Foi inaugurada na sede do Ecomuseu de Barroso, Montalegre, uma exposição evocativa da I Guerra Mundial (1914-1918) que integra algum armamento, equipamento e fardamento utilizados no conflito armado. Uma aposta que resulta de uma ação que está a ser promovida pelo Regimento de Infantaria 19 (Chaves). A sessão contou com a presença, entre outros, do presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves.
A exposição conta a história de um dos acontecimentos mais terríveis da humanidade onde Portugal participou a partir de 1916. Falamos de um conflito bélico agora retratado num leque de documentos que foram cuidadosamente observados pelo presidente da autarquia de Montalegre. Orlando Alves explicou que «é sempre importante evocar o trágico acontecimento que foi a I Guerra Mundial e que deixou múltiplas sequelas». Para o edil barrosão, esta evocação deve servir «para aprendermos com os erros do passado e evitar que algo de tão mau possa voltar a acontecer». Sobre os acontecimentos mundiais recentes, o autarca considerou ainda que «as disputas religiosas, nomeadamente as islamistas, podem originar uma guerra para a humanidade».
HOMENAGEM AOS BARROSÕES
O comandante do RI 19, Armando Ramos, frisou que esta exposição «é uma homenagem a todos os montalegrenses que participaram na I Grande Guerra». No que concerne à exibição desta mostra, o responsável máximo do regimento salientou que «é possível perceber a forma ligeira como estávam equipados os nossos militares», ao mesmo tempo que acentuou «a grande alma e o grande espírito de sacrifício para conseguirem combater nas condições que eram oferecidas naquela época».
Nuno Rodrigues, em nome do Ecomuseu de Barroso, declarou que nesta iniciativa «está retratada a forma violenta como decorreu a Grande Guerra», sendo uma ótima oportunidade para a mesma ter visibilidade junto dos «alunos do concelho».