-
Início
-
Transparência
-
Imprensa
-
Notícias da Autarquia
- Construir o Futuro
Construir o Futuro
18 Fevereiro 2010
Na última edição da revista País Positivo, o Presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, foi alvo de uma entrevista onde abordou questões que fazem parte do passado e do presente do concelho ao mesmo tempo que lançou uma série de reflexões sobre o futuro. Entre os vários assuntos falou-se da Serra do Larouco, candidata às «7 Maravilhas Naturais de Portugal».
São poucos os portugueses que não conhecem Montalegre. No entanto, e segundo conseguimos perceber, há muito mais para ser descoberto. Este concelho é muito mais do que a Festa do Fumeiro, é um todo que se interliga harmoniosamente e que faz as delicias de quem se aventura.
Na ânsia de conhecer mais sobre o concelho que me extasiou pela pureza do seu ar; entrei à conversa com Fernando Rodrigues, presidente do Município de Montalegre. Percebo, desde logo, que este é um dos concelhos mais extensos, em termos de território, do país, com cerca de 800 quilómetros quadrados composto por 135 localidades espalhadas de forma homogénea. Se nos anos 50 este concelho tinha quase 40 mil habitantes, hoje, o cenário é diferente: 12 mil. "Temos, tal como todo o interior do país, vindo sistematicamente a perder populacão, mas parece-nos que a situação poderá ser invertida".
A população, idosa na sua maioria, tem a sua actividade económica Iigada à agricultura, mas Fernando Rodrigues considera que esta deve continuar a ser a principal fonte de receita do concelho: "Actualmente, estamos investidos em promover os nossos produtos de qualidade, levando além fronteiras o nome de Montalegre. O concelho depende 80 por cento da agricultura e este sector tem que ser fortalecido. Queremos ser capazes de incentivar os nossos agricultores a apostar na modernizacão e na sustentabilidade, criando mais-valias que lhes sejam úteis e rentáveis". Assim, a autarquia tem vindo a promover iniciativas que desafiam os jovens empresários a apostar em industrias agro-alimentares de produtos endógenos e autóctones, trazendo maior riqueza para o concelho e para a população. Neste âmbito, "Montalegre já possui um exemplo de sucesso, onde os produtos regionais geram uma rentabilidade acima da média e permitem que os empresários suspirem de alivio: o Fumeiro. Mas não é só isso. A carne do Barroso é outro bom exemplo".
O sabor ímpar desta carne deve-se à alimentacão com produtos naturais e, hoje, este produto é conhecido e reconhecido por todos e imediatamente Iigado a Montalegre. Relativamente ao fumeiro verificamos que representa já uma fatia considerável da economia do concelho e tem vindo a ganhar peso e vitalidade, existindo já algumas empresas de renome, exportando para todo o país e trabalhando em diversas vertentes. No entanto, "e apesar de a autarquia ter vindo a fazer urn esforço no sentido de promover os produtos endógenos, não pode fazer tudo sozinha. As empresas e os empresários têm que saber comercializar os seus produtos obtendo o melhor resultado tendo em conta a qualidade e a reputação que o mercado the atribui".
Apesar de o turismo ser um dos pilares de desenvolvimento deste concelho, Fernando Rodrigues afirma que nao quer a evolução a qualquer custo pelo que o Turismo em Montalegre terá, sempre, um cariz rural.
"Não podemos renegar as nossas origens e caracteristicas. Somos urn concelho do interior e, portanto, qualquer investimento turistico no concelho terá que ter por base esta nuance. Temos direito a um nível de vida equiparado ao urbano, mas não podemos perder esta ruralidade que tão bem nos define e caracteriza do mundo e que é cada vez mais rara e cada vez mais procurada".
Montalegre é um dos concelhos que se candidatou a uma das «7 Maravilhas Naturais de Portugal», com a Serra do Larouco que, segundo o nosso entrevistado, "foi a candidatura mais óbvia". Esta Serra, do ponto
de vista paisagistico é um dos ex-líbris do concelho de Montalegre, com uma carga simbólica e religiosa muito grande. Ali, nasce o Rio Cávado e portanto há nela um ecossistema e uma biodiversidade de extrema riqueza. Além disso, o próprio nome da Serra descende do Deus Larouco, uma divindade mitológica. Esta Serra é também conhecida e reconhecida internacionalmente pelos amantes do parapente.
de vista paisagistico é um dos ex-líbris do concelho de Montalegre, com uma carga simbólica e religiosa muito grande. Ali, nasce o Rio Cávado e portanto há nela um ecossistema e uma biodiversidade de extrema riqueza. Além disso, o próprio nome da Serra descende do Deus Larouco, uma divindade mitológica. Esta Serra é também conhecida e reconhecida internacionalmente pelos amantes do parapente.
Segundo nos confessa Fernando Rodrigues, todo o investimento público feito na Serra do Larouco servirá como alavanca à iniciativa privada. Ou seja, "a participação na eleição das «7 Maravilhas Naturais de Portugal» poderá ser o rastilho necessário para a Implementação de empresas privadas que encararem a Serra do Larouco como potencial económico. Aqui, é possivel desenvolver diversas actividades que, ao mesmo tempo que geram riqueza, ajudam a manter aquilo com que a Natureza presenteou Montalegre".
Visite a Serra do Larouco, nos seus 1525 metros de altitude e deixe-se encantar. Qualquer que seja a estação do ano ou o estado do tempo, Montalegre oferece a todos os seus visitantes um local cénico de extrema beleza e magnitude. Chegado a Montalegre, experimente: Feche os olhos, esvazie a mente e sinta os aromas de um local que ainda permanece imaculado. Ouça o chilrear dos pássaros que cruzam estes céus, sinta o paladar da brisa do vento, toque nas superficies rugosas e deixe que o seu nariz inale o ar puro de que os seus pulmões necessitam. Deixe-se encantar, apaixone-se. Abra os olhos e sinta tudo isto novamente. Maravilhoso não? Arrisque. Visite!
Ler na íntegra em www.paispositivo.org
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44