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Haloterapia em Covelães
25 Junho 2015
Na recôndita aldeia de Covelães, concelho de Montalegre, está instalada uma sala de haloterapia. Um novo conceito de terapia natural que promete conquistar terreno à custa da qualidade e bem estar que oferece. A proprietária, Nina Leconte, confia que o investimento irá ter retorno até porque, refere, «o mundo de hoje exige que o homem faça alguma coisa a ele próprio». Atento esteve David Teixeira, vice-presidente da Câmara de Montalegre, que aplaudiu o arrojo encontrado.
Quem entra na sala de haloterapia de Covelães dá de caras com uma mulher que transpira tranquilidade. O espaço, com cerca de 20m2, revestido com três toneladas de sal de gruta vindo da Polónia, confere ao visitante uma atmosfera relaxante. A proposta é usufruir de 40 minutos que, garantem, curam a mente, o espírito e limpam todo o sistema respiratório. Eis, em suma, o que promete este investimento, inaugurado em março, levado a cabo por Nina Leconte. Confiante, esta apaixonada por terapias naturais começa por explicar os trunfos deste novo conceito medicinal exibido no Barroso: «a haloterapia é um tratamento com sal. Surgiu na Polónia no século XIX onde descobriram que os mineiros com problemas respiratórios e de pele, que trabalhavam nas grutas do sal, reduziram e, em muitos casos, eliminaram essas patologias». Destinada a combater os males dirigidos ao «sistema respiratório, saúde metal, ansiedade, stress e problemas de pele», esta terapia, explica Nina Leconte, tem no sal, composto por iões negativos, o inimigo ideal para superar «os iões positivos em excesso» que resultam dos «estados de ansiedade» provocando «equilíbrio à mente».
MUNDO DESCONHECIDO
A haloterapia é um nome recente em Portugal. Na Europa tem alguns anos, não muitos. Por exemplo, em Espanha para encontrarmos uma sala do género temos que viajar até à capital. Dada a proximidade com a Galiza, Nina Leconte acredita que pode agarrar este filão com as duas mãos: «tenho feito a publicidade que posso. Tenho falado com muita gente e esta possibilidade, de estar aqui com vocês, sei que será muito importante. Adoro pessoas. Adoro crianças. Acredito que os barrosões vão gostar». Quem «nos visita tem sempre um ambiente agradável envolto em música» onde «podem ler ou conversar», conta a empresária. O desafio não tem idade: «as crianças brincam com o sal como se fosse areia porque é bastante seco. Os adultos preferem relaxar...», elucida Nina Leconte. Por fim, deixa um convite estendido a toda a população para visitar o local: «adoro estas terapêuticas naturais porque, ao contrário dos medicamentos, não têm efeitos secundários. Há barrosões hesitantes quando lhes lanço o convite para experimentar mas depois de haver um primeiro contato acabam por gostar e trazerem vizinhos e amigos...é o que mais quero, é ver aqui gente...apareçam...vão voltar!».
«ENORME POTENCIAL»
Particularmente atento esteve David Teixeira, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, que quis ver, in loco, este singular investimento realizado no concelho. A análise obteve nota positiva: «é uma aposta que vem na linha de todo um trabalho que tem sido feito, também pelo padre Fontes, na valorização das medicinas alternativas, aqui com um salto para a medicina oriental, com outros métodos totalmente distintos. Quem aqui entra tem um tratamento totalmente natural, enquadrado num cenário natural e lindíssimo como é o nosso concelho e esta região do Gerês». Para o autarca, a sala de haloterapia de Covelães tem «um enorme potencial» porque «associa o turismo ao bem estar» sendo «um momento de encontro connosco próprios». David Teixeira aproveita para elogiar o arrojo da proprietária: «é de louvar esta coragem de fazer um "tiro no deserto", como se costuma dizer, com uma terapia que não é muito conhecida na nossa região. Acredito, como disse, que existe aqui um potencial enorme...desde logo a começar do outro lado da fronteira onde temos que ajudar a potenciar e atrair mais praticantes deste tipo de tratamento».
«CASAMENTO FELIZ»
Ciente do que provoca o mundo moderno, David Teixeira fala em «casamento feliz», banhado «num parque natural e uma reserva da biosfera que, pela primeira vez, oferece um tipo de tratamento totalmente natural», onde «não há riscos, não há nenhum chá, nenhuma mesinha ou superstição por trás». Pelo contrário, explica o edil, estamos perante «uma terapia, reconhecida internacionalmente, que casa muito bem com a paz de espírito que esta região pode oferecer». Caso haja um compromisso sério pode este investimento, remata David Teixeira, «ser uma mais valia na valorização do nosso turismo rural que tem que ser diferenciador, na alimentação, no conforto, na segurança e agora com uma nova razão para se deslocarem a esta terra pela calma e bem estar que alguns minutos podem trazer para o resto da vida».
SESSÃO DE HALOTERAPIA
Os utentes sentam-se em cadeiras confortáveis numa sala que se assemelha a uma caverna ou gruta de sal. As paredes, o teto e o chão da sala são cobertos com diversas camadas de sal limpo e de rocha branca de sal-gema. A sala de sal prefigura um espaço seco, estéril, hermético de silêncio e tranquilidade. Os utentes sentam-se em posições relaxadas sobre as cadeiras de plataforma confortáveis. É difundida música calma e iluminação suave para ajudar o paciente a relaxar
COMO FUNCIONA?
As finas partículas de sal, que os pacientes respiram durante uma sessão de haloterapia, atingem os pulmões, penetrando em todos os recantos dos brônquios, bronquíolos e alvéolos pulmonares. Essas micropartículas são responsáveis por reduzir a viscosidade do muco existente em excesso, ajudando a restaurar o fluxo muco ciliar normal, removendo ainda outros agentes patológicos e partículas indesejadas que se encontrem alojadas nas vias aéreas inferiores, limpando-as. O aerossol de sal que é constantemente ventilado e espalhado na gruta de sal, transforma iões positivos em iões negativos, os quais desempenham um papel fundamental no fortalecimento do sistema imunológico dos doentes respiratórios, provocando ainda um sentimento de bem-estar geral nos utentes.
HALOTERAPIA E CIÊNCIA
A investigação científica sobre a eficácia do sal começou em 1968, sendo oficialmente aprovada no hospital de doenças alérgicas na cidade de Solotvino, Ucrânia Ocidental, onde o tratamento e a pesquisa foram realizados à volta do sal. Na antiga União Soviética, juntaram-se vários investigadores para desenvolver terapias que evitassem os custos e os efeitos secundários das terapias à base de medicamentos. Em consequência dos resultados das pesquisas, foi estabelecido o novo método de tratamento eficaz para a asma que se baseia numa sala especial, construída com sal, onde é dispersado continuamente no ar para que os pacientes o respirem. Um estudo finlandês descobriu que os pulmões dos pacientes ficavam menos propensos às típicas reações alérgicas. Concluíram que uma câmara de sal é uma medicina complementar útil. O especialista em alergias, Robert Boyle, do Imperial College, afirma que tem utilizado a Haloterapia no tratamento de pacientes com fibrose cística com bons resultados. Os tratamentos continuados de haloterapia podem, entre 70% a 80% dos casos, conduzir à regressão da doença. Esta deixa de se manifestar, podendo o paciente deixar progressivamente de ter necessidade de usar medicamentos alopáticos à base de químicos no tratamento da asma (cortisona, esteroides, etc.), que produzem efeitos secundários, nocivos para o organismo humano. O tratamento com haloterapia promove, no imediato, efeitos de alívio e bem estar sentidos pelo paciente nas primeiras sessões de tratamentos. Tal se verifica em, pelo menos, 75% dos pacientes. Os aerossóis emitidos pelos halo geradores são carregados negativamente por iões do sal, potenciando as propriedades germicidas, cujo efeito, além de imediato, estimula a continuação da terapia.
HISTÓRIA
Na Europa, a terapia de sal começou a ganhar popularidade no século XIX. Os industriais de sal na Polónia observaram que nenhum dos seus mineiros sofria de doenças pulmonares – ou doenças relacionadas, por exemplo pneumonia ou asma. Foi então que o primeiro centro subterrâneo de cura se estabeleceu na Polónia, Velicko, para curar as doenças acima mencionadas, especialmente a asma. O poder de cura do sal foi observado igualmente no fim da segunda guerra mundial, nos abrigos debaixo da terra. Assim, muitos sanatórios para asmáticos foram abertos em cavernas de sal naturais alemãs, suíças, húngaras, búlgaras e jugoslavas.
QUANTAS SESSÕES SÃO RECOMENDADAS?
Cada caso é diferente e depende da gravidade das condições do paciente. Após a realização da primeira sessão deverá sentir melhorias, mas para atingir resultados duradouros é fortemente recomendada a realização de um conjunto de tratamentos.
Para casos crónicos do foro respiratório - asma, bronquite, sinusite e alergias fortes - devem ser completadas cinco a 10 sessões devendo as primeiras cinco ser efetuadas sem intervalo. Após as cinco primeiras poderá haver um intervalo máximo de três dias. Para casos dermatológicos, tais como psoríase e equizema, devem ser complementadas 15 a 20 sessões. As pessoas deverão fazer o tratamento em fato de banho para exporem a pele ao ambiente de sal emitido pelo halo gerador. A sessão é individual ou com pessoas sugeridas pelo próprio. Para problemas moderados - resfriados, constipações, gripes, infeções dos ouvidos - ou outros desconfortos respiratórios - alergias ligeiras, rinites - devem ser realizadas três a oito sessões. Para casos de saúde mental tais como insónia, stress, depressão, ansiedade e fadiga, o recomendado aponta de três a oito visitas. Poderá ser necessário voltar a realizar o tratamento depois de seis meses a um ano dependendo do estado da patologia, idade, alimentação da pessoa e do número de sessões já realizadas.
CONTACTOS
Nina Leconte - 936 395 006
Facebook - haloterapiadecovelaes
PREÇOS
1 sessão - 18,00€
5 sessões - 75,00€
10 sessões - 130,00€
15 sessões - 180,00€
20 sessões - 220,00€
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44