-
Início
-
Transparência
-
Imprensa
-
Notícias da Autarquia
- "Envolverde" – Portugal/Itália (Balanço)
'Envolverde' – Portugal/Itália (Balanço)
17 Setembro 2012
Chegou ao fim o projeto "Envolverde", intercâmbio de jovens portugueses e italianos. Juntos pelo ambiente, património e desenvolvimento em cooperação realizaram várias atividades. Montalegre acolheu esta ação e, ao longo da estadia, vários temas pertinentes estiveram em debate. Foi oportunidade para visitar pontos de interesse turístico no concelho e não só. David Teixeira, diretor do Ecomuseu de Barroso, definiu a iniciativa como «dias de verdadeiro intercâmbio cultural», que «conseguiram envolver os jovens no "sentir" barrosão».
Montalegre albergou uma ação de intercâmbio jovem. O “Envolverde” esteve em curso durante mais de uma semana e, mais de 20 jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos, desenvolveram várias atividades pelo concelho. O momento foi oportuno para ficar a conhecer melhor várias localidades, pontos de interesse e tradições. No diário de bordo fica marcada passagem por Salto, Pitões das Júnias, Tourém, Vilar de Perdizes, Paradela, Guimarães, Braga, entre outros.
«EXPERIMENTAR O VIVER
BARROSÃO»
David Teixeira, diretor do Ecomuseu de Barroso, referiu que «estes dias foram momentos de verdadeiro intercâmbio cultural». Ao longo da estadia «tentámos mostrar o que de melhor temos e tentamos envolver os jovens neste sentir barrosão, na lógica da identidade local». Foi feito «um grande esforço por levar cada jovem desta parceria a experimentar um pouco do viver barrosão». Permitimos que «eles falassem com muita gente» e «que tivessem a noção do que são as partes deste projeto cultural». Foram dias intensos e «também cansativos devido às deslocações que fizeram quase todos os dias». Todavia, «assim foi conseguida a noção da dimensão do nosso concelho, das dificuldades que muitas vezes o trabalhar longe acarreta para cada um de nós».
MOMENTOS ALTOS
A permanência em Barroso teve momentos altos que vale a pena destacar. David Teixeira distinguiu «as atividades que foram feitas pelo Bráz, galego, que promoveu «envolvimento e a noção de que o futuro depende das decisões de cada um de nós». Noutro patamar, surgiu «a presença da parceria italiana sénior». Os artesãos que participaram nas mobilidades de intercâmbio "Barroso-Itália" «reuniram com os jovens e voltou a sentir-se o espírito ainda muito vivo nos mais velhos». O padre Fontes, «com os seus dotes de bruxo mor, lançou um pouco a presença dos grandes eventos, da Sexta 13…». Foi, para o grupo italiano, uma «boa oportunidade para experimentar o que é um Ecomuseu». Nessa linha, acrescentou que «pelas opiniões deles ficou a vontade de tentar levar esta ideia para a implementar na Sardenha». Para os jovens portugueses das outras cidades, David Teixeira acredita ter ficado a certeza «de uma boa experiência de iniciativa cultural, um projeto tão a norte, com uma dinâmica tão grande».
«UMA MARATONA»
Além dos jovens oriundos de Itália, e dos provenientes de algumas cidades de Portugal, também os mais novos do Ecomuseu de Barroso estiveram envolvidos nesta aventura. Para esses foi «uma maratona», interpretou David Teixeira. Durante quase «20 horas por dia acompanharam a comitiva de visitantes» e «deram um bom exemplo do que é acolher, do que é o envolvimento deles neste projeto». Para memória futura fica «uma tela, pintada por todos os intervenientes, símbolo da presença e do “sentir” esta parceria».
«ENRIQUECEDORA E INESQUECÍVEL»
Tânia Gaspar, técnica da Animar (Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local), partilhou que «durante mais de uma semana foi-nos dada a oportunidade de conhecer pessoas e lugares que tornaram este intercâmbio uma experiência muito enriquecedora e inesquecível». Não apenas «pela vasta partilha de ideias», mas também «pelos momentos de debate, aprofundamento do conhecimento sobre o território, a cultura e o património da região do Barroso e da Sardenha». O balanço «é muito positivo, pois para além de concretizarmos mais um dos desafios que nasceu na MANIFesta 2011, foi possível retomar a linha de trabalho com jovens da Rede Animar, uma vez que o último projeto que a Animar desenvolveu nesta área - Jovens & Educação em Meio Rural, realizou-se em 1999 em parceria com o ICE – Instituto das Comunidades Educativas». Resta agora «aprofundar o nosso trabalho nesta área e, se possível, integrar outras organizações da Rede Animar, pois muitas entidades têm intervenção com jovens, sendo fundamental a sua participação e envolvimento nas suas comunidades para o desenvolvimento local e, obviamente, desenvolver e fortalecer as relações institucionais da Animar com a Sardenha e com a Galiza, pois os processos de cooperação, nacional e transnacional, são profícuos para o desenvolvimento».
«DESPERTAR»
A partir desta experiência «conseguimos “despertar” os jovens para a importância da sua participação, da sua criatividade e do seu espírito de “querer fazer” para que as coisas aconteçam», afirmou Tânia Gaspar. Exemplo disso é «a mobilização deste grupo para a criação de um projeto futuro, agora na Sardenha, onde possam continuar a interagir e a cooperar». Torna-se essencial «procurar novas alternativas e criar desafios para incentivar a fixação nas suas comunidades, para combater a desertificação dos territórios».
PARCERIAS
O projeto conta com o envolvimento de algumas organizações da Rede Animar, nomeadamente a ADCL – Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Locais, a Barafunda – Associação Juvenil de Cultura e Solidariedade e o Ecomuseu de Barroso, bem como a colaboração de organismos públicos como a Câmara Municipal de Montalegre, o IPDJ – Instituto Português do Desporto e da Juventude, o IDT – Instituto da Droga e da Toxicodependência e a CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44