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Escuteiros – 15 anos em Montalegre
03 Outubro 2012
O agrupamento 1115 de escuteiros de Montalegre está a comemorar 15 anos de existência. Olegário Maldonado, chefe do grupo barrosão, em entrevista, recordou o nascimento da associação, fez uma análise do percurso e caraterizou a situação atual. Lembrou ainda que se trata de «um conjunto aberto, ligado à igreja pelas suas responsabilidades». Nessa linha, todo os interessados podem dirigir-se à sede, em Montalegre, para formalizar a entrada no movimento escutista.
Há uma quinzena de anos que o concelho de Montalegre conta com um agrupamento de escuteiros. De número 1115, Olegário Maldonado, chefe, evocou o nascimento e pessoas, como «o padre Amador e o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Montalegre», que, na época, impulsionaram a causa. O convite para ser dirigente surgiu porque «já sabiam que eu tinha sido escuteiro e dirigente no agrupamento 198 de Chaves». Ser «escuteiro dirigente é ter uma responsabilidade enorme». À nossa volta «temos sempre jovens que estão a fazer uma caminhada na educação do escutismo, uma educação informal, mas dentro daquilo que é exigido perante os diversos métodos pedagógicos que nós temos que lhes incutir».
«JÁ FOMOS MAIS»
Depois de agarrada a ideia, «fomos caminhando com formação, com reuniões, com trabalho extra para sensibilizar os alunos para criar este movimento». Ao fim de dois anos de formação, «com a ajuda dos nossos superiores, acabamos por legalizar o movimento, o agrupamento 1115». Este ficou ligado a uma rede que «é mundial». «Já fomos mais, neste momento o contingente é menor», afirmou Olegário Maldonado. Mas vai «sempre aparecendo gente nova e adulta com responsabilidades de levar o movimento para a frente, sendo sempre uteis à sociedade, tendo a convicção que nós, os adultos, estamos a ser úteis para os jovens que nos rodeiam».
«MAIOR DIFICULDADE
SÃO OS ADULTOS»
O agrupamento de escuteiros 1115 «é um grupo aberto, que está ligado à igreja pelas suas responsabilidades». Contudo, «também somos tolerantes em determinadas situações, criando sempre o espirito de que quem nos procura precisa de alguma coisa». Através da metodologia «que nós aplicamos, são orientados no sentido de serem melhores cidadãos e melhores escuteiros». Para ser escuteiro «tem que ter mais do que seis anos» e «é preciso fazer uma formação de adaptação, que percorre determinadas etapas, durante três meses». Passado esse tempo «vemos se tem condições e se quer, efetivamente, ser escuteiro». Às vezes acontece «que muitos querem ser por causa da farda que veem os outros usar» e «ser escuteiro não é isso». A formação e um agrupamento passa por quatro seções: os lobitos, os exploradores, pioneiros e caminheiros. Como qualquer outro movimento do interior, «a maior dificuldade são os adultos». Os mais velhos «são contactados, mas dizem não ter tempo, nem disponibilidade por este ou aquele motivo». Vivemos com «algumas dificuldades nesse ponto e estamos sempre na expetativa que apareça gente nova para fazer parte dos quadros». Pela carência de adultos, «não nos convém ter muitos mais jovens, porque não os conseguimos acompanhar». O crescimento em cada seção «deve ser acompanhado pelos adultos e esses devem ter formação para formar». O número de jovens ronda «a meia centena».
FUNCIONAMENTO
A sede, em Montalegre, localiza-se nas instalações da antiga escola do bairro. Olegário Maldonado salientou que «temos uma boa sede, com condições ótimas para fazer um bom trabalho». A equipa possui «um plano de atividades, feito anualmente, com a colaboração de todos os elementos do grupo». São «todas calendarizadas, tanto as do agrupamento, com as que a Junta Regional propõe». Todos os sábados, entre as 14 e as 16 horas, têm lugar reuniões. É nesse intervalo que os interessados se devem dirigir ao local.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44