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Feira de Nanterre 2013 - A mais concorrida de sempre!
A Câmara de Montalegre esteve em peso na feira de Nanterre no passado fim de semana e decorreu nos moldes dos anos anteriores. Teve a participação dos Municípios e de empresas portuguesas na exposição e venda de produtos e animação com fado, folclore, baile e muito convívio. Como de costume também, no domingo, a Câmara de Montalegre juntou os barrosões num convívio com presunto, centeio e vinho. Um dos momentos que merece grande atenção de todos é o encerramento marcado pelos discursos do Maire de Nanterre e pelos representantes dos municípios.
Emigrantes contentes mas os barrosões de "alma cheia".
E, de entre as intervenções, sobressai, como sempre, a do presidente Fernando Rodrigues. Fernando Rodrigues goza do privilégio de falar em último lugar por ser o mais antigo da feira, mas o seu discurso é muito aguardado por todos porque já é hábito galvanizar os emigrantes. E, mais uma vez cumpriu com as expetativas, tendo sido várias vezes interrompido pelos aplausos do público que não cabia no grande salão do espaço Chevreul.
Fernando Rodrigues falou para todos os emigrantes e todos se sentiram mais portugueses, mas os barrosões, esses, ficaram de "alma cheia" com as palavras do presidente.
Logo no arranque marcou o tom ao exclamar: "Que grande festa, que linda festa, que bonita festa para podermos todos dizer a uma só voz: viva a França!, viva Portugal!"
E a atenção estava concentrada para agradecer à organização mas sobretudo, para elogiar o maire de Nanterre. "Agradecer ao maire de Nanterre, ao político, mas sobretudo ao amigo, ao homem humano, simpático, prestável e atencioso, ao amigo de Portugal e dos portugueses. Bem haja pelo acolhimento e pelo carinho com que trata os portugueses".
"Os nossos emigrantes não esquecem a terra onde nasceram, a terra que trazem no coração!"
Mais adiante Fernando Rodrigues saudou os emigrantes e disse: "Trago-vos um abraço de amizade, da família, dos amigos, da gente, para matar saudade da terra, da aldeia, da casa porque sei que a nossa casa, a nossa terra pode ser pobre, mas é a melhor do mundo e sei que os emigrantes nunca esquecem a sua terra, a terra que trazem no coração!"
"Podemos fazer muito, mas nunca pagamos o que eles fizeram por Portugal e pelos portugueses!"
O edil falou das dificuldades do país e salientou o contributo dos emigrantes para a economia e as finanças públicas assegurando que lhe devemos muito, para rematar: "podemos fazer muito, mas nunca pagamos o que eles fizeram por Portugal e pelos portugueses!"
Grândola Vila Morena para a Senhora Merkel e "Liberdade, Igualdade e Fraternidade para a Europa!"
Este ano mereceu severa crística a política europeia liderada pela Alemanha. Fernando Rodrigues numa critica direta aos dirigentes europeus que estão a castigar os países pobres, disse que os portugueses em Portugal são como os emigrantes e que também trabalham, são cumpridores, são austeros – somos pobres mas queremos ser respeitados, não queremos ser humilhados nem admitimos que continuem a destruir a Europa. E foi direto à Alemanha dizendo que lhe devíamos cantar a Grândola Vila Morena para saberem que o povo é quem mais ordena e que "alguns loucos que governam a Europa deviam vir aqui à Bastilha para compreenderem o que a França legou à Europa com os valores da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade!"
"Devemos inspirar-nos nos mais velhos"
O presidente de Montalegre dedicou parte do seu discurso aos mais jovens a quem pediu para protestarem, para reclamarem, para exigirem o direito a um futuro melhor, mas, ao mesmo tempo disse que podemos ter esperança se nos inspirarmos nos mais velhos. "Olhai para os vossos pais, para os vossos avós, vejam o que eles passaram para chegar aqui, tanta dificuldade, tanto sacrifício, às vezes pobreza e miséria, e conseguiram! Venceram! E tiveram sucesso! Olhai para eles, com muito respeito e aprendei. Porque isso tem de nos dar orgulho e força para nós conseguirmos também!"
"Governo devia olhar mais para os emigrantes porque são os melhores embaixadores que Portugal tem no mundo!"
Acabou o discurso pedindo força e alento a todos e com críticas ao governo porque devia olhar mais para os emigrantes e compreender melhor o contributo que dão para o desenvolvimento do país, não só pelas remessas financeiras e pelo dinamismo económico que geram nas zonas do interior, mas pela projeção do nome de Portugal no mundo. "Os nossos emigrantes são os melhores que há em qualquer parte do mundo. Respeitadores e respeitados e são, por isso, os melhores embaixadores de Portugal no mundo!"