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Couve do concelho em promoção
23 Novembro 2012
Está no terreno, até final do ano, mais uma campanha de promoção de um produto local do concelho de Montalegre. Regressa o aroma das couves numa aposta que a autarquia, em conjunto com o Ecomuseu de Barroso, repete depois do sucesso do ano anterior. De tal ordem que a plantação das couves alastrou para Espanha. A ilustrar está o facto de já estarem vendidas mais de 20 mil pés de couve a uma grande superfície comercial.
Na sequência da aposta realizada o ano passado e do enorme sucesso alcançado, o município de Montalegre, em parceria com o Ecomuseu de Barroso, volta a lançar uma nova campanha de promoção da couve do concelho. Assim, quem se dirigir às instalações do Ecomuseu de Barroso e apresentar uma fatura no valor de 15 euros, verba gasta no comércio local, para além da entrada livre no Ecomuseu, recebe, simbolicamente, uma couve. Isto mesmo descreve Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, que reforça o depoimento com outros pormenores de uma aposta que se estende até à quadra natalícia: «estamos a fazer uma campanha semelhante à do ano passado. Temos mais de 20 mil pés de couve na Quinta da Veiga. Irão ser, essencialmente, distribuídas, de forma gratuita, no Ecomuseu de Barroso. Vamos também fazer uma promoção no Pingo Doce com produtos do Ecomuseu».
COUVES NA QUINTA DA VEIGA
E EM...ESPANHA!
Todavia, a verdadeira intenção deste trabalho visa, acentua o autarca, «fazer a promoção da terra e dos produtos locais». É nesse sentido que irão ser distribuídas couves no Ecomuseu «a quem apresentar faturas de consumo no comércio local». Em complemento ao que acontece na Quinta da Veiga, o desafio ganhou corpo com outra "viagem", assim relatada pelo edil: «para além da plantação na Quinta da Veiga, fizemos uma parceria com o INORDE, no âmbito dos castanheiros, e alargamos, também, essa parceria às couves. Com isto, temos couves na Quinta da Veiga e também em Espanha. Aqui em Montalegre as couves estão prontas, há muito que elas têm saído; em Espanha as couves têm menos geada, estão num terreno mais suave, foram plantadas mais tarde e assim vamos tê-las boas para comer com o bacalhau e com o polvo no Natal».
«PROMOVER A REGIÃO»
Em nome do Ecomuseu de Barroso, o diretor David Teixeira confia que o sucesso do ano anterior vai repetir-se este ano: «esta ideia prossegue o objetivo de promoção do comercio tradicional na altura do Natal. É uma estratégia definida já no ano passado, que deu frutos e que achámos que devíamos continuar neste novo ano. Basicamente todo este trabalho e esta plantação de couves pretende lembrar os visitantes, aqueles que gostam de Montalegre, que a época do cozido vai começar». Focado nos objetivos da campanha, o responsável pelo Ecomuseu de Barroso destaca dois: «um é a venda de grande parte destas couves a uma grande cadeia nacional na altura do Natal. Estão comprados 25 mil pés de couve para serem enviados na altura do Natal. Outro é promover a região, oferecer uma couve a todas as pessoas que fizerem compras, que usufruírem dos serviços e produtos de Montalegre».
«INCENTIVO AOS PRIVADOS»
A reforçar o discurso, David Teixeira apela ao arrojo do setor privado: «esta campanha é para chegar até ao final do ano, porque depois o gelo vai dar cabo desta produção. Temos à volta de 20 pessoas envolvidas na plantação que, durante alguns dias, deixam os trabalhos e vêm fazer a plantação, cuidar deste espaço. É interessante que isto sirva como um incentivo aos privados. Está provado que há um conjunto de produtos, que não só a batata ou o presunto, que podem ter sucesso e são muito conhecidos. Além das escolas poderem visitar e ver as fases de crescimento das couves e beterrabas, que este ano acrescentamos a esta plantação, queremos que a parte mais económica, que é a vertente que faz com que as pessoas vivam melhor, percebam que há formas diversificadas de terem extras e complementos à agricultura. A couve é um exemplo, mas outros mais existem. Quem sabe repetir, talvez para o ano, alguma coisa com a castanha e a valorização da mesma. Isto porque a primeira transformação dos produtos agrícolas traz uma mais valia que, de facto, trás rentabilidade ao produtor».
«EXCELENTE EXEMPLO»
A exercer o cargo de vice-presidente da associação Ecomuseu, Albano Álvares elogia esta aposta como fonte de rendimento para a população: «isto é daquelas coisas que quando se começa a fazer as pessoas olham um bocadinho desconfiadas e perguntam para que é isto. Isto é um excelente exemplo daquilo que o Barroso tem que fazer na inovação dos produtos e na sua venda organizada. Cada vez é mais difícil nós colocarmos produtos no mercado. Também é preciso ter consciência que a distribuição e a compra de serviços aos agricultores, nos últimos anos, mudou radicalmente. As pessoas têm que ter consciência disso. Os nossos agricultores têm que começar a pensar que têm novas formas de vender os produtos. Penso que esta iniciativa seja um exemplo presente para que as pessoas, a partir daqui, possam organizar-se e possam elas próprias começar a produzir outro tipo de produtos que não só a batata e o gado. Temos potencialidade enorme para o fazer e temos que apresentar isto nas grandes superfícies».
COUVE TRONCHA
A couve troncha, devido ao seu alto e valioso valor nutricional, é um dos principais legumes utilizados na medicina tradicional desde a antiguidade. Julga-se mesmo que na antiguidade, em algumas civilizações, esta couve era utilizada somente com o fim medicinal e não gastronómico. Nas antigas civilizações da Grécia e Roma costumava-se comer esta couve antes de uma refeição farta, ou simplesmente para prevenir doenças do estômago ou uma indisposição. Mais tarde, no final da Idade Média, após este vegetal ter ganho uma grande popularidade entre os povos europeus, surge o termo "médico do povo" associado à couve. A couve era utilizada para a cura das mais diversas enfermidades e havia ainda a ideia de que comer couve diariamente evitaria o aparecimento de doenças.
No presente, estudos e investigação têm revelado que a utilização das couves para a cura e prevenção de certas enfermidades é realmente eficaz devido à sua composição nutricional ao mesmo tempo que pode ser um anti-inflamatório, antibiótico e anti irritante natural.
IMPRENSA
PRESENTE
Tal como sucedeu o ano passado, também este ano a imprensa tem dado visibilidade a esta aposta da Câmara de Montalegre. Uma equipa de reportagem da TVI e outra da SIC marcaram presença dando conta da importância desta aposta camarária na expansão de mais um produto barrosão.
Couve do concelho em promoção - Reportagem TVI
Couve do concelho em promoção - Reportagem SIC
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44