-
Início
-
Transparência
-
Imprensa
-
Notícias da Autarquia
- Câmara promove concelho no melhor Centro de Congressos da Europa
Câmara promove concelho no melhor Centro de Congressos da Europa
15 Dezembro 2014
Mais de 20 expositores de fumeiro estiveram presentes, neste último fim de semana, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto. Um desafio lançado pela Câmara Municipal de Montalegre a escassas semanas de mais uma edição da Feira do Fumeiro. Uma presença que se revelou um sucesso a tal ponto que a organização aponta esta participação como a melhor de sempre.
Para os amantes da boa gastronomia foi obrigatório passar pela Alfândega do Porto neste último fim de semana. Um espaço nobre da cidade invicta onde quem entrou foi ao encontro de 3.000 quilos de fumeiro, espalhados por 24 expositores que mostraram os produtos locais do concelho de Montalegre. O convite à gula foi tentador. Bom fumeiro, pão centeio, mel, compotas...na decoração do espaço, cartazes de promoção de eventos que estão a chegar à capital barrosã: Feira do Fumeiro (22 a 25 janeiro), prova do Mundial de Rallycross (24 a 26 abril) e as três "Sexta 13" agendadas para o próximo ano (fevereiro, março e novembro).
«PORTO FOI CONQUISTADO PELA BOCA E PELO ESTÔMAGO»
A romaria ao interior do Centro de Congressos da Alfândega do Porto, considerado um dos melhores da Europa, começou cedo. Um local com elegância que convence o mais exigente. Opinião unânime recolhida nos produtores que aplaudiram a escolha da Câmara Municipal de Montalegre. Um fim de semana de festa e de ponto de encontro de barrosões. Foi fácil encontrar abraços e sorrisos. Concertinas com o grupo "Sons do Rio" e os "TriBô", grupo que prima pela qualidade. Houve de tudo um pouco por entre muita cavaqueira e boa disposição. Momentos de alguns reencontros por entre boa comida e bebida. Um contexto de sucesso que deixou o vice-presidente da Câmara de Montalegre com o sentimento de dever cumprido numa missão vencedora: «penso que é convicção que o Porto foi conquistado pela boca e pelo estômago. Esta ânsia de provar o que de melhor há nos sabores tradicionais e ancestrais que o concelho de Montalegre tem, penso que se cumpriu». David Teixeira continuou com o relativo: «o espaço mudou e ganhou outra dimensão, por isso a expetativa era grande».
«QUEM NÃO FOR EM VIVO TEM QUE IR EM MORTO!»
O autarca está convicto que estamos perante «uma aposta ganha» a avaliar pelo número de pessoas «que por aqui passaram». Segundo David Teixeira «o cruzar da promoção turística dos grandes eventos do inicio do ano, com as "Sextas 13", a Feira do Fumeiro e o Campeonato do Mundo de Rallycross, integrados com este saborear a região, trará os seus frutos, novos públicos e reaviva aqueles que ouviram falar de Montalegre». No seguimento do raciocínio, o entrevistado lança uma analogia curiosa: «como já dissemos, Montalegre é um pouco como Santiago de Compostela... quem não for em vivo tem que ir em morto! Nos apostamos que vão a Montalegre em vivos e a Santiago em mortos».
«ESPAÇO É PARA FIDELIZAR»
Confrontado com o facto deste evento ter sido realizado sempre em locais diferentes, o vice-presidente da Câmara de Montalegre acredita que chegou o momento de parar: «na minha opinião este espaço é para fidelizar. Vir ao Porto só faz sentido num sitio destes, ganhar maior densidade, conquistar a sala ao lado, trazer mais produtores e mais produtos. A justificação é simples: «porque Montalegre tem esse condão de arrastar muitos visitantes simplesmente pela qualidade dos produtos que vende». A quadra, defende David Teixeira, ajuda a potenciar esta aposta: «a época de Natal é boa, as famílias aproveitam para passear e isso viu-se, vieram almoçar e aproveitaram para levar um produto diferente para oferecerem a amigos. Temos aqui o espaço por excelência no Porto».
MERCADO DA SAUDADE
Pelo que observou, David Teixeira puxa pela experiência de Nanterre (França) ao estabelecer um elo que liga um evento deste género: «encontramos aqui muita gente que já não vai a Montalegre há muito tempo e acho que também temos a obrigação de vir ao encontro dessas pessoas. Dizer-lhes que são importantes para os canais de comercialização. Mais do que produzir muito é preciso vender bem e comunicar bem o nome de Montalegre. Tínhamos feito o ano passado a experiência em Lisboa, no mercado de Benfica, e percebemos que há muita gente que já não vem a Montalegre há muitos anos. Aqui no Porto a realidade não é bem essa, mas sente-se que quem está aqui mantém uma relação com Montalegre e uma necessidade de provar os sabores fortes da nossa gastronomia».
DIÁSPORA BARROSÃ
«A diáspora barrosã é o elo mais forte que temos de promoção», afirma o jovem autarca. Na ótica do vice-presidente do município de Montalegre «este evento deve crescer, deve talvez antecipar para sexta-feira, e durante esse dia fazia sentido desafiar os empresários hoteleiros do Porto a virem aqui aprender alguma coisa da qualidade dos produtos, da forma como se podem confecionar, não só de maneira tradicional mas também criativa».
EVENTOS EM PROMOÇÃO
A servirem de decoração ao espaço estiveram vários cartazes alusivos a eventos que irão decorrer ao longo do próximo ano. Destaque para a Feira do Fumeiro (22 a 25 janeiro) que teve publicidade sob vários formatos o mesmo sucedeu com a "Sexta 13" que terá uma gorda convocatória para 2015: fevereiro, março e novembro. Merece igual referência a lona gigante que lembra a prova do Campeonato do Mundo de Rallycross que Montalegre volta a receber na abertura da próxima temporada (24 a 26 abril). Um formato que agradou, sendo uma forma extraordinária de divulgação de outras ações.
TEM A PALAVRA
Domingos Afonso (proprietário do restaurante concelhio)
«Esta participação foi bastante positiva. O objetivo não é propriamente o lucro mas sim representar o nosso concelho. Em colaboração com o município contribuímos para uma divulgação muito mais forte e apoiamo-nos mutuamente. Estou satisfeito e agradeço o convite à Câmara Municipal de Montalegre. É bom trazer o nome de Montalegre por este Mundo fora e dar a conhecer o nosso produto que é de qualidade. Até os nossos emigrantes, através destes eventos, conseguem sentir a nossa terra. Foi mais um passo positivo do nosso município que está no bom caminho. Tivemos aqui uma equipa de 20 pessoas preparados para receber como recebemos, servindo cerca de 500 refeições. Foi muito esforço, muitas deslocações, mas vejo nisto um resultado a longo prazo, no futuro e estamos cá para colaborar».
Padre Fontes
«Gostei muito deste espaço que é enorme, tem acessos fáceis e condigno, ideal para uma feira muito maior do que esta que estamos a fazer. A ideia é boa. Talvez fosse necessário mais publicidade organizada que atingisse a cidade toda e escolher dias em que não haja jogos de futebol. Foi uma grande oportunidade divulgar as concertinas de Paredes do Rio, o fumeiro do Gerês até ao Larouco, o mel das nossas serras e o artesanato. São oportunidades de promoção daquilo que tem valor e qualidade. Vale a pena apostar nestas feiras com tanta qualidade e variedade. Haja mais feiras e mais oportunidades para que os feirantes ganhem a vida sem pagarem muitos impostos. A queimada aqueceu, aproximou, bebeu-se e creio que não sobrou. Quem não teve oportunidade de vir deve ter ficado com água na boca».
Gouveia Santos (Diretor Geral da Alfândega do Porto)
«Foi uma experiência muito interessante, estou muito contente com esta situação. A ideia que nós todos temos, que o povo português tem sobre Montalegre e o Barroso é de tradições, qualidade, de cultura, do padre Fontes. São ícones que têm muito peso e muita importância. Aqui na Alfândega do Porto, que é uma plataforma giratória onde se encontram muitas gentes de muitos países, gostaríamos que, concretamente o Norte, tivesse a oportunidade de afirmar aquilo que tem de mais interessante e importante. Acho que temos aqui um intercâmbio muito saudável, sob o ponto de vista cultural, gastronómico, sociológico e económico. A nossa disponibilidade é absoluta para continuar com este tipo de iniciativas, não só com Montalegre mas com todas as cidades que entendam que vir ao Porto pode ser uma forma de divulgar com mais qualidade e com maior eficácia os seus produtos e que os devem valorizar para, no futuro, receberem mais gente, turistas nacionais e internacionais. Fomos considerados o melhor centro de congressos da Europa e isso não é por acaso. Aqui há qualidade. É fundamental a continuação desta parceria para que as pessoas saibam que nesta época, mais semana ou menos semana, vai haver aqui este evento de Montalegre. Uma situação esporádica não queria tantas sinergias quanto aquelas que se podem decorrer de um evento que acontece anualmente. É importante que as pessoas saibam que estão aqui os produtos de Montalegre».
Filipe Trindade (Diretor de Marketing da Alfândega do Porto)
«A ideia foi trazer um bocadinho de Montalegre à cidade do Porto e aos portuenses e dar a conhecer, neste edifício histórico e muito conhecido na cidade do Porto, a tradição de Montalegre. Está a ter sucesso e, tornando este feito anual, vai fazer com que os portuenses comecem a conhecer bastante Montalegre. Nós gostamos muito de fumeiro, da tradição e da gastronomia transmontana, portanto, tem todos os ingredientes para ter sucesso».
Joaquim Santos (Piloto)
«Foi uma brilhante ideia promover aqui estes produtos das terras barrosãs de Montalegre, que são muitos, variados e bons. Estou ligado ao desporto automóvel e ao rallycross e tenho sido sempre muito bem acolhido em Montalegre. Coloquei aqui a minha viatura em exposição com muito gosto porque tenho uma estreita relação com esta gente. Fui convidado para almoçar aqui e com todo o gosto aceitei».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44