Até ao último dia do ano, está patente no pólo do Ecomuseu de Barroso, em Salto, “A Casa de Bragança entre Douro e Minho”. Esta mostra tem como objetivo «dar a conhecer as origens da Casa de Bragança, a sua implantação na região entre Douro e Minho» e a «importância de Barroso na constituição da mesma», afirma João Azenha, responsável do pólo. Orlando Alves, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, apadrinhou esta iniciativa cultural.
A “Casa do Capitão”, em Salto, pólo do Ecomuseu de Barroso, acolhe, até 31 de Dezembro, uma exposição dedicada «aos primeiros Duques da Casa de Bragança». A exibição «é continuidade do que fizemos em Abril» em «homenagem ao São Nuno de Santa Maria», explica João Azenha. A abertura contou com a visita dos alunos da escola primária da vila, que assim puderam ficar a conhecer «a importância de Barroso na constituição desta importante casa real», relata o organizador.
BARROSO NA HISTÓRIA DE PORTUGAL
João Azenha partilha que se trata de um espólio «itinerante», que pode «ir às escolas, à biblioteca» e até «aos restantes pólos do Ecomuseu de Barroso». Lembra que «o propósito é divulgar a cultura de Barroso e a ligação que tem à história de Portugal».
«MOTIVO DE HONRA»
Orlando Alves declara que «nos honra muito, a nós barrosões», ver que «nas origens da fundação da casa de Bragança estão pessoas com ligações diretas à nossa terra». Faz referência que se trata «de um facto histórico, que não pode ser ignorado, nem esquecido». Pelo contrario, no entender do vice-presidente do município, esta ocorrência «tem que ser sobrevalorizada», uma vez que «o que está aqui em evidencia é a ligação de Salto à real casa de Bragança».
REGIME EM DEBATE
Para além das atividades em curso com as escolas, João Azenha alerta para a possibilidade de, no âmbito desta iniciativa, «despoletar um debate contemporâneo sobre a questão do regime», com data a «apontar para o primeiro de dezembro», conclui.