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Câmara de Montalegre vende 'Escolas Primárias'
03 Junho 2014
A Câmara Municipal de Montalegre colocou em hasta pública as antigas escolas primárias de Fírvidas, Peireses, Penedones, Torgueda e Fiães do Rio. Todas foram vendidas com o total das licitações a ultrapassar os 100 mil euros. O dinheiro irá ser entregue pela autarquia às juntas de freguesia onde estão instaladas as respetivas escolas.
O leilão realizou-se no salão nobre da Câmara Municipal de Montalegre perante alguns interessados que quiseram participar na hasta pública, lançada pela autarquia, para venda de algumas escolas primárias. A saber: Fírvidas, Peireses, Penedones, Torgueda e Fiães do Rio. A base de licitação, em todas elas, foi de 20 mil euros. O "bolo" ultrapassou os 100 mil, verba que não fica nos cofres da edilidade como faz questão de referir o presidente Orlando Alves: «tal como foi prometido, tudo quanto resulte da venda destes edifícios, a receita será canalizada para as juntas de freguesia, num processo administrativo que iremos agora tratar. Que fique claro que não estamos aqui a desafazermo-nos de anéis para arranjar dinheiro. O rendimento deste leilão será transferido para que a junta de freguesia respetiva faça intervenções onde bem entenda».
«ESTAMOS A FAZER AQUILO
QUE TEM QUE SER FEITO»
O autarca explica que a alienação deste património «significa que deixa de constituir um encargo para o município», para de seguida reforçar: «estamos a fazer aquilo que tem que ser feito, isto é, não deixamos apodrecer nem cair o património e rentabilizamo-lo, colocando-o ao serviço daqueles que estão em condições de garantir a sua recuperação e manutenção». Orlando Alves lembra que «este foi o primeiro lote que se colocou à venda e que foi todo ele coroado de sucesso». Uma decisão que terá continuidade: «outros mais se seguirão porque o propósito é colocar, ao serviço da comunidade, estes edifícios que estão abandonados».
O MAU EXEMPLO DAS
CASAS FLORESTAIS
Embora reconheça que «é sempre um momento de algum constrangimento quando se sente que é património que deixa de existir», o presidente da Câmara esclarece que «este desfazer de património, que são as escolas que temos abandonadas pelas nossas aldeias, é feito na consciência de que estamos a fazer uma boa ação porquanto temos a certeza que os novos proprietários vão zelar por estes magníficos edifícios, vão conservá-los, alindá-los e colocá-los, em alguns casos, ao serviço da comunidade». Uma aposta, conclui, que contrasta com o passado, onde abundam maus exemplos de gestão do património público: «não vamos deixar que aconteça às nossas escolas, que não têm infelizmente alunos, o mesmo que sucedeu com as casas florestais, como está a acontecer, aqui em Montalegre, com as casas dos magistrados e como irá acontecer com tanto edifício público e como estaria a acontecer com a Quinta da Veiga, mau grado andarmos aqui há 7/8 anos à espera que o Ministério da Agricultura se decida a vender aquilo que a Câmara quer comprar».
ESCOLAS VENDIDAS
1. ESCOLA DE FÍRVIDAS
(Base: 20.000€ / Licitado: 20.500€ - Altura Dinâmica, LDA)
2. ESCOLA DE PEIRESES
(Base: 20.000€ / Licitado: 22.000€ - Rui Pedro Martins Mendes)
3. ESCOLA DE PENEDONES
(Base: 20.000€ / Licitado: 21.000€ - Altura Dinâmica, LDA)
1. ESCOLA DE TORGUEDA
(Base: 20.000€ / Licitado: 26.000€ - Patrícia Pereira Alves)
1. ESCOLA DE FIÃES DO RIO
(Base: 20.000€ / Licitado: 20.500€ - Maria Alice Barroso Teixeira Afonso)
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44