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Ecomuseu na 'Cidade da Cultura'
08 Março 2012
Parte da equipa do Ecomuseu de Barroso deslocou-se a Santiago de Compostela, Espanha, a fim de ter contacto direto com um «projeto exemplar», a “Cidade da Cultura”, refere David Teixeira, diretor da entidade barrosã. O propósito foi «ficar a conhecer melhor a estrutura, geradora de movimentos culturais» e, no futuro, «serem realizadas parcerias». Nesse sentido, nasceu uma visita guiada ao espaço, ainda com edifícios em construção.
Localizada em Santiago de Compostela, a "Cidade da Cultura" da Galiza é um «polo cultural de grande envergadura, voltado para o conhecimento e a criatividade contemporânea». No cerne, é tida como «um instrumento que, conjugando passado e futuro, permita à Galiza abordar de maneira integral um domínio estratégico para o seu desenvolvimento: a cultura». Estas palavras podem ler-se no sítio dedicado a esta sumptuosa obra que marca mais que uma região, uma cultura direcionada para o encontro de diferentes culturas.
«IMAGEM INSÓLITA E SEDUTORA»
Peter Eisenman foi o arquiteto vencedor do concurso para levar a cabo o projeto da “Cidade da Cultura”. Luis Fernández-Galiano, influente crítico contemporâneo e também arquiteto, defende que a obra «reconcilia, com grande inteligência plástica e simbólica, as condições contrapostas de respeitar um ambiente milagrosamente intacto e de fornecer uma imagem insólita e sedutora». Os edifícios estão organizados «numa topografia artificial sobre a crista do monte», de forma a que esse mesmo monte pareça «talhado». Dessa maneira, o artista consegue «enterrar o edifício sem o enterrar realmente» e «constrói sobre o topo sem dar a impressão de ocupar».
CULTURA AO SERVIÇO
DO DESENVOLVIMENTO
Na página da internet da obra, pode ler-se que a “Cidade da Cultura” da Galiza, no monte Gaiás, é «um formidável marco arquitetónico do novo século». Uma organização pensada para «acolher as melhores expressões da cultura da Galiza, Espanha, Europa, América Latina, do Mundo». Esta «nova "cidade", inclusiva e plural, contribuirá para responder aos desafios da sociedade da informação e do conhecimento». Sendo um local de «confluência e de projeção internacional», a "Cidade da Cultura" da Galiza aproveita «a dupla vocação viajante e hospitalar do povo galego», para, «a partir do âmbito cultural», atingir «desenvolvimento económico e social».
«FUTURO DE QUALIDADE»
Com o intuito de ficar a saber mais sobre «um projeto exemplar no âmbito da cultura, capaz de ser pensado a 10 anos», elementos do Ecomuseu de Barroso, Montalegre, dirigiram-se à vizinha Espanha para conhecer a “Cidade da Cultura”. David Teixeira, diretor, afirma que «estamos perante um grande investimento», gerador de «movimentos culturais, desde concertos, visitas guiadas, trabalhos académicos, entre outros», assente «na preservação da memória de um povo que se orgulha do seu passado e quer continuar a ter futuro de qualidade».
PARCERIAS
A viagem a Santiago de Compostela constituiu uma espécie de pré analise, para que no futuro possam ser realizadas parcerias. Estas baseadas «na troca de experiências, trabalhos, bibliografia, exposições para minimizar custos», assegura David Teixeira. Ato contínuo, alerta que «a “Cidade da Cultura” é também um bom exemplo para o arquivo municipal e fundos municipais». Por outro lado, «para o Ecomuseu pode ser mais uma porta de divulgação, como projeto de identidade». A região também não fica esquecida, uma vez que «tem fortes ligações pela religiosidade, os caminhos de Santiago» e pelos «projetos de identidade». Sem esquecer que «há um público aberto ao imaginarium da Sexta 13 – Noite das Bruxas». Estamos perante um conjunto de mais valias que, a seu tempo, serão exploradas.
«ESTAMOS NO CAMINHO CERTO»
Após a passagem pela “Cidade da Cultura”, David Teixeira crê que «estamos no caminho certo, embora a uma escala mais pequena». É importante reter que «o sonho não tem limite» e que «a cultura funciona como motor de uma estratégia de desenvolvimento». É necessário, porém, que «os privados criem formas de vender algo aos visitantes», movidos pela «inovação e concorrência», e que daí resulte «densidade ao destino turístico».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44