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Centro UNESCO inaugurado no Ecomuseu
18 Setembro 2013
Foi inaugurado na sede do Ecomuseu de Barroso, Montalegre, um centro da UNESCO, dedicado à biodiversidade e tradição. A ideia é projetar o património imaterial e material da região no mundo. Com esta parceria, o Ecomuseu passa a ter um espaço com informação relacionada com a temática da biodiversidade e tradição do concelho de Montalegre, assim como dos projetos da UNESCO.
Foi assinado na sede do Ecomuseu de Barroso, Montalegre, um protocolo, entre o próprio Ecomuseu de Barroso e a Comissão Nacional da UNESCO, que prevê um ponto de referência no norte de Portugal. Com esta assinatura, o Ecomuseu será ponto de informação da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Por outras palavras, vai ter um espaço com informação relacionada com a temática da biodiversidade e tradição do concelho de Montalegre, assim como dos projetos da UNESCO.
«UMA PORTA ABERTA DE OPORTUNIDADES»
O diretor do núcleo museológico, David Teixeira, afirmou que a assinatura do protocolo com a Comissão Nacional da UNESCO vai abrir a região do Barroso ao exterior: «este projeto vai permitir-nos chegar mais longe, abrindo-nos uma janela e uma porta de oportunidades», destacou. Além disso, considerou, ter o Ecomuseu do Barroso associado à UNESCO dá-nos a possibilidade de fazer parcerias e cruzar projetos com clubes e centros desta organização para, mais facilmente, defender o património de Trás-os-Montes: «esperamos que a defesa do património natural, cultural e imaterial da região do Barroso possa ter um efeito e eco maior».
«NOVA DIMENSÃO»
Por sua vez, a coordenadora da rede de Centros e clubes UNESCO em Portugal, Ana Paula Ormeche, defendeu que o Ecomuseu do Barroso pelo crescimento, trabalho e projeção que tem tido, merece ganhar uma «nova dimensão». Por isso, avançou, dar-lhe o "selo" da UNESCO é trazer o mundo até ao Barroso e vice-versa: «integrando o Ecomuseu do Barroso na rede UNESCO vamos dar visibilidade ao Barroso, tornar os seus projetos diferentes e reforçar a rede de clubes da organização a nível nacional». Ainda na mesma linha de raciocínio, declarou: «o núcleo museológico vai apresentar propostas de atividades que, posteriormente, a UNESCO vai analisar e selecionar, enriquecendo-os com projetos de outros centros nacionais», nesse sentido «sendo a UNESCO uma fábrica de ideias e reflexão em torno de temáticas variadas a nível nacional e internacional, os projetos a nós associados ganham outra dimensão».
MUSEU DO TERRITÓRIO
Em nome do município de Montalegre, o presidente Fernando Rodrigues sublinhou que o Ecomuseu, mais do que um espaço, é um projeto de desenvolvimento das pessoas e do território: «é fundamental que os nossos saberes, hábitos culturais e valores perdurem no tempo». O autarca garantiu: «estamos empenhados em valorizar este projeto e levá-lo para a frente afirmando os valores culturais da nossa região. O Ecomuseu assenta essencialmente nas pessoas, na sua história e no seu património. É este "museu do território" que nós queremos valorizar com esta parceria. Os dois territórios, Montalegre e Boticas, são muito semelhantes, têm uma riqueza paisagística invejável».
O padre Fontes, que dá nome ao espaço do Ecomuseu, assumiu que esta parceria traz à região do Barroso uma «dimensão enorme» a ponto de referir : «a nossa identidade barrosã é um trunfo de desenvolvimento».
Salientar que em termos financeiros, a UNESCO não comparticipa nenhum projeto, mas abre portas e apoia-os na sua divulgação a nível internacional. Fundada a 16 de novembro de 1945, a UNESCO tem por fim contribuir para a paz e segurança no mundo mediante a educação, a ciência, a cultura e as comunicações. As atividades culturais «procuram a salvaguarda do património cultural mediante o estímulo da criação, criatividade e a preservação das entidades culturais e tradições orais, assim como a promoção dos livros e a leitura».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44