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Executivo presente na apanha da batata de semente
27 Setembro 2014
Está no terreno a apanha da batata de semente no concelho de Montalegre. Um tempo de recolha, fruto da campanha que está a ser levada a cabo pela Câmara Municipal com vista a injetar outro ânimo na produção da batata. Orlando Alves, presidente do município, diz que «valeu a pena todo este esforço» entre autarquia e agentes económicos.
Agora que o tempo dá sinais de melhoria, está em marcha o arranque da batata de semente, uma aposta da Câmara Municipal de Montalegre em cooperação com a Associação dos Criadores de Gado de Raça Barrosã (AATBAT), a Associação de Desenvolvimento Rural, Mútua de Seguros e Multi-Serviços e a Associação Mutualista. O presidente da autarquia, Orlando Alves, acompanhado pelo vice-presidente, David Teixeira, foi ao terreno (Aldeia Nova e Medeiros) observar esta fase de um projeto que promete dar espelho a um dos maiores emblemas do concelho. O líder da Câmara Municipal de Montalegre revelou satisfação: «gostei do que tenho visto. A situação é interessante. Vê-se que há aqui uma boa produção e que valeu a pena todo este esforço de o município emparceirar com os agentes económicos que estão no território e envolvê-los nesta dinâmica de procura de desígnios, caminhos e soluções para enfrentar as debilidades que a nossa terra, infelizmente, apresenta».
ESCOAMENTO GARANTIDO PARA TODA A PRODUÇÃO
Nesta linha, Orlando Alves alerta para o enorme potencial que existe no país e que não tem sido aproveitado pelos portugueses. A crítica é sustentada em factos: «temos água que os chineses aproveitaram para a transformar em notas de 500 euros; temos propriedades agrícolas que temos que saber transformá-las em riqueza e temos muito monte que tem que ser aproveitado para a criação de pequenos ruminantes... é nisto que estamos empenhados».
Embalado, Orlando Alves deixa a garantia que toda a produção tem escoamento garantido: «temos soluções para a nossa terra. Esta é uma delas. O escoamento de toda a produção está garantido. Ninguém se assuste com a história de pensar que aquilo que fazemos ninguém o quer. O que nós fazemos e produzimos tem qualidade e toda a gente o quer».
«VAMOS À GUERRA!»
Bandeira do mandato, a recuperação do fulgor da batata de semente de Montalegre é missão para continuar, afirma o presidente Orlando Alves: «temos que ter fé e esperança! Vamos à guerra, vamos à luta, vamos ao combate! Se formos a combate ganhamos! Se cruzarmos os braços, perdemos os combates todos». Um discurso de fortaleza que contrasta com a dependência económica do país: «temos que ter consciência que o país importa, todos os anos, milhares e milhares de toneladas de batata de semente e de consumo. Se temos as terras a monte e sabendo que podem contribuir para o PIB (Produto Interno Bruto) e para a economia do país, é só uma questão de haver boa vontade e de as pessoas se envolverem nesta atividade».
ÍNDICES DE PRODUTIVIDADE ACEITÁVEIS
O técnico Nuno Reis é o rosto do acompanhamento do projeto. O diálogo mantido com o executivo é permanente. Para Nuno Reis «apesar do ano não ter sido muito benéfico, devido às condições climatéricas que provocaram algumas doenças, nomeadamente o míldio, em termos de índices de produtividade foi bastante aceitável». A próxima fase «tem a ver com o processo de certificação». Em cada campo «será colhida uma amostra que depois irá para Lisboa para ser analisada». O técnico agrícola acentua que nos próximos dias «iremos concluir o processo de arranque da batata». Nuno Reis continua: «as batatas irão ser levadas para um armazém onde será feita a sua conservação». Posto isto, a batata «será calibrada e escolhida para eliminar alguma batata que não esteja nas melhores condições e retirar aquela batata que seja um pouco grande e que ultrapasse os calibres da batata de semente». No final do ano «devem chegar os resultados da certificação», rematou.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44