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Câmara promove 'Cabrito de Barroso' em Lisboa (Domingo)
09 Abril 2014
O município de Montalegre regressa à capital portuguesa para voltar a promover os produtos locais. Desta vez é o afamado cabrito de Barroso que terá honras de divulgação na "Feira do Folar e do Azeite Transmontano-Durienses" a realizar, este domingo, no Mercado de Benfica, Lisboa.
Com o patrocínio da Câmara Municipal de Montalegre e da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, realiza-se este domingo, no Mercado de Benfica, na capital portuguesa, a "Feira do Folar e do Azeite Transmontano-Durienses", onde o município de Montalegre marca presença com mais uma campanha de promoção dos produtos locais. Serão promovidos vários atrativos gastronómicos com especial enfoque no cabrito de Barroso.
CABRITO DE BARROSO
História
«As terras do Barroso têm grande tradição na criação de gado das várias espécies pecuárias, estando o regime de exploração comunitária profundamente enraízado no saber fazer tradicional das zonas montanhosas nortenhas. Assume aqui uma maior expressão, sendo famosos os cuidados dispendidos pelas populações desta região com o maneio do gado. A espécie caprina não podia deixar de ser utilizada por este povo de pastores. Assim, ele aproveita desde tempos imemoriais os recursos forrageiros da flora arbórea e arbustiva das áreas mais remotas das montanhas, geralmente inacessíveis às outras espécies pecuárias. Alguns autores referem a existência de uma cabra barrosã, a qual seria uma variedade da raça charnequeira presente no Sul do país. No entanto, devido aos fluxos migratórios e constantes alterações dos rebanhos tão comuns nos caprinos, esta sub-raça desapareceu, tendo sido substituída pela raça bravia (que terá migrado das terras altas o Minho) e pela raça serrana (que se terá deslocado para o Norte aproveitando os recursos das terras do Barroso). No relatório do Intendente de pecuária de Braga, existem referências à raça bravia. Numa nota de rodapé, o autor citado afirma que a origem desta raça está na cabra selvagem da Serra do Gerês, extinta no princípio do séc. XX. Em relação à raça serrana, nos finais do séc. XIX e já no séc. XX, Bernardo Lima, Paulo Nogueira e, mais recentemente, Miranda do Vale, a ela se referiram afirmando ser uma raça há muito individualizada. A sua origem é particularmente difícil de determinar, mas tudo indica que tenha sido nas cabras selvagens do período Quartenário Capra prisca, Capra aegagrus e Capra falconero. Ao longo dos tempos, e devido às sucessivas ondas migratórias destas cabras selvagens através de cadeias montanhosas, foi-se fixando na Península Ibérica a Capra Pyrenaica a partir da qual terá surgido a raça Serrana. Esta raça está espelhada por todo o Norte de Portugal, estando, no entanto, individualizados quatro ecotipos, perfeitamente adaptados aos ambientes onde habitam. Em relação aos produtos obtidos da exploração da cabra, o Padre João Martins Rodrigues afirmava: «o cabrito é também para venda e alimento raro e de luxo. Aparece em festas: baptizados, casamento, festas do Santo da terra, quando o padre, a guarda, os amigos da vila e os senhores das redondezas vão a casa».
Uso
«A carne do Cabrito do Barroso é bastante famosa na região, sendo tradicionalmente assada em forno de lenha e tomando papel principal nas várias festas religiosas da região. Tradicional é também o hábito de utilizar o cabrito como prato principal, sempre que há convidados especiais, sobretudo na altura da Páscoa. Estes cabritos eram utilizados como presente de honra para obsequiar as entidades importantes como o médico, o padre ou as autoridades civis e militares».
Apresentação
«Comercialmente apresenta-se em carcaças e meias carcaças. A carcaça inclui a cabeça, o fígado, os pulmões. o coração e os rins. A rotulagem deve cumprir os requisitos da legislação em vigor, mencionando também a Indicação Geográfica. O Cabrito de Barroso deve ostentar a marca de certificação aposta pela respectiva entidade certificadora».
Área geográfica
«A área geográfica de produção abrange os concelhos de Boticas, Chaves, Montalegre e Vila Pouca de Aguiar».
«As terras do Barroso têm grande tradição na criação de gado das várias espécies pecuárias, estando o regime de exploração comunitária profundamente enraízado no saber fazer tradicional das zonas montanhosas nortenhas. Assume aqui uma maior expressão, sendo famosos os cuidados dispendidos pelas populações desta região com o maneio do gado. A espécie caprina não podia deixar de ser utilizada por este povo de pastores. Assim, ele aproveita desde tempos imemoriais os recursos forrageiros da flora arbórea e arbustiva das áreas mais remotas das montanhas, geralmente inacessíveis às outras espécies pecuárias. Alguns autores referem a existência de uma cabra barrosã, a qual seria uma variedade da raça charnequeira presente no Sul do país. No entanto, devido aos fluxos migratórios e constantes alterações dos rebanhos tão comuns nos caprinos, esta sub-raça desapareceu, tendo sido substituída pela raça bravia (que terá migrado das terras altas o Minho) e pela raça serrana (que se terá deslocado para o Norte aproveitando os recursos das terras do Barroso). No relatório do Intendente de pecuária de Braga, existem referências à raça bravia. Numa nota de rodapé, o autor citado afirma que a origem desta raça está na cabra selvagem da Serra do Gerês, extinta no princípio do séc. XX. Em relação à raça serrana, nos finais do séc. XIX e já no séc. XX, Bernardo Lima, Paulo Nogueira e, mais recentemente, Miranda do Vale, a ela se referiram afirmando ser uma raça há muito individualizada. A sua origem é particularmente difícil de determinar, mas tudo indica que tenha sido nas cabras selvagens do período Quartenário Capra prisca, Capra aegagrus e Capra falconero. Ao longo dos tempos, e devido às sucessivas ondas migratórias destas cabras selvagens através de cadeias montanhosas, foi-se fixando na Península Ibérica a Capra Pyrenaica a partir da qual terá surgido a raça Serrana. Esta raça está espelhada por todo o Norte de Portugal, estando, no entanto, individualizados quatro ecotipos, perfeitamente adaptados aos ambientes onde habitam. Em relação aos produtos obtidos da exploração da cabra, o Padre João Martins Rodrigues afirmava: «o cabrito é também para venda e alimento raro e de luxo. Aparece em festas: baptizados, casamento, festas do Santo da terra, quando o padre, a guarda, os amigos da vila e os senhores das redondezas vão a casa».
Uso
«A carne do Cabrito do Barroso é bastante famosa na região, sendo tradicionalmente assada em forno de lenha e tomando papel principal nas várias festas religiosas da região. Tradicional é também o hábito de utilizar o cabrito como prato principal, sempre que há convidados especiais, sobretudo na altura da Páscoa. Estes cabritos eram utilizados como presente de honra para obsequiar as entidades importantes como o médico, o padre ou as autoridades civis e militares».
Apresentação
«Comercialmente apresenta-se em carcaças e meias carcaças. A carcaça inclui a cabeça, o fígado, os pulmões. o coração e os rins. A rotulagem deve cumprir os requisitos da legislação em vigor, mencionando também a Indicação Geográfica. O Cabrito de Barroso deve ostentar a marca de certificação aposta pela respectiva entidade certificadora».
Área geográfica
«A área geográfica de produção abrange os concelhos de Boticas, Chaves, Montalegre e Vila Pouca de Aguiar».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44