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Concelho visitado por operadores turísticos (EUA e Rússia)
21 Maio 2014
Uma comitiva de operadores turísticos esteve de visita ao concelho de Montalegre. Mais uma oportunidade para dinamizar a imagem do território além fronteiras. Uma jornada intensa de visitas que culminou com a paragem na sede do Ecomuseu de Barroso.
O concelho de Montalegre recebeu alguns operadores com o intuito de perceberem qual o valor turístico que representa o território barrosão. Um deles focado no mercado americano e outro com ligações a leste, mais concretamente com afinidade ao mercado russo. A comitiva esteve integrada numa aposta da AETUR (Associação de Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes) em estreita colaboração com a autarquia. Em representação do município, o vice-presidente David Teixeira declarou: estamos a fazer todos os esforços para abrir novos horizontes. Neste caso, queremos cativar o turismo dos Estados Unidos com imagens que possam ir ao encontro dos investidores e dos turistas americanos. Fizeram aqui imagens que serão passadas numa televisão americano com algum impacto. Outra janela com oportunidade é a Rússia, como mercado emergente, e que, tudo indica, a breve prazo, iremos testar alguns programas no sentido de ver o interesse deste tipo de público».
LOCAIS DE VISITA
Ecomuseu de Barroso – Casa do Capitão
Instalado numa antiga casa senhorial, que pertenceu ao Capitão da aldeia, representante da autoridade e do poder, a nível local, este polo do Ecomuseu de Barroso, em Salto, representa algumas das atividades tradicionais mais emblemáticas. Neste espaço foram recolhidas, tratadas e inventariadas mais de mil peças. Estas, doadas pelos habitantes da freguesia, deram origem a um polo etnográfico, que permite uma visita ao que seria uma casa típica barrosã. Os temas tratados são muito variados: a raça barrosã, que é autóctone, as alfaias agrícolas manuais e de tração animal, o ciclo do pão, a cozinha de Barroso, o ciclo da lã e do linho, as minas de volfrâmio da Borralha e D. Nuno Álvares Pereira, Senhor das terras de Barroso. Este local disponibiliza uma ludoteca, uma biblioteca e uma loja de produtos locais.
Ecomuseu de Barroso – Centro Interpretativo das Minas da Borralha
O polo temático da Borralha insere-se na requalificação do espaço mineiro. A existência destas minas constitui uma riqueza geológica (litológica), potencialidade que tem de ser aproveitada com o objetivo de atrair turistas à região e assim desenvolver o turismo e a economia local. A história da exploração destas minas, bem como a riqueza natural e paisagística do meio envolvente, potencialidades de atração turística. Neste complexo estão a ser intervencionadas quatro zonas: o Grupo D, centro do polo museológico, que contém receção, auditório, balneários, e algumas zonas de exposição; a fundição edifício para futuras exposições; a casa dos compressores, edifício longitudinal, com quatro compressores de grandes dimensões; o arquivo, piso onde se encontra um grande espólio documental, relacionado com todas as atividades dirigidas pelas minas.
Albufeiras e Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG)
Vamos propor um passeio ao longo das albufeiras. São cenários majestosos de água e serra, bem vivos nos prazeres da pesca, da vela, do remo, da canoagem, etc.
Em Paradela sobressai o espantoso dique da barragem erguido entre dois morros graníticos com mais de 100 metros de altura. Ao longo da estrada vêem-se bem vivos os sinais da terra do Barroso, na capucha das mulheres, nos cornos do gado barrosão (hastes em lira) e no ambiente intensamente verde e fresco que há-de acompanhar este circuito turístico até final. Siga pela EM 514, atravessando as aldeias de Vilaça e S. Pedro. Repare nos lameiros, nas casas de granito cobertas de colmo e nos “canastros” onde as gentes guardam o milho. Entre S. Pedro e Seselhe descobre-se a albufeira do Alto Cávado, que se estende suavemente pelo planalto do Barroso. Até Montalegre, a estrada segue pelas margens férteis do rio Cávado.
Paredes do Rio – Aldeia Ecomuseu
A aldeia Ecomuseu de Paredes do Rio oferece uma visita ao passado, com a rota dos artesãos que, nas suas casas, mostram os seus locais de trabalho e os saberes muitas vezes já esquecidos. Esta aldeia do Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG) tem levado a cabo uma estratégia de recuperação do património comunitário, para que todos os edifícios dedicados ao armazenamento e transformação agrícola continuem a funcionar e sejam motivo de atração turística. Assim é conseguida uma maior fixação dos jovens e há viabilidade dos investimentos na área do alojamento e restauração. O “ex-líbris” é um engenho hidráulico, com mais de duzentos anos, que agrega as funções de moinho, dínamo, serra e pisão, função quase extinta. Deste partem as visitas guiadas pelas ruas da aldeia, para ver e fotografar o forno do povo, dezenas de eiras e canastros e sete moinhos em funcionamento, inseridos num cenário magnífico. A população tem um gosto enorme em receber os visitantes e em lhes transmitir os seus conhecimentos. Esse acontecimento traduz-se na organização anual de dezenas de atividades agrícolas comunitárias, de que são exemplo a segada e malhada do centeio, o entrudo, o cantar dos reis, a matança do porco, entre muitas outras, em que o sentido de festa da comunidade revela grande cumplicidade e determinação em preservar um património imaterial com um valor incalculável.
Ecomuseu de Barroso – Corte do Boi (Pitões das Júnias)
O polo do Ecomuseu de Barroso, em Pitões das Júnias, foi o primeiro espaço museológico criado nas aldeias e está instalado na antiga “corte do boi”. Neste espaço, estão vincadas patentes temáticas como a pastorícia em regime extensivo, a vezeira, a tecelagem, a agricultura de montanha, os modos de produção local, as alfaias agrícolas, o património etnográfico, o “boi do povo”, o lobo ibérico, o Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG), entre outros. No piso superior, estão representadas as tarefas da mulher no “governo da casa” e, no rés do chão, os ofícios do homem, a temática do “boi do povo” e as atividades comunitárias. Aqui tem início uma rota cultural que passa pelo forno, ainda em funcionamento, pelo moinho, canastro, relógio de sol e diverso património etnográfico imóvel, dentro da aldeia. Este polo possui uma pequena loja de produtos da terra e artesanato local. A visita pode ser alargada ao mosteiro de Santa Maria das Júnias e à cascata. Alguns percursos pedestres podem partir desta localidade, tendo por base o centro de interpretação da Mourela, antiga casa abrigo, localizada junto à aldeia.
Ecomuseu de Barroso – espaço padre Fontes
A sede do Ecomuseu de Barroso está instalada na envolvente do castelo de Montalegre. Concentra as funções de natureza organizativa, com vista à dinamização e à gestão do “museu vivo”. Simultaneamente, serve como porta de entrada na identidade de uma região -Barroso -, valorizando aquilo que esta tem de mais autêntico e genuíno: a população e o património, sem descurar a preservação dos conhecimentos técnicos, saberes locais e formação de valores. Aqui, o visitante tem o primeiro contato com as diferentes realidades que integram a região, que se pretende que seja o aperitivo para a exploração in loco daquilo que antes lhe foi mostrado. Neste espaço é possível assistir a dezenas de documentários sobre a etnografia local, encontrar mais de mil pontos de interesse numa maquete tridimensional, visitar salas sobre o território, gentes, quotidiano e os ciclos vitais. Ao dispor dos visitantes, está uma horta pedagógica que faz as delícias dos mais novos. Sem esquecer a sala do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) para os amantes da natureza e a loja do museu para os apaixonados pelo artesanato local. Para que os locais se identifiquem com o espaço e o sintam como seu, o Ecomuseu de Barroso tem exposições temporárias.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44