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Grandes investimentos a caminho do concelho
27 Setembro 2016
O município de Montalegre promoveu uma reunião entre barrosões - que querem fazer altos investimentos no concelho - e quem decide à luz dos fundos comunitários. Um encontro que juntou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN).
Muito do futuro investimento que o concelho de Montalegre irá receber nos próximos anos foi discutido nesta reunião de trabalho promovida pela autarquia barrosã. O pacote de fundos comunitários está em marcha e para tal é necessário saber como encontrar o caminho mais viável para a sua execução. Ricardo Magalhães, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e Mário Araújo e Silva, Diretor Adjunto da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), foram dois nomes de peso neste encontro particularmente acompanhado pelo presidente e vice-presidente do município.
TEM A PALAVRA
Orlando Alves | Presidente da Câmara Municipal de Montalegre
«Fizemos nas instalações da Câmara a explanação de um conjunto de projetos-âncora que gostaríamos de ver implementados no concelho de Montalegre. De referir que não são projetos da autarquia. Nascem da iniciativa privada e o município coloca todo o empenho, interesse e vontade de colaborar. São projetos direcionados para o setor agropecuário, para a economia circular e para a poupança energética que poderão dinamizar substancialmente a atividade económica concelhia. Poderão servir de estímulo para que outros possam desenvolver-se no futuro. Tivemos a oportunidade de expor projetos candidatos a fundos comunitários junto do Ministério da Agricultura e da Comissão de Coordenação Regional do Norte de forma a pensarmos, em conjunto, na melhor forma de materializar a aprovação destas candidaturas. Estamos a sensibilizar os atores do Quadro Comunitário para a importância destes projetos na revitalização económica e social do concelho de Montalegre. Recolhemos as opiniões de todos os intervenientes e sentimos que há o reconhecimento da importância dos projetos. No entanto, há normas que devem ser cumpridas na análise das candidaturas. Vamos estar atentos ao desenrolar destes processos. Acredito que os projetos podem ser aprovados, com alguns retoques ou ajustamentos. Um projeto que seja transversal, que inicie na dinamização produtiva local, a atividade agrícola e pecuária e passe para a esfera do turismo merece uma análise mais cuidadosa. Estou convencido que teremos projetos aprovados e ficarei muito satisfeito se um dia poder dizer que colaborei na sua aprovação».
Mário Araújo e Silva | Diretor Adjunto da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte
«A convite da Câmara Municipal de Montalegre estivemos reunidos com a Comissão de Coordenação Regional do Norte, com a autarquia, com a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte e com os promotores dos projetos. Foram apresentados, detalhados e dentro das competências de cada organismo encaminhamos para a resolução de alguns problemas que estavam pendentes. Por exemplo, qual o melhor enquadramento para o investimento, para que áreas e qual o valor máximo. Pensamos que é possível enquadrar grande parte dos projetos na área agrícola (superiores a 50 mil euros), na transformação (até três milhões de euros) e os de menor escala na abordagem Leader (até 200 mil euros)».
Ricardo Pinheiro | Administrador da empresa AMBIECO
«Apresentamos o nosso projeto de investimento para o desenvolvimento de uma unidade industrial que valoriza a biomassa florestal para que possamos colocá-la como um recurso de produção de energia, calor e vapor. Há recetividade mas há um problema nos fundos comunitários. Apanhamos um financiamento integrado em três componentes: indústria, floresta e agricultura. É complicado para quem analisa esta inovação. Este projeto é a transformação da biomassa em estilha para fornecimento de energia calorífica e vapor nas unidades industriais. Queremos valorizar a floresta como preservação e não como produção, através da limpeza e da reflorestação de novas espécies. Temos um ativo ambiental de excelência, o Parque Nacional da Peneda Gerês, que tem um valor enorme. Estamos a falar de uma estratégia de financiamento para compensação de um território comum. O oxigénio é um bem comum e, por isso, temos que valorizar este ativo ambiental».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44