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Ecomuseu de Barroso nomeado para os 'Prémios Novo Norte'
23 Maio 2011
As boas práticas locais estão em destaque na 2ª edição dos "Prémios Novo Norte". O Ecomuseu do Barroso, uma candidatura conjunta dos municípios de Boticas e Montalegre, está na lista dos nomeados pela afirmação do potencial económico dos talentos e valores criativos a nível local.
O Ecomuseu de Barroso está nomeado para os "Prémios Novo Norte", promovidos pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), “ON.2 – O Novo Norte” e Jornal de Notícias. A 2ª edição do concurso visa “distinguir e divulgar, publicamente e de forma regular e simbólica, casos de sucesso em temas prioritários para a Região do Norte” e recebeu 127 candidaturas. Destas, foram designadas 30 finalistas, cinco em cada uma das seis categorias (Norte Inovador, Norte Empreendedor, Norte Criativo, Norte Inclusivo, Norte Sustentável, Norte Civitas).
Na categoria Norte Criativo, o Ecomuseu de Barroso, candidatura conjunta da Câmara Municipal de Montalegre e de Boticas, será apresentada esta sexta-feira, 20 de Maio, ao júri do concurso, no Porto, contra concorrentes “de peso”, como a Fundação Serralves e o Teatro Nacional São João do Porto. À Voz de Chaves, o autarca de Montalegre, Fernando Rodrigues, disse acreditar que o Ecomuseu irá chamar a atenção do júri porque é “um projecto de raiz e popular”, que “pôs as pessoas a gostar do território e mobiliza a comunidade à volta do património e da cultura”.
A cerimónia de anúncio dos vencedores está marcada para o próximo dia 30 de Junho, no Mosteiro de São Bento da Vitória, no Porto. Quem ganhar, poderá concorrer aos prémios anuais da União Europeia, através do prestigiado concurso “RegioStars”.
Um espaço que “elevou a auto-estima dos barrosões” ao preservar a memória de olhos postos no desenvolvimento
Desde que abriu portas em Julho 2009, o Ecomuseu de Barroso tornou-se um espaço de memória vocacionado para o desenvolvimento, ao preservar conhecimentos técnicos e saberes locais, consciencializar para os valores do património cultural e contribuir para o desenvolvimento da comunidade. “O Ecomuseu do Barroso elevou a auto-estima dos barrosões e uniu-os à volta da sua história e cultura”, definiu Fernando Rodrigues. No entender do autarca, “a consistência do projecto impressionou os nossos interlocutores. O Ecomuseu existe no terreno e na cabeça das pessoas”.
O espaço museológico da vila de Montalegre, que se propôs a inventariar todo o património construído do Barroso, já recebe uma média de 30 mil visitantes por ano e, graças a tecnologias interactivas, o visitante “participa” nas práticas locais. “O Ecomuseu tem do melhor equipamento que se instalou em Portugal, mas penso que foi escolhido pela ligação às pessoas e ao meio”, apontou Fernando Rodrigues. Uma das características mais inovadoras é mesmo o desenvolvimento de programas de participação popular. “Basta referir que a Sexta-feira 13 nasceu com o Ecomuseu e ganhou uma projecção extraordinária!”, realçou o autarca de Montalegre. De resto, já é um caso de estudo por parte de outros municípios e pode ser exportado a nível turístico, concluiu Fernando Rodrigues.
Além do mérito e qualidade dos projectos, o concurso pretende ainda sensibilizar a opinião pública para a importância social e o potencial económico da excelência e promover a visibilidade de investimentos e projectos co-financiados pelos fundos estruturais no desenvolvimento regional do Norte. Nesse sentido, o Ecomuseu de Barroso conseguiu impulsionar a produção local e divulgar os produtos da terra, através da Loja do Ecomuseu, que envolve 15 produtores locais, factura mais de 50 mil euros por ano e foi distinguida em Fevereiro como “Iniciativa de Elevado Impacto Social” pelo Instituto de Empreendedorismo Social.
In jornal "A Voz de Chaves" - 20/05/2011
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44