A sede do Ecomuseu de Barroso, em Montalegre, recebeu uma demonstração dos instrumentos que vão compor a aprendizagem da recém-criada Escola de Música Tradicional do Larouco. Os professores fizeram uma jornada de apresentação nos diferentes ciclos de ensino do Agrupamento de Escolas Dr. Bento da Cruz. Segundo David Teixeira, vice-presidente do município, é mais «uma oportunidade de formação para os barrosões».
O concelho de Montalegre conta, a partir de agora, com um novo projeto: a Escola de Música Tradicional do Larouco (EMTL), cujo fim passa por promover o ensino da gaita-de-foles e precursão tradicional. A iniciativa nasceu de uma parceria entre a autarquia, a Academia de Artes de Chaves e o projeto Enraizarte. Numa fase inicial, o curso vai funcionar com três disciplinas nucleares: formação musical, classe conjunto e instrumento. Cada uma com duração de 90 minutos semanais que irá proporcionar um grau académico na área musical.
SONHO CONCRETIZADO
David Teixeira, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, refere que se «concretizou um sonho que, ao longo de vários anos, foi ganhando corpo» e o facto de esta apresentação decorrer na sede do Ecomuseu faz todo o sentido, uma vez que «faz parte da nossa identidade e das nossas origens». O autarca acredita que este género musical «está no ouvido dos barrosões».
MONTALEGRE É EXEMPLO
Para Marcelo Almeida, diretor da Academia de Artes de Chaves, Montalegre «é exemplo na forma de gerir e investir na cultura tradicional» por isso «abrir esta escola é, também, descentralizar para um local com muita tradição oral e musical». Em nome do Ecomuseu de Barroso, Gorete Carneiro, afirma que é uma «oportunidade única», sobretudo para «transmitir às novas gerações a identidade musical da nossa região».
Está marcada uma nova sessão de esclarecimento. Pré-inscrições dia 10 de outubro, pelas 15 horas, na sede do Ecomuseu de Barroso.