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Fafião - Fumeiro e Matança do Porco 2012
10 Janeiro 2012
A Associação de Desenvolvimento de Fafião "Vezeira" realizou, pelo segundo ano consecutivo, a tradicional matança do porco. A pacata aldeia do concelho de Montalegre foi invadida por cerca de centena e meia de pessoas que quiseram acompanhar de perto a iniciativa. Fernando Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal, esteve presente no evento que adjetiva como «atrativo para a aldeia» sendo «mais uma prova dada por um grupo de grande empenho e dinamismo».
A matança tradicional do porco na aldeia de Fafião, concelho de Montalegre, viu cumprida a segunda edição. Em moldes diferentes da anterior, condicionada pelo mau tempo, promoveu a aldeia, as tradições e os produtos locais. Bem cedo, pela manhã, foram mortos quatro porcos. Estes foram colocados, estrategicamente, em vários pontos de referência da aldeia. Em quatro locais distintos, mas próximos, foi recriada a tradição de chamuscar o porco com carqueja. Depois deste processo, teve lugar a lavagem e de seguida o animal foi aberto. Todos estes passos contaram com o olhar atento dos turistas, que muito se encantaram com a ação. Desta forma, as pessoas circularam pela aldeia e conseguiram um melhor conhecimento do espaço.
DINAMIZAÇÃO TURÍSTICA
Fernando Rodrigues, Presidente da Câmara de Montalegre, olha para a organização "Vezeira" como «um grupo com grande empenho», com «grande dinamismo», que tem «vindo a realizar uma série de iniciativas culturais» que promovem «a dinamização turística desta linda região do Baixo Barroso». A aldeia de Fafião «tem uma série de trilhos lindíssimos», acrescenta. Sem se deter, lamenta «muita gente do concelho não conheça estas paisagens». Muitas vezes «têm mais interesse os de fora, do que nós próprios», menciona.
«ATRATIVO PARA A ALDEIA»
A matança do porco «é um atrativo para a aldeia», afirma Fernando Rodrigues. Já faz parte «do calendário cultural». Nesse sentido, espera que «no próximo ano já seja possível ter aqui instalações para receber os turistas» e «mostrar o património cultural da região». O objetivo é «ir ao encontro da historia e memória desta terra característica», que faz «transição entre Trás-os-Montes e o Minho», explica. Falamos assim de um novo pólo do Ecomuseu de Barroso.
ECOMUSEU EM FAFIÃO
O lugar barrosão vai ter uma das artérias do Ecomuseu. Nesse contexto, Fernando Rodrigues conta que «foi comprado um espaço para recuperar», que vai «ser, certamente, um projeto muito bonito». Ato contínuo, salienta que «vai ser perpetuada a memória no espaço do museu». Fafião tem «caraterísticas muito únicas», partilha. Nessa linha, «podemos tirar proveitos do ambiente e natureza, atrativos fortes». Esses elementos, «bem aproveitados podem desencadear emprego, economia e desenvolvimento».
DEFESA DA IDENTIDADE
«Quer o nome “Vezeira”, quer a própria associação nos merecem todo o respeito» pelo trabalho que têm desenvolvido «pela defesa da identidade do nosso concelho», afiança David Teixeira, diretor do Ecomuseu de Barroso. No seu entender, «está afirmada a dinâmica da organização». Neste conjunto estão criadas condições para o “nascimento” de mais um pólo do “museu vivo”. Fafião «faz-nos sentir o desafio da montanha, da serra», comenta. Nesse contexto, o pólo vai «apoiar e dar um incentivo ao património natural, por explorar e que as pessoas têm desejo de conhecer».
«VENHAM, GOSTEM E REGRESSEM»
Em jeito de balanço, Linho Pereira, presidente da “Vezeira”, recusa falar em «sucesso da atividade». De facto «correu muito bem», mas «o sucesso é da aldeia e da região». As pessoas «gostam de vir cá, participar neste tipo de eventos» e é por isso «que nós trabalhamos todos os dias», atesta. O empenho constante «é para que as pessoas venham, gostem e regressem». Nesse sentido, conseguem «levar o nome de Fafião nas suas mentes».
«TASQUINHAS DE DIVULGAÇÃO»
Este ano «optámos por fazer umas tasquinhas para divulgação dos produtos regionais», explica o presidente da associação local. Uma vez que «era certo estar bom tempo», foi tomada a decisão de «mostrar e divulgar o que é nosso». Dessa ideia resultou a aquisição, por parte dos visitantes, de muitos produtos locais. O mel, as compotas, os derivados do porco e também os licores «encheram o olho» dos participantes.
«SUCESSO BEBÉ»
O pólo do Ecomuseu em Fafião «foi uma luta» e é «o nosso sucesso bebé», garante Lino Pereira. Foi por «esse sonho que lutámos» e «nessa base que nós criámos a nossa associação». «Queríamos mostrar a quem tem poder» que «nós temos força». Com o Ecomuseu «cá ainda vamos ser mais fortes». O espaço vais ser «a ajuda mãe da aldeia», conclui.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44