-
Início
-
Transparência
-
Imprensa
-
Notícias da Autarquia
- Estrada "Montalegre-Chaves" com luz verde
Estrada 'Montalegre-Chaves' com luz verde
17 Julho 2017
Depois de oito anos de impasse, eis que está desbloqueado o dossier que envolve a construção da estrada que liga Montalegre ao limite do concelho de Chaves. Esta semana foi assinado, no salão nobre da autarquia, o chamado "Auto de Consignação" que dá luz verde ao início das obras. Um investimento de três milhões de euros que promete estar concluído dentro de ano e meio.
Chegou ao fim a burocracia que impedia o início das obras de beneficiação da Estrada Municipal 508, que liga a vila de Montalegre aos limites do concelho, com passagens pelas localidades de Meixedo, Gralhas, Solveira, Vilar de Perdizes e Meixide. Um investimento que teimava em não avançar e que agora chega a bom porto. A notícia deixa aliviado Orlando Alves, presidente da Câmara de Montalegre: «é um momento de alívio e de regozijo. Estamos a falar de um projeto que nasceu há oito anos e que eu tenho vindo a tratar mais diretamente há 27 meses. Só agora teve o seu término, materializado na assinatura do "Auto de Consignação". A partir de hoje a obra está entregue ao empreiteiro que tem um ano e meio para conclui-la».
PRESSÃO EM CHAVES
O autarca sublinha que estamos perante «um projeto importantíssimo» por que «toda a região ansiava há muito tempo». Uma obra que irá melhorar as acessibilidades do concelho e que irá «colocar pressão do lado de Chaves», no sentido de terminar «com o troço mais desqualificante de Portugal», assume Orlando Alves. O líder do município lembra que Montalegre «merece e precisa de uma boa acessibilidade». Nessa ótica, o edil faz questão de recordar que «a cidade de Chaves é a grande beneficiada» com os eventos desenvolvidos no concelho.
MUNICÍPIO SUPORTA TOTALIDADE DA OBRA
Os três milhões de euros que vão cobrir os custos da empreitada vão ser suportados na totalidade pelos cofres da autarquia. Um esforço significativo, esclarece Orlando Alves: «estamos perante um investimento de 2,9 milhões de euros, inteiramente por conta do orçamento municipal. É muito dinheiro! Não conseguimos um único cêntimo de auxílio de qualquer entidade. Quisemos candidatar a obra aos fundos comunitários mas todas as portas foram fechadas». Uma verba que irá dar outro impulso ao tecido económico da região, até porque vamos estar perante «uma estrada nova, desenvolvida no troço existente com alargamento da via e a construção de três pontes». Um trajeto, lamenta, que «não passa pela Ponte da Assureira dado que o município de Chaves não vai intervir». Orlando Alves compreende as razões do colega. Todavia, acredita que depois de estar completa a intervenção, «o autarca de Chaves vai querer pegar no assunto com a máxima urgência». Nessa altura, acrescenta, «a Câmara de Montalegre aparecerá para colocar a estrada no encaixe da "Ponte da Assureira"...por nós, a obra não pára!».
MANDATO FELIZ
Interrogado se esta vitória é a mais saborosa do mandato e se representa um dos momentos mais felizes da atividade política, Orlando Alves apesar de reconhecer a importância deste feito, prefere alavancar a felicidade para outros horizontes: «o meu mandato é feliz todos os dias... é feliz sempre que resolvo os problemas dos nossos munícipes... esta notícia representa um momento de alegria para mim, para o executivo municipal e para todos os barrosões, mas não é, seguramente, o que mais nos realiza ou deixa feliz».
OUTRAS QUESTÕES | PRESIDENTE RESPONDE
Gabinete de Imprensa (GI) - Esta tomada de posição da autarquia, em assumir todas as despesas, é uma espécie de "bofetada de luva branca" para o Governo?
Gabinete de Imprensa (GI) - Esta tomada de posição da autarquia, em assumir todas as despesas, é uma espécie de "bofetada de luva branca" para o Governo?
Presidente - Não se trata de dar "bofetadas" a ninguém. Trata-se de cumprir o nosso dever. Sendo uma das prioridades mais prementes para o território municipal, metemos mãos à obra, ombros à tarefa e vamos para a frente com este desígnio. Contudo...sentimo-nos injustiçados! Não faz sentido, ao longo de todos os quadros comunitários, ter-se investido tanto dinheiro na infraestruturação dos territórios e ter-se deixado este vazio, este estrangulamento na ligação de Montalegre ao Mundo...são as leis da politica! Mas o que hoje é assim, amanhã altera-se. E a Administração Central - aqueles que no Governo de Passos Coelho prepararam, em Bruxelas, o Quadro Comunitário vigente - esqueceu-se que havia ali uma ponte a pedir uma estrada. A estrada que retiraria o concelho de Montalegre do isolamento em que ficou.
GI - É um discurso de amargura...
Presidente - (interrompe)...sabe...eu cheguei numa altura que tudo mudou. O dinheiro escasseia. As vontades e os desígnios estabelecidos, pelo anterior Governo de Portugal com Bruxelas, cortaram sempre as pernas ao município de Montalegre de modo a beneficiar do apoio que todos os demais municípios beneficiaram em quadros comunitários anteriores e assim terem uma acessibilidade fácil e digna à rede nacional de itinerários principais e autoestradas.
GI - Como avalia o esforço financeiro da autarquia para esta obra?
Presidente - É um esforço terrível para a autarquia. É um investimento que vai condicionar a atividade municipal durante dois ou três anos. Há muitas obras que terão que ficar para trás, mas esta é a obra de todas as obras! É a "rainha" de todas as obras. É a obra que os barrosões reclamam há muitos anos. Vamos assim cumprir mais uma promessa. Cumprimos, sentimo-nos fortalecidos, com vontade de continuar, de aparecermos de "cara lavada" e de cabeça erguida aos barrosões. É isso que fazemos todos os dias.
GI - Qual o ponto de situação da outra parte...o que lhe tem dito o seu colega António Cabeleira, autarca de Chaves?
Presidente - O município de Chaves tem direito a ter a sua estratégia. Não cabe a mim comentar. O que posso dizer é que tenho sido insistente, de modo a que a ligação "Montalegre-Chaves" seja considerada intervenção prioritária por parte dos dois municípios. Curiosamente, a parte de Chaves é o ponto mais difícil e indigno que a estrada tem. Numa plataforma de atuação conjunta - harmoniosa e respeitadora pelas estratégias de cada executivo municipal - vamos ter no futuro, por parte de Chaves, uma atuação consertada e valorizadora da nossa pretensão. No final todos teremos a ganhar.
GI - Com os trabalhos concluídos, a ligação de Montalegre a Chaves irá encurtar quanto tempo?
Presidente - Não será muito significativo. O conforto da viagem e a preservação do património de cada um de nós (carro) é que devem ser destacados. O nosso carro é património. Vai haver ganhos ao nível dos chassis, motores, pneus, combustível, etc. Vamos ter uma estrada com uma plataforma de 11 metros que dá para percorrer com maior segurança e rapidez. Vão resultar alguns contratempos para os automobilistas. Sobretudo, para aqueles que todos os dias fazem este trajeto. Não é possível conciliar a intervenção com o comodismo que toda a gente reclama. É um sacrifício que vamos ter que fazer durante ano e meio. O troço alternativo terá que ser por Sarraquinhos e Pedrário, isto para quem não quiser estar sujeito a esperas ou aos contratempos de ter que passar com o carro em cima do pavimento térreo, com os inconvenientes do pó e outras coisas mais.
GI - O dossier "Ponte da Assureira" fica de lado?
Presidente - Por enquanto, fica. Lá iremos quando tivermos condições para poder seguir em frente em colaboração com o município de Chaves. Esta estrada é um compromisso eleitoral que vai ser honrado. Quase diria que é o último compromisso que está por fazer. Vamos ter uma acessibilidade digna a Montalegre, que sai reforçada como um destino turístico de eleição, que só será de eleição com a conclusão desta obra.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44