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Gás natural chega a Montalegre | 3 milhões de investimento
21 Julho 2017
Dia histórico no concelho de Montalegre com a chegada do gás natural. O lançamento da primeira pedra traduz um investimento que ronda os três milhões de euros. Se tudo correr como o previsto, em 2018 entra nas casas dos barrosões.
Está lançada a primeira pedra e, com isso, o princípio formal das obras de construção da Unidade Autónoma de Gaseificação – UAG, estrutura fundamental para a distribuição de gás natural no concelho de Montalegre. Uma jornada, iniciada nos Paços do Concelho, onde foi apresentado o projeto. Em nome do município, o presidente Orlando Alves exibiu grande conhecimento sobre a nova forma de energia, que considerou fechar o ciclo de enriquecimento do concelho: «depois da hídrica, eólica e solar, o gás natural vem fechar o setor de maior relevância do concelho de Montalegre: a produção da energia». De lembrar que Montalegre vinha a lutar por este investimento há já alguns anos. Trata-se de uma outra forma de energia que vem melhorar as condições de vida dos residentes e fortalecer a economia, designadamente as empresas que já ajudam o concelho, que aqui geram riqueza e fixam população, sem prejudicar a marca, como autarquia que valoriza a natureza e protege o ambiente.
CONCELHO VERDE
O autarca não escondeu a satisfação por este momento histórico: «é um sentimento de dever cumprido. Esta aposta posiciona Montalegre como um concelho verdadeiramente verde. Um concelho que adota as melhores politicas de defesa e preservação do ambiente. A par do que acontece com a produção de energia hídrica, eólica e solar, termos agora uma empresa privada que investe num sistema de distribuição de gás natural - ambientalmente puro e economicamente mais vantajoso para as famílias - isto deixa-nos numa posição de muito conforto e modernidade. É uma porta aberta para um futuro melhor». Orlando Alves destacou a importância do investimento que coloca o concelho no «comboio do progresso e da modernidade». Um comboio, sublinha o presidente, que «terá que levar todos os seres pensantes à defesa do ambiente e na preservação da vida no planeta Terra».
ENERGIA MAIS ECONÓMICA E LIMPA
Coube a Armando Moreira, presidente do conselho de administração da Dourogás - grupo de empresas a que pertence a Sonorgás, S.A. e a quem foi concedida pelo Governo, em concurso público, a licença de distribuição desta energia - a tarefa de explicar à plateia as caraterísticas do projeto. O antigo presidente da Câmara de Vila Real falou da felicidade pelo momento vivido ao mesmo tempo que recordou os tempos de autarca onde pugnou pela vinda deste tipo de energia para o interior, comparando mesmo a sua chegada com a da eletricidade, do telefone ou da água canalizada: «o gás natural é a energia mais económica e limpa. O seu preço é muito reduzido quando comparado com todas as alternativas, melhora os custos de produção e aumenta, por essa via, a competitividade das empresas. É um considerável apoio ao desenvolvimento regional e a todos os que aqui vivem». Além de evidenciar as qualidades técnicas do gás natural, valorizou, também, os seus aspetos ecológicos, já que reduz a emissão de poluentes, por se tratar do combustível fóssil mais limpo. Ao mesmo tempo, foi dito que oferece grande segurança, pois sendo mais leve que o ar, em caso de fuga, dissipa-se rapidamente na atmosfera. Benefício que permite a utilização em caves, restaurantes e habitações.
IMPACTO DO INVESTIMENTO
O projeto inicial, apoiado por financiamento do Banco Mundial, é superior a dois milhões e meio de euros. Abrange a construção da UAG, rede e ramais para o setor residencial, comercial e industrial, numa extensão de cerca de 15 quilómetros. O número de clientes estimados para a primeira fase ronda o milhar.
Dizer que o grupo Dourogás foi o primeiro a nível nacional a implementar a distribuição de gás natural através da utilização de Unidades Autónomas de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito. Após a obtenção das licenças de concessão, encontram-se em pleno funcionamento as cinco UAGs de Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Arcos de Valdevez/Ponte da Barca, Peso da Régua/Santa Marta de Penaguião e Póvoa de Lanhoso, com uma de rede de distribuição que se estende por 360 quilómetros, com mais de 10 mil ramais. Cada ramal serve um ou mais clientes.
GÁS NATURAL | O QUE Ê?
O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos leves encontrada no subsolo, na qual o metano tem uma participação superior a 70% em volume. A composição do gás natural pode variar consoante o campo em que o gás é produzido, o processo de produção, o condicionamento, o processamento e o transporte. O gás natural é encontrado no subsolo, por acumulações em rochas porosas, isoladas do exterior por rochas impermeáveis, associadas ou não a depósitos petrolíferos. É o resultado da degradação da matéria orgânica de forma anaeróbica, oriunda de quantidades extraordinárias de micro-organismos que, em eras pré-históricas, se acumulavam nas águas litorâneas dos mares da época. Essa matéria orgânica foi soterrada a grandes profundidades e, por isso, a sua degradação deu-se fora do contacto com o ar, a grandes temperaturas e sob fortes pressões. O gás natural apresenta geralmente um teor de metano superior a 70% da sua composição, densidade menor que 1 (mais leve do que o ar) e poder calorífico superior entre 8.000 e 10.000 kcal/m³, dependendo dos teores de pesados, sobretudo etano e propano, e de inertes, nomeadamente o nitrogénio e o gás carbónico.
DADOS
Unidade Autónoma de Gaseificação – UAG | 680 mil euros
Rede de distribuição domiciliária cerca de 12 Km | 800 mil euros
Ramais e obras de adaptação nos domicílios | 1 Milhão de euros
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44