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Futuro do PNPG discutido no Ecomuseu de Barroso
13 Outubro 2014
No seguimento dos trabalhos realizados na primeira reunião do "Fórum Permanente de Turismo Sustentável", feita em Setembro na vila de Montalegre, as temáticas voltaram a ser discutidas pelos membros do Fórum pertencentes aos municípios que integram o território CETS do PNPG. O encontro acontece na sede do Ecomuseu de Barroso onde marcou presença um número apreciável de agentes locais.
Montalegre acolheu a última das cinco reuniões agendadas, que apareceu no seguimento dos trabalhos realizados na primeira reunião do Fórum Permanente do Turismo Sustentável que teve lugar em Montalegre, no passado 8 de setembro. Um encontro dirigido aos membros do Fórum pertencentes aos municípios que integram o território CETS (Carta Europeia de Turismo Sustentável) do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG). Por outras palavras, foram convocados todos os agentes públicos e privados do setor do turismo (e/ou com interesse nesta matéria) dos municípios de Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Montalegre (alojamento, restauração, animação, pontos de venda, produtores agrícolas, artesanato, associações socio culturais, etc.).
A reunião teve por missão identificar as linhas de atuação prioritárias para o futuro plano de ação da CETS do PNPG. Tratou-se de sinalizar as linhas de atuação que irão potenciar os fatores positivos e aquelas que irão diminuir os fatores negativos identificados e validados na primeira reunião do Fórum.
TRABALHO EM REDE
Ideia forte do grupo de trabalho é avançar para um trabalho «em rede» de forma a potenciar o que existe de bom e corrigir o que trava o desenvolvimento de um território que gira, em grande parte, em torno de uma marca reconhecida como é o PNPG. Sofia Alves, uma das oradoras em representação da empresa Ponto Natura, referiu que estivemos perante «uma reunião territorial» onde foi solicitado às pessoas para se «organizarem em grupos temáticos (alojamento, restauração, animação turística...) e identificarem os pontos positivos e negativos». Após este trabalho, «juntaram-se todas as conclusões dos diferentes grupos temáticos e, com isto, foram realizadas as reuniões territoriais». Aqui também se pediu que «identificassem possíveis soluções que permitam aproveitar os pontos positivos e resolver os pontos negativos». «Tivemos um grupo considerável de pessoas, agentes do território, económicos, que identificaram um conjunto de caminhos para seguir», reforçou.
PNPG: MARCA QUE VENDE
Nuno Rodrigues, em nome do Ecomuseu de Barroso, destacou a importância do encontro de modo a potenciar a marca PNPG: «o Ecomuseu de Barroso e o município de Montalegre fazem parte do grupo de trabalho da CETS (Carta Europeia de Turismo Sustentável). Foi aqui realizada a primeira reunião do Fórum Permanente do Turismo Sustentável, onde foram abordadas muitas temáticas deste projeto. Houve bastante participação por parte das populações locais, onde tiveram oportunidade de colocar os seus problemas e dar ideias para o futuro do concelho e do Gerês». Sem se deter, continuou: «o PNPG é uma marca que vende e que nós temos que aproveitar para promover ainda mais a nossa região. Está em jogo muito do futuro da nossa região. Em conjunto com todos os atores deste projeto, devemos corrigir as falhas e potenciar esta magnífica marca que é o PNPG».
REUNIÕES
Arcos de Valdevez - 3 outubro (9h30) - Porta do Mezio
Melgaço - 3 outubro (15h00) - Salão Nobre dos Paços do Concelho
Terras de Bouro - 9 outubro (15h00) - Salão Nobre do Município
Ponte da Barca - 10 outubro (9h00) - Sala de reuniões dos Paços do Concelho
MONTALEGRE - 10 outubro (15h00) - Ecomuseu do Barroso
CETS PNPG
A candidatura à Carta Europeia de Turismo Sustentável do PNPG integra o território constituído pelos municípios de Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro, o qual abrange cinco Áreas Protegidas e Classificadas. Para que o Parque Nacional da Peneda Gerês seja novamente galardoado com a Carta Europeia de Turismo Sustentável, os parceiros institucionais do território e os agentes económicos e sociais ligados ao setor do turismo, deverão trabalhar em conjunto para o desenvolvimento dos princípios de sustentabilidade da CETS. Para o efeito é necessário:
- Reativar o processo de participação pública durante a elaboração da candidatura que deverá perdurar ao longo dos cinco anos da vigência da CETS, através da criação de estruturas participativas permanentes que colaboram na discussão e validação das diferentes fases da CETS, mais especificamente uma Equipa Técnica de Projeto e um Fórum Permanente Turismo Sustentável;
- Elaborar um dossier de candidatura, que consta de um formulário de candidatura, uma caraterização e diagnóstico do território, uma estratégia e objetivos para o desenvolvimento turístico sustentável a cinco anos e o respetivo plano de ação.
Cada candidatura é objeto de uma verificação que é realizada por um auditor externo nomeado pela Federação EUROPARC. Após visita de dois dias ao território, o verificador nomeado elabora um relatório para o Comité de Avaliação da CETS que decide e propõe ao Conselho Diretivo da Federação a outorga do galardão. A CETS é renovável cada 5 anos através da apresentação de uma reavaliação. No caso do PNPG, a renovação deveria ter tido lugar no ano de 2011, no entanto, diferentes constrangimentos atrasaram o processo pelo que, dado o atraso, metodologicamente a opção mais vantajosa é a apresentação de uma nova candidatura. No entanto, mantém-se entre os objetivos a realização de uma avaliação do processo anterior.
O processo da Carta Europeia de Turismo Sustentável no território do PNPG não culminará com a apresentação da candidatura à Federação EUROPARC, muito pelo contrário, a partir desse momento iniciar-se-á a segunda fase deste processo, onde será necessário manter ativas as estruturas participativas constituídas, permitindo um acompanhamento e monitorização contínua da implementação do Plano de Ação proposto. Passados os cinco anos de implementação deste segundo Plano de Ação, se for do interesse de todos os atores locais implicados no processo renovar-se-á a Carta, elaborando-se uma nova Estratégia e respetivo Plano de Ação por mais cinco anos.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44