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CERCIMONT - Novos órgãos sociais (2014-2017)
01 Dezembro 2014
O antigo presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, é o novo líder da CERCIMONT. Os novos órgãos socias, para o triénio 2014-2017, foram empossados numa cerimónia realizada no antigo ciclo de Montalegre.
Até 2017 a CERCIMONT (Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Montalegre) passa a ter Fernando Rodrigues, ex-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, como líder. Um trunfo de peso, assim foi dito na cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos socias para o triénio 2014-2017. A instituição acredita que levar a figura de Fernando Rodrigues para a presidência pode catapultar a instituição para um outro patamar. É assim que pensa o novo e o antigo corpo diretivo. Daí que não tivesse sido estranho a chuva de elogios que recebeu: «nada melhor do que termos ao leme desta nossa embarcação o professor Fernando. Foi com imenso prazer e é com imenso orgulho que faço parte desta nova equipa. O professor Fernando, com toda a experiência e as vivências que tem, e com o "jogo de cintura" que é necessário fazer, vai ser uma pedra angular da CERCIMONT», palavras da presidente cessante, Adalgisa Babo.
«MUITA COISA TEM SIDO FEITA»
Fundada a 1 de outubro de 2011, a CERCIMONT tem revelado trabalho variado. Na hora de prestar contas, a ex-presidente afirmou: «muita coisa tem sido feita. Vendemos pirilampos e calendários. Fizemos uma caminhada solidária, a nossa gala e vamos ter, no dia 7, uma tarde de zumba solidário. Está a decorrer um curso de formação para cerca de 20 jovens. Temos uma turma em Montalegre e outra em Chaves. Estão felizes!». Sem se deter, Adalgisa Babo confidenciou: «para nós está a ser um caminho de aprendizagem com imensos obstáculos. Por vezes senti vontade de virar as costas mas lembro-me da frase de uma mãe que me disse um dia: "professora...nem posso morrer em paz! Nem isso consigo. Quando eu morrer, o que será do meu filho?". É isto que me dá alento para continuar».
«QUEREMOS CONSTRUIR O NOSSO LAR RESIDENCIAL»
Cooperativa com estatuto de IPSS e reconhecida pela segurança social, a CERCIMONT tem sinalizadas cerca de 40 crianças e adultos. Foram gastos 140 mil euros nas instalações, situadas no antigo ciclo de Montalegre. Um investimento provisório porque a missão é ter um espaço mais digno e um "sonho" para cumprir, explica Adalgisa Babo: «temos as nossas instalações provisórias feitas pela Câmara. Espero mesmo que sejam provisórias. Nós temos um contrato de 25 anos e eu digo...não! O máximo 5 anos! Queremos as nossas instalações definitivas porque queremos construir o nosso lar residencial. Há muitos pais que já não podem cuidar dos seus filhos. Há muitos que não podem ir e vir todos os dias para as suas aldeias».
«HÁ AINDA MUITA PEDRA A PARTIR»
«Aguardamos que a Câmara faça a cedência destas instalações para a CERCI. Seguidamente iremos pedir à Segurança Social para vir fazer a vistoria. Esperemos que depois seja assinado o acordo com a Segurança Social. Há ainda muita pedra a partir. É preciso arregaçar as mangas, calçar as galochas e olharmos para além dos muros destas instalações», conclui a antiga presidente da CERCIMONT.
«HÁ MUITAS FRAGILIDADES»
Por sua vez, o agora presidente começou por classificar o trabalho da anterior direção de «excecional». Fernando Rodrigues invocou, também, a figura de Julieta Sanches, barrosã, natural de Padroso, um dos nomes responsáveis pelo nascimento da CERCIMONT, para de seguida declarar: «estamos aqui a dar este passo importantíssimo, por isso peço a todos que haja um grande empenho não para transformar esta casa mas para a..."queimar"». Uma força de expressão que serviu para ilustrar o modo como é encarado o futuro: «temos que ter a ambição de acabar com ela rapidamente porque há muitas fragilidades no Barroso. Há muito problema por resolver. Vamos esperar que o governo, conforme foi promessa do ministro da Solidariedade e da Segurança Social, celebre o acordo de cooperação com a CERCI. A partir daí será nossa responsabilidade fazer crescer esta instituição para servirmos a nossa gente que precisa».
«CERCI É DE TODOS!»
Fernando Rodrigues esclareceu que «a CERCI é do Alto Tâmega...é de todos!». Um alargar de horizontes onde «temos que dar muito de nós» porque, sustenta, «temos obrigação de sensibilizar todas as entidades» dada a escassez de recursos. O antigo autarca vincou: «temos creches, jardins de infância, lares de idosos e a UCC que já podia estar a funcionar e onde devia haver mais pressão do suporte institucional, porque é uma lacuna no setor da saúde... temos uma cobertura no concelho razoável. Faltava este setor. Vamos trabalhar por ele». Dado este quadro, Fernando Rodrigues justificou este assumir «porque tenho obrigação moral de dar uma colaboração», num setor «que precisa de ajuda de muita gente». Aqueles que podem «devem dá-lo à sua medida». O novo líder da CERCIMONT é claro: «estou aqui para dar esse apoio, esse trabalho e estabelecer com as outras instituições uma relação cordial e de cooperação».
«HÁ MUITAS INSTITUIÇÕES MAS NUNCA AS VI INTEIRAMENTE LIGADAS»
Profundo conhecedor do concelho de Montalegre, Fernando Rodrigues confessou: «há muitas instituições mas nunca as vi inteiramente ligadas. Ás vezes parece que cada um puxa para seu lado». Lamento que tem que ser travado: «temos que olhar para os outros e cooperar entre as instituições para aproveitar melhor os recursos». Nessa ótica, e com a vereadora da Ação Social da Câmara Municipal de Montalegre, Fátima Fernandes, presente, defendeu, «vamos precisar da cooperação da Câmara em primeiro lugar. Tem essa obrigação mas nós também temos a obrigação de ter o melhor relacionamento com a Câmara para encontrar as melhores soluções».
ELOGIOS À CRUZ VERMELHA
A fechar, o agora líder da CERCIMONT, deixou um rasgado elogio à delegação da Cruz Vermelha de Montalegre: «há um exemplo nas instituições que gostava de focar. É a instituição que com menos dinheiro tem mais feito em Montalegre. É a Cruz Vermelha! Algumas instituições só batem à porta da Câmara. Deviam olhar para a Cruz Vermelha como com tão poucos recursos do Estado tem feito tanto trabalho... colocar gente a trabalhar, recrutam pessoas disponíveis para cooperar, prestando serviço de voluntariado. Encontram meios financeiros fora do que é habitual». Temos que «olhar para este exemplo para fazermos o nosso trabalho e, se possível, tê-los aqui para sermos mais fortes», rematou.
NOVOS ÓRGÃOS SOCIAIS (ATÉ 2017)
Assembleia Geral
Presidente – Maria Irene Esteves Alves
Vice-Presidente – Maria de Lurdes da Cruz Pires
Secretário – Arnaldo Augusto Gonçalves Penso
Direção
Presidente – Fernando José Gomes Rodrigues
Vice-Presidente – Maria Adalgisa Portugal F.S. Babo
Secretária – Ana Gonçalves Lourenço
Tesoureira – Maria Gorete Santos Carneiro
Vogal – Maria Fernanda da Costa Mesquita
Conselho Fiscal
Presidente – João Gonçalves Surreira
Secretária – Fernanda Maria Pereira Alves
Vogal – Maria João Lobo Gaspar Pedreira
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44