-
Início
-
Transparência
-
Imprensa
-
Notícias da Autarquia
- Cruz Vermelha de Montalegre – «Voar mais alto!»
Cruz Vermelha de Montalegre – «Voar mais alto!»
27 Outubro 2012
No mês que tomou posse, a direção da delegação da Cruz Vermelha de Montalegre celebrou três anos de comando à frente de uma instituição que já tem marca própria no Barroso. Uma efeméride que deixa Deolinda Silva, presidente da coletividade, «muito satisfeita». Definiu o percurso como «curto, para quem ainda tem muito para fazer pelo concelho». Todavia, o sonho não tem limite e garantiu que «estamos preparados para voar mais alto».
Deolinda Silva, presidente da delegação da Cruz Vermelha de Montalegre, comentou que o mês de Outubro é um «mês especial». Em primeiro lugar, «porque assumimos um compromisso mais sério com a Cruz Vermelha» e depois porque «a comissão administrativa faz três anos». Mostrou-se satisfeita «com o percurso da delegação e destacou os 200 sócios e cerca de uma quinzena de voluntários. Recorde-se que decorreu, por estes dias, no salão nobre da Câmara Municipal, a tomada de posse como direção.
«ESTAMOS PREPARADOS
PARA VOAR MAIS ALTO»
Em Montalegre a associação «tem a estrutura montada». Quer «a nível físico, quer a nível humano», assegurou Deolinda Silva. A delegação local tem «instalações e pessoas empenhadas em colaborar». Nesse sentido, assumiu que «estamos preparados para voar mais alto». Todavia, recordou que «neste momento, o país está parado» e «torna-se complicado e arriscado avançar com outros projetos». A ideia é «continuar a fazer o serviço que temos feito», no sentido de «ajudar as pessoas com alimentos, roupas, material ortopédico e aquilo que for possível». Acrescentou que «só podemos dar aquilo que nos dão», consequentemente «só podemos ajudar se formos ajudados». No futuro, «estamos a pensar a nível de jovens e da terceira idade fazer alguma coisa». O «nosso concelho é envelhecido» e «é chocante ver pessoas de idade sozinhas». Esse nível «é um aspeto que pretendemos ajudar». Por outro lado, a classe mais nova «nem sempre está bem encaminhada e podem encontrar ocupações mais saudáveis e solidárias».
«AJUDEM-NOS!»
«Ajudem-nos para podermos ajudar» foi a mensagem deixada pela presidente da instituição à população do concelho de Montalegre. Para isso, basta que se «dirijam à delegação local, situada na central de camionagem, todas as tardes». Durante esse período de tempo, «está sempre gente na sede, durante o qual as pessoas pintam, fazem croché, entre outros produtos de artesanato que, depois de vendidos, revertem em fundos para ajudar a população».
«AS PALAVRAS AINDA NÃO SE PAGAM»
A ajuda pode chegar por outros meios que «não sejam materiais». Isto porque «as palavras ainda não se pagam» e «há muita gente a precisar de um carinho e palavra de conforto». Deolinda Silva acredita que «se o número de visitas a domicílios aumentasse era mais fácil ajudar as pessoas de outra forma». Numa primeira fase, «vamos a casa das pessoas e contactamos com a realidade». Ao serviço do núcleo local «está uma brigada SOS, que faz pequenas reparações» e também é «portadora da situação vivida no lar de cada um». Resta encontrar forma de «dar resposta às necessidades específicas de cada família».
«CADA VEZ MAIS»
Nos dias que correm as pessoas procuram a Cruz Vermelha «cada vez mais». Procuram «muito material ortopédico, embora seja nesse campo que a delegação tem mais dificuldade em dar resposta». Quase «todos os dias nos pedem e já temos uma lista de espera para esse material». Há um número significativo «de pessoas de idade que caem ou perdem capacidades e precisam de material adequado». Neste momento «não é possível dar resposta, porque a procura é muito grande».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44