De acordo com um documento do Programa de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC), o Governo prepara-se para fechar 11 das 14 repartições de finanças do distrito de Vila Real. Uma delas é Montalegre. Na tentativa de travar esta alegada decisão, o presidente do município, Orlando Alves, lança um forte apelo à Ministra das Finanças no sentido de aceitar a proposta «que a referida repartição se mantenha em funções assumindo o município o custo total do seu funcionamento».
Dadas as insistentes notícias que dão conta que a secção de finanças de Montalegre vai fechar portas, decisão do Governo enquadrada num documento do Programa de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC), o presidente da Câmara Municipal, Orlando Alves, acaba de enviar um comunicado dirigido à Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque. Na carta, o autarca de Montalegre não esconde a tremenda preocupação desta possibilidade alertando a ministra para o quadro geográfico em que está inserido o município.
CORTE DO CORDÃO UMBILICAL
Orlando Alves refere que «fechar serviços representa um bater de porta, um abandonar de uma parte significativa de Portugal e dos portugueses à sua sorte». Por outras palavras é «cortar o cordão umbilical do Estado com a Nação, com o País». Com efeito, a confirmar-se esta decisão, isto é, fechar 11 das 14 repartições de finanças do distrito, a medida equivale a 78,58%. As que se devem manter são as de Vila Real, Chaves e Peso da Régua.
Por fim, o edil, dirigindo-se à representante do Governo, esclarece que «se a argumentação atrás descrita não for suficiente para demover Vª Exª da ameaça de encerramento da secção de Finanças de Montalegre, aceite, ao menos, a proposta que faço de consentir que a referida repartição se mantenha em funções assumindo o município o custo total do seu funcionamento».
Em nota de rodapé refira-se que estes alegados encerramentos juntam-se, no distrito, aos fechos já anunciados de tribunais, da pousada da juventude de Vila Real, à extinção do pólo de turismo do Douro e da sede local do Instituto do Desporto de Portugal, à introdução das portagens mais caras do país e à paragem das obras no túnel do Marão.