subsidio à sanidade animal. Aquilo que antigamente era feito pela cooperativa e que agora, uma vez que os agricultores se distribuíram por três associações, estamos a fazer o pagamento por associações. Hoje foi a Associação Nacional dos Criadores de Gado de Raça Barrosã. Os seus associados foram convidados a aparecer aqui e estão a assinar a papelada para receberem uma parte dos 175 mil euros que a Câmara canaliza para esta ação. Trata-se de uma ação de apoio à produtividade, à atividade de produção de carne, criação de gado e que também tem subjacente a profilaxia sanitária de que resulta também a proteção da saúde do animal e da saúde pública. Porque animais que não sejam controlados sanitariamente expõem às pessoas, nomeadamente aos seus tratadores, doenças em que uma delas, a brucelose, tem obviamente custos muito grandes para o erário publico no seu tratamento».
"JARDINEIROS" DO ECOMUSEU
Orlando Alves lembrou que esta aposta da Câmara Municipal de Montalegre vai ao encontro de uma promessa autárquica: «estamos a cumprir aquilo que prometemos. Estamos a fazer o pagamento por associações e estamos, também, a fazer o reconhecimento público desta importantíssima atividade que esta gente desenvolve no nosso concelho, contribuindo para a ideia Ecomuseu que nós pretendemos implementar em todo o território». No acrescento, o edil frisou: «queremos incentivá-los a continuar com este trabalho nobre de serem os "jardineiros" do Ecomuseu, porque são eles, indiscutivelmente, quem alindam o território e são eles os jardineiros deste belíssimo espaço».
«FIZ DE TUDO PARA
QUE NÃO SE DIVIDISSEM!»
O autarca sublinhou ainda: «tive também a oportunidade de os sensibilizar e chamar à atenção para o postulado do regulamento onde está muito bem claro que quem se furte a este controlo sanitário, quem furte os animais a este controlo e quem não tenha o devido respeito pelos animais, não trate ou não cuide do seu bem estar, em termos de regulamento, está sujeito a ser irradiado desta listagem e deixar de receber estes subsídios. Este é o primeiro ensaio que fazemos. Pagar desta forma porque são muitos os produtores e, obviamente, o trabalho burocrático, se juntássemos todos… entendemos que o devíamos fazer por associação, onde o agricultor está inscrito. Convidámos todos de uma determinada associação a virem aqui em dias diferenciados. Fiz tudo, tive muitas reuniões, nomeadamente com a ATBAT e a Associação dos Criadores de Gado de Raça Barrosã… fiz tudo para que não se dividissem. E tive agora a oportunidade de lhes dizer a eles que da divisão não lucra ninguém. A união faz a força, diz o povo».
«ESTA DIVISÃO NÃO
LEVA A LADO NENHUM!»
Ainda no mesmo tom, Orlando Alves lançou críticas ao divisionismo dos agricultores do concelho de Montalegre: «uma atividade como esta, onde as pessoas, por dificuldades múltiplas, por muita dificuldade em estar no mercado global… este espartilhamento, esta divisão não leva a lado nenhum. Não percebo porque é que não se fez um esforço para juntar todos num único espaço e entidade. O setor agrícola e pecuário, obviamente, carece e precisam de uma liderança forte, muito forte. Espartilhado é tudo mais complicado, será tudo muito mais difícil, mas vamos ter que continuar a bater esta tecla e a sensibilizarmos a importância de se juntarem todos debaixo de um só chapéu».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44