-
Início
-
Transparência
-
Imprensa
-
Notícias da Autarquia
- Câmara investe 1 milhão de euros na Agricultura, Pecuária e Floresta
Câmara investe 1 milhão de euros na Agricultura, Pecuária e Floresta
30 Janeiro 2014
Promessa eleitoral, Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, vai investir, este ano, em nome do município, um milhão de euros na agricultura, pecuária e florestas. O dinheiro é pago pela EDP proveniente das rendas pela exploração das barragens. A ideia é «fixar as pessoas à terra, reduzir a taxa de emigração e criar emprego».
O executivo municipal de Montalegre cumpre mais uma promessa eleitoral ao decidir, este ano, avançar para o investimento de um milhão de euros em três pilares: agricultura, pecuária e florestas. Setores que, na opinião do presidente da autarquia, são vitais para «fixar as pessoas à terra, reduzir a taxa de emigração e criar emprego». Orlando Alves acredita que esta medida vai surtir efeito: «se já não vamos a tempo de provocar movimentos migratórios que tragam pessoas de fora do nosso território para junto de nós, pelo menos que consigamos estancar este ímpeto que as pessoas têm de abandonar a sua terra para irem para o estrangeiro». Referir que este dinheiro faz parte das rendas da EDP pela exploração das barragens. Com efeito, Montalegre tem instalado no concelho quatro barragens (Alto Rabagão, Alto Cávado, Paradela e Venda Nova), além de uma parte da barragem de Salamonde. No total produzem cerca de 200 milhões de euros de energia elétrica anuais.
85 MIL EUROS PARA
A ÁREA SOCIAL
O autarca pretende apoiar e incentivar novos projetos e atrair investimentos empresariais para valorizar o território e promover a atividade económica porque, disse, o concelho já está dotado de infraestruturas. A área social é outra das preocupações do presidente da Câmara de Montalegre para a qual vai canalizar 85 mil euros do orçamento municipal para dar às famílias com dois ou mais filhos e com rendimento igual ou inferior ao salário mínimo. No bolo estão apoios monetários, creche grátis e isenção da taxa de disponibilidade, saneamento e resíduos, sendo «uma forma de impulsionar a natalidade».
Por outro lado, Orlando Alves teme que o mandato seja dominado pelo anúncio do fecho de serviços públicos. Nesse sentido, garantiu promover protestos de rua e estar disposto a pagar para manter as Finanças de Montalegre. Sobre esta matéria, recorde-se, e dadas as insistentes notícias que dão conta que a secção de finanças de Montalegre vai fechar portas, decisão do governo enquadrada num documento do Programa de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC), o presidente enviou um comunicado dirigido à Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque. Na carta, o edil barrosão não esconde a tremenda preocupação desta possibilidade alertando a ministra para o quadro geográfico em que está inserido o município.
EDP INVESTIU 900 MIL€
NA REDE ELÉTRICA
Outro tópico de preocupações está centrado na EDP. Na história está escrito que durante 20 anos, a autarquia de Montalegre travou um "braço de ferro" com a elétrica portuguesa para aumentar o valor das rendas que passou de 70 mil euros anuais para 900 mil em 2013. Com esta vitória, a verba foi canalizada para a melhoria da rede elétrica da vila, fazendo a substituição de lâmpadas e dos condutores.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44