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Câmara fecha 2011 sem dívidas
12 Dezembro 2011
É histórico: até 20 de Dezembro a Câmara Municipal de Montalegre «vai pagar todas as faturas a fornecedores e empreiteiros», garante Fernando Rodrigues, presidente da edilidade. Refira-se que o município de Montalegre, um dos mais pobres mas também dos maiores do país, realiza uma despesa, entre obras e despesas correntes, na ordem dos 18,5 milhões de euros. Este ano vai pagar tudo e passar com a dívida a zero e com dinheiro em caixa para o ano seguinte.
Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, assegura que «não há memória de haver contas assim». Trata-se, acrescenta, «de uma conta de gerência histórica, precisamente por, pela primeira vez, não incluir dívidas a fornecedores a pagar no ano seguinte». O autarca realça que «a Câmara tem vindo a reduzir todos os anos a dívida, quer a de longo prazo às instituições bancárias, quer a dívida pendente a fornecedores». Isto só é realidade, sustenta o edil, porque «há um objetivo permanentemente vigiado e uma gestão de grande rigor e austeridade».
«AUSTERIDADE
NÃO É NOVIDADE!»
Sempre no tom que o carateriza, Fernando Rodrigues afirma: «a austeridade, para nós, não é novidade! Contudo, para enfrentarmos melhor esta grave situação que atravessamos, começamos a cortar no início da crise, porque o melhor é dever pouco, ou não dever. Pois, assim, conseguimos canalizar o dinheiro que ia para os bancos para fazermos investimento e para apoios sociais».
O líder do executivo lembra que «há muito que se cortou na iluminação pública, nos consumíveis e que se reduziu a muitos subsídios». Fernando Rodrigues esclarece: «nas obras há dois critérios. Um muito rigoroso, de prioridades, e outro, muito simples: se há dinheiro, há obra, se não há dinheiro, não há obra». Sem se deter, cita outros exemplos onde a austeridade impera: «na Câmara de Montalegre não há exageros no número de pessoal, nem nos cargos dirigentes, antes pelo contrário, nalguns casos, com certas injustiças para alguns bons funcionários...só há três políticos a tempo inteiro na Câmara, não há motorista do Presidente nem assessores, chefes de gabinete...».
FAZER SÓ OBRAS
PRIORITÁRIAS
Fernando Rodrigues lembra que «não é de agora» que esta politica vinga no executivo. Justifica que as contas aparecem nestes moldes porque tem conseguido receitas que aumentaram o orçamento e que quando sair quer «ser o presidente que mais diminuiu à dívida». Um desejo, elucida, alicerçado numa politica realista «com os pés na terra».
A fechar, o politico desvenda que este "milagre" financeira tem receita simples: «fazer só as obras prioritárias para as quais consiga arranjar dinheiro, mas continuar o grande investimento na promoção, na cultura, na educação e na ação social, porque estas são as áreas mais importantes e as que mais poderão contribuir para o bem estar das populações, para a criação de riqueza e de emprego na região».
Câmara de Montalegre fecha 2011 sem dívidas
- Reportagem RTP -
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44