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Futuro das portas do parque 'Gerês-Xurés' em análise
26 Fevereiro 2014
Teve lugar, na sede do Ecomuseu de Barroso, uma reunião de trabalho no âmbito do projeto de gestão das portas do parque transfronteiriço "Gerês-Xurés", encargo da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho. Esta ação visou encontrar um modelo de gestão para todas as portas do parque, de modo a alcançar maior visibilidade e projeção no mercado nacional e internacional. David Teixeira, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, afirmou que «os responsáveis pela gestão do parque estão a chegar à conclusão que têm que unir esforços e desenvolver estratégias para promover o território».
O Ecomuseu de Barroso acolheu uma reunião que teve como objetivo discutir um projeto de gestão para as portas do parque transfronteiriço "Gerês-Xurés", da responsabilidade da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho. Esta sessão juntou à mesa David Teixeira, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Nuno Rodrigues, em representação do Ecomuseu de Barroso, e Paulo Valadas de Castro, responsável pelo projeto. Para o autarca de Barroso, o momento «é de consciência da necessidade de unir esforços e desenvolver algumas estratégias para promover o território». Nessa linha, lembrou que «temos aqui uma mina e uma pérola preciosa que, até hoje, não foi desenvolvida, nem mostrada convenientemente». Para David Teixeira, «os municípios estão presos de pés e mãos para desenvolverem atividades dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG)» porque o Instituto de Conservação da Natureza e Floresta (ICNF) «tem a tutela deste território». Todavia, «se o PNPG não se preocupa com as pessoas, que são quem fazem e preservação da fauna e flora e quem alimenta o sonho de uma reserva da biosfera com qualidade, esse projeto tem que ser agarrado pelos municípios», defendeu.
«MONTALEGRE É EXEMPLO»
O Município de Montalegre «é um exemplo», assegurou David Teixeira. Em retrospetiva, recordou que «a autarquia deu um grande passo na criação de um Ecomuseu» e lembrou que «em países mais desenvolvidos os Ecomuseus são projetos dos parques, que primam pela defesa da natureza e do património natural». O concelho de Montalegre «sempre revelou ter uma sensibilidade diferente, por isso foi e é copiado nalgumas decisões». No entanto, ciente do panorama, assumiu que «é preciso fazer muito mais». Esta gestão conjunta das portas «volta a trazer à luz do dia uma discussão que é preciso ter com as instituições», alertou. Num momento em que «se define o novo quadro comunitário, tem que ser dito, claramente, que é preciso cativar um conjunto de verbas específicas para territórios com valor ecológico acrescentado, para que este continue a afirmar-se como um destino turístico, mas com maior capacidade de atração e, sobretudo, para que municípios pequenos, como o nosso, consigam assentar a sua estratégia de desenvolvimento na preservação do seu património natural», ressalvou.
«ACEITAÇÃO POSITIVA»
Montalegre é «o terceiro município abordado e até ao momento a aceitação das autarquias tem sido positiva», mencionou Paulo Valadas de Castro. Antes destas abordagens, «foi feito um trabalho de caraterização e diagnóstico das cinco portas para se perceber o que é importante fazer-se em comum sem se perder a individualidade». O objetivo «é que sejam capazes de encontrar aquilo que vão ter em comum do ponto de vista da capacidade de cada um, por exemplo uma revista anual de atividades com as atividades de cada porta durante as quatro estações», explicou. Se houver «boa recetividade à proposta por parte dos municípios, até maio teremos o protocolo e até junho temos pronto o primeiro plano de ação da rede para 2014/2015», concluiu.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44