A Câmara Municipal de Montalegre, tal como aconteceu no ano anterior, volta a fechar as contas com dívida zero a empreiteiros e fornecedores. Na altura, o presidente Fernando Rodrigues garantia que o rigor «era para continuar» sendo claro ao referir: «há dinheiro, há obra, não há, não se gasta!». Um saldo que promete voltar a merecer os maiores elogios numa gestão há muito admirada pelos mais variados setores da sociedade.
Para Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, os meios financeiros ao dispor das autarquias, na ajuda ao desenvolvimento do interior e ao bem estar das pessoas, pecam pela escassez. Todavia, o autarca, apesar de frisar esta «insuficiência», alerta para a necessidade de «não se hipotecar o futuro e, por isso, não se deve gastar o que se não tem». É nesta linha de rumo que voltam a aparecer as contas do município de Montalegre que permitiram «reduzir a dívida bancária e apresentar hoje uma situação financeira fluente que lhe permite fazer obras, investir na educação, na cultura, nos apoios sociais e na promoção dos produtos locais».
«DÍVIDA REPRESENTAVA 100% DA RECEITA»
O presidente da autarquia lembra que quando «chegámos à Câmara, a dívida representava 100% da receita e hoje está abaixo dos 30%». O presente é de tal forma diferente que «pelo segundo ano encerramos com dívida zero a fornecedores e empreiteiros». Os exemplos que explicam esta saúde financeira podem ser encontrados sob vários domínios. Fernando Rodrigues esclarece: «a Câmara é muito seletiva nas obras e austera nos gastos. Tem dois vereadores quando podia ter seis. Não tem assessores. Não tenho motorista nem chefe de gabinete. Sempre foi assim».
OBRAS EM CURSO
Apesar destes “cortes”, estes não impedem os investimentos que potenciam o desenvolvimento do concelho. São canalizados, lembra o edil, «todos os meios para o Ecomuseu de Barroso, para a Feira do Fumeiro, para a Sexta 13, para a educação ou para os estágios profissionais dos jovens licenciados do concelho». A reforçar esta argumentação, remata Fernando Rodrigues, «atribuímos cerca de 200 mil euros de apoio aos agricultores para a sanidade pecuária» ao mesmo tempo que está em marcha a construção de «uma unidade de cuidados continuados com um investimento que ultrapassa os três milhões de euros que irá apoiar 40 utentes e criar mais de 40 postos de trabalho».