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Galego Délio Fernández triunfa no Larouco
01 Agosto 2015
Pelo segundo ano consecutivo, a serra do Larouco acolheu um final de etapa da Volta a Portugal em bicicleta. Tal como no ano anterior, voltou a ser um espanhol (Délio Fernández) a vencer no alto da serra do Larouco. Também como no ano passado, Gustavo Veloso conquistou a tão desejada "camisola amarela". Uma jornada de alto relevo desportivo, com o São Pedro a ajudar, que possibilitou que o helicóptero da RTP mostrasse ao Mundo os "trunfos" da beleza do concelho de Montalegre.
Os ciclistas galegos continuam a dominar a serra do Larouco, um dos emblemas do concelho de Montalegre. Se no ano passado, em jornada de estreia, o espanhol David Belda (Burgos/BH) venceu, este ano a segunda etapa da Volta a Portugal em bicicleta, que ligou Macedo de Cavaleiros ao alto da serra do Larouco, foi conquistada pelo galego Délio Fernández que levou a melhor, nos metros finais, ao estoico José Gonçalves que tem revelado muita competência. Por outro lado, o compatriota e companheiro de equipa na W52-Quinta da Lixa, Gustavo Veloso, terminou em terceiro lugar, a seis segundos, mas saltou imediatamente para o comando da classificação, tal como sucedeu o ano passado.
RETA FINAL DECISIVA
Depois desta síntese, referir que estamos a falar de uma etapa com 175,6 quilómetros que ligou Macedo de Cavaleiros ao alto da serra do Larouco. Indiferentes ao perigo que espreitava bem mais à frente, o camisola da montanha Bruno Silva (LA-Antarte), apostado em defender a sua liderança, Fernando Grijalba (Caja Rural), Coen Vermeltfoort (Join's-De Rijke), Georg Loex (Team Stuttgart) e Stef Van Zummeren (Verandas Willems) saltaram para a frente de corrida nos primeiros quilómetros, ultrapassando, isolados, as contagens de Vilar do Ouro (3.ª), Covas de Barroso (2.ª) e Virtelo (3.ª), com a complacência da W52-Quinta da Lixa. Na aproximação a Montalegre, a mancha na frente do pelotão tornou-se amarela florescente, a cor da Efapel, e a vantagem dos aventureiros do dia, que chegou a ser de 05.40 minutos, decaiu abruptamente, desaparecendo a 15 quilómetros da meta, situada a 1.525 metros de altitude e coincidente com uma contagem de primeira categoria. Foi sem sinal do alerta amarelo -- só o vento, forte, marcou presença - que os ciclistas da 77.ª Volta a Portugal iniciaram os 9,3 quilómetros de escalada até ao Larouco, um longo ziguezaguear com uma pendente média de 5,6%, um desnível de 550 metros e uma inclinação máxima a rondar os 10%. A primeira aceleração coube à equipa de Veloso, o primeiro eliminado foi o camisola amarela Gaetan Bille (Verandas Willems), que perdeu o contacto a três quilómetros do alto, o primeiro ataque foi de Marcos Garcia (Louletano-Ray Just Energy), que rapidamente ganhou uma vantagem que só um ataque explosivo de José Gonçalves (Caja Rural), prontamente seguido por Delio Fernández, conseguiu anular. O português e o galego entraram juntos no último quilómetro, com Fernández a ter mais resistência nos últimos 200 metros para arrancar rumo à vitória, concretizada em 05:00.10 horas, deixando o português da Caja Rural a um segundo e Veloso a seis, tal como Jóni Brandão (Efapel). Amaro Antunes (LA-Antarte) e Alejandro Marque (Efapel) demoraram mais dois segundos do que o novo amarela, com Ricardo Mestre (Team Tavira) a perder sete e Rui Sousa (Rádio Popular-Boavista) a ser o mais prejudicado, ao ceder 19 segundos para o dorsal "1". O Larouco tornou o top-10 da Volta a Portugal um assunto de português, com seis representantes nacionais depois de Veloso e Fernández: Gonçalves, que é terceiro a cinco segundos, o seu companheiro Ricardo Vilela, Antunes, Brandão, Sérgio Sousa e Hernâni Broco (LA-Antarte) e Ricardo Mestre, com a última posição dos dez a ser ocupada por Marque.
AJUDA DO SÃO PEDRO
Contra todas as expetativas, o São Pedro esteve ao lado da etapa. Um trajeto, superior a 175 quilómetros, que começou com chuva mas que terminou com um quadro aceitável, muito longe do vendaval do ano passado. O facto encheu de satisfação o presidente da Câmara de Montalegre: «este ano tivemos a sorte de ter um tempo razoável. Se considerarmos que a Volta a Portugal, tal como outras do Mundo são essencialmente jornadas de promoção turística das terras por onde passam, então esta etapa foi coroada de êxito e de muito sucesso». O autarca destacou ainda a mais valia dos meios utilizados pela RTP na transmissão da emissão: «tivemos a possibilidade de ver o helicóptero a filmar o nosso território e a fazer a divulgação da diversidade paisagística da nossa terra e isso aguça o apetite de muita gente para voltar».
PARABÉNS AO CONCELHO
Orlando Alves aproveitou para confessar o rol de elogios que foi escutando ao longo do dia, referentes ao impacto paisagístico do concelho: «quero dizer que toda a organização e todos aqueles que, de longe, vieram aqui pela primeira vez, muitos me disseram "parabéns pela terra linda que tem". Muita gente, sobretudo da vasta equipa da RTP, me felicitou pela beleza do concelho, pela forma como foram acolhidos e pela excelente gastronomia. Isto deixa-me muito satisfeito, pressupõe que as gentes da terra se aprimoraram para receberem condignamente toda a equipa que aqui se instalou. Espero que no próximo ano possam estar cá novamente».
TEM A PALAVRA
Joaquim Gomes - Diretor da Volta a Portugal em Bicicleta
«Durante toda a semana estivemos em suspense porque as condições meteorológicas não deixavam adivinhar o melhor. De qualquer maneira não se previa o temporal do ano passado. Enquanto diretor desta organização foi bom ver as imagens da última hora de corrida. Foi fantástico o trabalho que a RTP fez. Isto é serviço público! Passaram imagens do melhor que o nosso país tem para oferecer. Espero que a equipa que lidera a autarquia de Montalegre esteja extremamente satisfeita. No ano passado isso foi defraudado pelo mau tempo. A nível desportivo não foi surpresa, as dificuldades deste território, particularmente do segundo ponto mais alto de Portugal Continental, promoveram mais uma alteração na tabela classificativa com a mudança da camisola amarela. É importante para despertar o interesse desportivo da prova. Os dados estão lançados: Montalegre e o Larouco já são palcos míticos da Volta a Portugal. É preciso dar-lhe continuidade. Já ninguém vos livra de pertencerem à história deste evento que está prestes a concluir 90 anos de idade».
David Teixeira - Vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre
«Desta vez o Larouco conseguiu brilhar. Cada um dos que tiveram a coragem de subir, sem medo da chuva, percebeu que vale a pena subir a este miradouro privilegiado. Conseguimos reunir aqui irmãos da Galiza. Conseguimos realizar o sonho de termos a Volta em direto na RTP1. O nosso reconhecimento para todos aqueles que fizeram com que esta prova fosse possível. Nas imagens percebemos que na estrada estava muita gente a reconhecer o esforço destes atletas. O sonho de vermos esta serra como o santuário dos desportos de montanha, começa a ganhar forma. É uma aposta ganha, é uma aposta para continuar».
Fátima Fernandes - Vereadora da Ação Social da Câmara Municipal de Montalegre
«O São Pedro teve pena dos ciclistas e de todas as pessoas que muito trabalharam nesta organização para nos oferecerem um espetáculo com tanta qualidade. Foi benevolente e contra todas as expetativas presenteou-nos com o bom tempo, embora um pouco ventoso mas já faz parte das caraterísticas do nosso Larouco que tem que mostrar a sua identidade».
Acácio da Silva - Antigo atleta profissional, natural de Montalegre
«Foi muito bom. Tivemos sorte com o tempo mas houve muita gente que teve medo de subir. É bonito, fantástico e é sempre um prazer estar aqui».
Delmino Pereira - Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo
«Este ano conseguimos desfrutar de umas paisagens maravilhosas que deliciaram todos os que estiveram a ver a transmissão em direto da RTP 1. Apesar de ainda haver um cheirinho de chuva e vento, o objetivo foi atingido na totalidade. Paralelamente tivemos uma bela jornada de ciclismo. Foi o primeiro grande embate. Uma chegada difícil, seletiva, onde se posicionaram os grandes candidatos a vencerem este ano a Volta a Portugal. Montalegre e toda a região do Alto Tâmega são claramente uma mais valia para o ciclismo e para a Volta a Portugal».
Aurora Cunha - Antiga atleta profissional
«Foi um espetáculo magnífico este ano. Mais uma vez, Montalegre está de parabéns e o ciclismo também. Foi aqui que aconteceu a mudança da camisola amarela. É um orgulho. Parabéns a todos, sobretudo aos ciclistas».
Délio Fernandez - Vencedor da etapa (Macedo de Cavaleiros/Serra do Larouco)
«O objetivo era não perder tempo e protegermos o nosso líder, Gustavo Veloso. Foi um final muito exigente. Guardei algumas forças para conseguir aguentar os últimos metros. Estou muito contente por mim e pela equipa».
Gustávo Veloso - Novo "Camisola Amarela"
«A Volta tinha uma dívida para com o Délio, depois da grande prestação que ele teve em 2014. Ele merecia esta vitória, que é ainda mais importante por ser numa etapa especial como esta, aqui bem perto de casa».
MONTALEGRE - Etapa da Volta a Portugal em bicicleta 2015
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44